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Modificação genética foi feita em óvulo de fêmea

21/04/2004
Cientistas criam rato filho apenas de fêmeas


Cientistas conseguiram fazer um óvulo de rata se transformar em um animal adulto sem ter sido fertilizado por esperma, de acordo com a revista científica Nature. O óvulo tinha dois grupos de cromossomos pertencentes à mãe, ao invés de um materno e um paterno, como ocorre em um embrião normal.

O fenômeno, chamado partenogênese, jamais acontece naturalmente com mamíferos.

Pesquisadores afirmam que a técnica pode ser usada em pesquisas sobre células-troncos, mas os responsáveis pela experiência dizem que ela ainda não teria condições de funcionar com seres humanos.

Diferentes

O cientista Tomohiro Kono e seus colegas anularam a ação de um gene que impede o processo de partenogênese nos mamíferos.

"Insetos podem se reproduzir por partenogênese. Mesmo galinhas podem ser levadas a se reproduzir por partenogênese. Eu queria descobrir por que os mamíferos são diferentes", disse Kono, que trabalha na Universidade de Agricultura de Tóquio, à BBC.

Os cientistas injetaram o material genético de um óvulo de rato que não estava maduro em outro que já estava e tinha seu próprio grupo de cromossomos. Em seguida eles "ativaram" o óvulo maduro, fazendo com que ele começasse a se desenvolver em um embrião.

Ao bloquear a ação de um gene chamado H19 no óvulo que não estava maduro, os pesquisadores incrementaram a atividade de outro gene, chamado Igf2.

Esse gene produz uma proteína que regula o crescimento do feto em desenvolvimento.
Os genes envolvidos na experiências são chamados de "marcados", o que significa que alguns funcionam nos óvulos, mas não no esperma, ou vice-versa.

A manipulação genética promovida pelos pesquisadores deu aos genes um caráter mais "paterno". Como resultado disso, entre 598 tentativas, 2 embriões acabaram vingando.

Um deles foi usado em mais experiências, enquanto o outro, chamado de Kaguya, se desenvolveu até a idade adulta.


Força sempre!
Atila Barros

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