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Fruto de
uma
parceria
entre o
Governo
Federal
e o
governo
do
estado
da Bahia
para a
realização
de
estudos
técnicos
e
consultas
à
sociedade,
o
presidente
da
República,
Luiz
Inácio
Lula da
Silva,
assinou
hoje
(10/06)
decretos
de
criação
de
quatro
novas
unidades
de
conservação
e
ampliação
de uma
já
existente
no
estado,
todas no
Bioma
Mata
Atlântica,
em
ambientes
de alta
diversidade
biológica.
Com a
criação
dos
Parques
Nacionais
Alto
Cariri,
Boa Nova
e Serra
das
Lontras,
do
Refúgio
de Vida
Silvestre
de Boa
Nova e a
ampliação
do
Parque
Nacional
do Pau
Brasil,
o total
de áreas
a serem
criadas
foi de
65.070
hectares.
Para a
Mata
Atlântica
da
Bahia,
isso
representa
um
aumento
de cerca
de 60%
de área
em
unidades
de
conservação
integral,
e um
aumento
de 5% no
total de
unidades
de
conservação,
considerando
tanto as
de
proteção
integral
quanto
de uso
sustentável.
São
valores
significativos,
considerando
que o
bioma
Mata
Atlântica
é o que
possui a
menor
área de
remanescentes
originais.
A região
do
Parque
Nacional
do Alto
Cariri,
com área
de
19.264
hectares,
localizada
no
município
de
Guaratinga,
possui
grande
importância
biológica
para a
conservação,
com
recomendação
para a
criação
de
unidade
de
conservação
de
proteção
integral.
A UC
contém o
primeiro
registro
do
Muriqui-do-Norte
(Brachyteles
hypoxanthus)
na
Bahia,
espécie
de
primata
considerada
até
recentemente
extinta
no
estado.
Abriga o
último
conjunto
de
fragmentos
de Mata
Atlântica
(Floresta
Ombrófila
Densa
Montana,
Floresta
Estacional
Semidecidual
e
Floresta
Estacional
Decidual)
de
grande
porte da
região
leste do
sul da
Bahia e
nordeste
do
estado
de Minas
Gerais.
Abrange
nascentes
das
bacias
dos rios
Buranhém
e
Jequitinhonha.
A região
do
Parque
Nacional
de Boa
Nova e
do
Refúgio
de Vida
Silvestre
de Boa
Nova,
com área
total de
27.089
hectares,
sendo
12.065
pertencentes
ao
Parque e
15.024
ao
Refúgio,
localiza-se
nos
limites
dos
municípios
de Boa
Nova,
Manoel
Vitorino
e Dario
Meira.
Abrange
uma
transição
entre
florestas
úmidas,
ao
leste, e
a
vegetação
seca da
Caatinga,
ao
oeste,
onde
ocorre a
Mata de
Cipó uma
das
fitofisionomias
mais
ameaçadas
da Mata
Atlântica,
com
apenas
2,6% de
remanescentes
preservados.
Por se
tratar
de uma
área de
transição
de
estreita
faixa
vegetacional,
possui
alta
diversidade
biológica,
abrigando
espécies
do bioma
Mata
Atlântica
e
Caatinga
e ao
mesmo
tempo
muitas
espécies
raras e
endêmicas.
Localiza-se
em um
dos
poucos
locais
de
ocorrência
da ave
gravatazeiro
(Rhoponis
ardesiaca),
conhecido
mundialmente
por ser
um dos
mais
raros
das
Américas.
Essa ave
é
endêmica
da Mata
de Cipó
e consta
nas
listas
brasileiras
e
mundiais
de
espécies
ameaçadas
de
extinção.
As
regiões
de
localização
das
unidades
de
conservação
possuem
alto
potencial
para
ecoturismo
e
birdwatching
(observação
de
pássaros),
por
conter
espécies
endêmicas
e de
distribuição
restrita.
A região
já é
internacionalmente
considerada
em rotas
de
observadores
de
pássaros.
A região
do
Parque
Nacional
de Serra
das
Lontras
localiza-se
nos
municípios
de Una e
Arataca
e
abrange
uma área
de
11.336
hectares.
Tem
elevada
riqueza
de
espécies,
alta
diversidade
e
significativa
importância
biogeográfica.
Trata-se
de um
centro
de
endemismos
de
diversas
espécies
de aves
e
plantas.
A UC
visa
proteger
fitofisionomias
florestais
do Bioma
Mata
Atlântica,
em
especial
a
Floresta
Montana
que
ocorre
acima de
400
metros
de
altitude
e
cabrucas
(sistema
de
plantio
do cacau
sombreado)
abandonadas
a seu
redor.
As
Serras
das
Lontras,
Javi e
Quati
chegam a
1 mil
metros
de
altitude
e
abrigam
raras
formações
de
florestas
de
altitude.
Nos
últimos
anos,
foram
descobertas
novas
espécies
de aves
e
plantas
no
local.
Área sob
intensa
pressão
antrópica,
principalmente
por
desmatamentos,
é uma
das mais
chuvosas
e úmidas
da
região
cacaueira,
onde os
plantios
de cacau
em seu
sopé
foram
muito
afetados
pela
vassoura-de-bruxa,
a
maioria
encontrando-se
em
estado
de
abandono
há mais
de 20
anos.
É um dos
maiores
mananciais
de água
da
região
cacaueira,
abastecendo
Una e
São José
da
Vitória.
Apresenta
grande
potencial
para
ecoturismo
pela
beleza
cênica e
proximidade
com a
BR-101.
Além das
novas
unidades
de
conservação,
a Bahia
contará
com uma
ampliação
do
Parque
Nacional
do Pau
Brasil,
localizado
no
município
de Porto
Seguro,
que
ganhará
mais
7.381
hectares,
totalizando
uma área
de
18.934
hectares.
A área
de
ampliação
possui
regiões
ocupadas
por
floresta
ombrófila
em
estágio
avançado
de
regeneração
e
formações
geológicas
singulares.
A fauna
é
bastante
diversificada,
incluindo
espécies
ameaçadas.
Entre as
aves
destacam-se
a Suia,
o
Papagaio-chauá,
a
Anambé-de-asa-branca
e um
Beija-flor
criticamente
ameaçado:
o
Balança-rabo-canela.
O
Gavião-real
foi
recentemente
avistado.
Entre os
mamíferos,
foi
descoberta
uma
espécie
nova de
roedor,
que
ainda
está
sendo
descrita
(Trinomys
sp.).
Também
ocorrem
a
Suçuarana,
Jaguatirica
e o
Guigó.
A flora
possui
espécies
endêmicas
e
ameaçadas
de
extinção
tais
como:
Braúna,
Paraju,
Maçaranduba,
Bicuíba,
Juerana-vermelha
e
Arapati,
esta
última
só
encontrada
na
Bahia.
Nas
áreas
mais
arenosas,
perto da
praia,
ocorrem
muitas
plantas
raras,
entre
elas o
Óleo-comumbá,
Mucujê,
Pau-de-jangada
e
Imbirema,
além de
muitas
orquídeas
e
bromélias.
A
vegetação
da área
proposta
para
ampliação
do
Parque
do Pau
Brasil
protege
inúmeros
mananciais
e as
nascentes
das
bacias
dos rios
Trancoso,
da Barra
e Taípe,
garantindo
a
conservação
e a
qualidade
desses
recursos
hídricos,
beneficiando
toda a
população
do
município
localizado
no
entorno
da
unidade.
Para os
próximos
dias
está
prevista
a
finalização
do
processo
e
assinatura
do
decreto
de
criação
do
Parque
Nacional
do
Descobrimento,
também
na
Bahia,
localizado
no
município
de
Prado,
que será
ampliado
em 1.548
hectares,
totalizando
22.693
hectares.
A área
de
ampliação
está
localizado
em uma
região
de
grande
importância
ecológica
no bioma
Mata
Atlântica,
com
ocorrência
de
floresta
ombrófila
densa e
mussunungas,
abrigando
diversidade
biológica
ímpar.
A fauna
é
bastante
diversificada,
incluindo
espécies
ameaçadas.
Entre as
aves
destacam-se
a Suia,
o
Papagaio-chauá,
a
Anambé-de-asa-branca,
o gavião
real
(Harpia
harpyja)
e os
criticamente
ameaçados
mutum-do-sudeste
(Crax
blumenbachii)
e
balança-rabo-canela
(Glaucis
dohrnii).
Abrangem
nascentes
das
bacias
dos rios
Cahy,
Imbaçuaba,
Peixe e
Jucuruçu,
garantindo
a
conservação
e a
qualidade
desses
recursos
hídricos,
beneficiando
toda a
população
do
município
localizado
no
entorno
da
unidade.
Info:
acaoilheus
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