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Estes dois simpáticos países realmente me mostraram
o que é o caribe dos cinemas e seriados de TV. É
estranho sair do seu meio natural e topar com o
mundo dos iates e roupas de grife e bons
restaurantes.
Depois de sair do paraíso chamado Los Roques, foi a
vez de conhecer o outro lado do Caribe, algo
diferente do meio só natural da coisa. Por mais quer
tentássemos fazer passeios pelas praias,
fotografando a fauna Local e mergulhando eu suas
águas azuis, a rotina destes países sempre nos
lembrava que estávamos no “Hot Hot Hot” caribenho,
talvez por ter ficado em Palm Beach, perto dos
grandes hotéis e centro turísticos com direito a
Hard Rock Café,
T.G.I
Friday's
e outros inúmeros restaurantes de
renome mundial.
Aruba é um território autônomo neerlandês das
Caraíbas, ao largo da costa da Venezuela sua capital
e a simpática e fervilhante Oranjestad. Além da
Venezuela, o seu vizinho mais próximo é outro
território neerlandês, as Antilhas Neerlandesas.
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Aruba foi descoberta e
ocupada em 1499 por exploradores espanhóis e
adquirida pelos Países Baixos em 1636. A
ilha separou-se das Antilhas Neerlandesas a
1 de Janeiro de 1986 e tornou-se uma
dependência autônoma do Reino dos Países
Baixos.
Aruba se localiza diante do
litoral da Venezuela, a 31 km da península
de Paranaguá. Tem um clima tropical
temperado, ou seja, bem quente!
Como território dependente
dos Países Baixos, Aruba pode considerar-se
parte de uma monarquia constitucional, em
que o monarca (a Rainha Beatriz dos Países
Baixos) é representada na ilha por um
Governador. No entanto, a ilha tem um
governo próprio, dirigido por um Primeiro
Ministro, nomeado de acordo com as eleições
democráticas para o parlamento. As relações
exteriores e a defesa estão a cargo do
governo central neerlandês, nada de Hugo
Chavez por lá mesmo sendo tão próxima da
Venezuela. |
A
economia de Aruba é dominada pelo turismo e por uma
refinaria de petróleo, aberta em 1924.
A composição étnica do país e descende de europeus e
indígenas caribenhos. Houve também imigração de
países latino-americanos e norte-americanos, ou
seja, uma grande salada de culturas e idiomas.
Essa
sopa de culturas resultou em um idioma não oficial
nada comum, o neerlandês é oficial, porem a língua
mais utilizada, assim como em Bonaire e Curaçao, é o
“papiamento”, um dialeto local oriundo do português
(falado pelos judeus e escravos africanos,
constituindo 60% de seu léxico), com elementos do
espanhol, inglês, holandês, e línguas africanas.
Para quem vem de fora, é melhor arranhar no inglês
ou tentar o espanhol, se não funcionar tentar
Libras, Braile, Código Morse ou balance uma nota de 100
dólares sobre a cabeça!
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Tirando o “Hot Hot Hot” da
para curtir bastante o país, o que não falta
e cerveja gela e ótimos bares espalhados
pela cidade (Bons mesmo!). Para quem não
mergulha e quer ver peixinhos, existe um
passeio de submarino bem legal. Este sai
todos os dias e o bilhete você reserva no
píer principal, perto do restaurante
holandês bem no centro da capital, não tem
como não achar. Para quem gosta de diversão,
sol e praia, Aruba é o canal. Como não curto
muito o “oba oba” full time, deixo o caribe
no fim da minha lista de lugares que eu
voltaria um dia! |
Ainda perdido no ABC do Caribe, vamos falar da
gigante Curaçao.
Passei pouco tempo neste país, na verdade só
trampolim para entrar e sair de Aruba e Bonaire,
porem não poderia deixar de falar deste arquipélago.
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Situada no Caribe a 53 Km da
costa Venezuelana, 64 Km a leste de Bonaire,
e com 472 Km2 de área, Curaçao oferece uma
boa estrutura turística além de uma
exuberante vida submarina. A temperatura
média anual é de 27°C com um índice
pluviométrico muito baixo, criando um clima
semi árido, semelhante ao encontrado no
deserto do Arizona ou nordeste brasileiro.
Faz sol quase que o ano inteiro e fortes
ventos alísios sopram constantemente
(Imagem: Bandeira de Curaçau).
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Felizmente a ilha está fora da rota de furacões que
assolam a região caribenha.
A capital da ilha é Willemstad, que parece uma
miniatura de uma cidade holandesa. Uma ponte móvel
sobre o canal de entrada do porto é um espetáculo à
parte, abrindo e fechando para dar passagem aos
enormes transatlânticos de turismo, navios de guerra
e de transporte que utilizam o porto.
Curaçao é a maior ilha do arquipélago das Antilhas
Neerlandesas. Os nomes dados inicialmente à ilha
(1501), Curasorbo e Curasoto, significando,
respectivamente, "trago de bebida para cura" e
"matagal de cura". Assim se entende a palavra
Curaçao (arte de curar) e não com o significado de
"coração". Havendo, também, a teoria de que o nome
tem origem no fato de aí se produzir um licor a
partir de cascas de laranja-da-terra, cravo e
canela. Os holandeses denominaram assim a ilha por
não serem capazes de pronunciar "Ilha da Curação",
nome dado originalmente por navegadores portugueses
que viram ali a cura de doentes atacados pelo
escorbuto. Provavelmente, terão sido salvos pelas
vitaminas dos frutos que ingeriram na ilha. Os
registos históricos e arqueológicos, indicam as
tribos de caiquetios, que pertencem à família
arawak, como primeiros habitantes da ilha.
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A chegada dos primeiros
exploradores europeus ocorre em 1499, e
dá-se quando uma expedição espanhola,
comandada por Alonso de Ojeda, descobre a
ilha durante a sua primeira viagem de
exploração da costa norte da América do Sul.
Juntamente com ele encontravam-se, também,
Juan de la Cosa e Américo Vespúcio os quais
lhe atribuem o nome de Ilha dos Gigantes,
devido à elevada estatura dos seus
habitantes indígenas (Foto: Naufragio em
Aguas Caribenhas). |
O
domínio espanhol manteve-se durante todo o século
XVI, período durante o qual, os seus habitantes
indígenas foram transferidos para a colônia da ilha
Espanhola. Serviu de ponte para a exploração e
conquista espanhola dos territórios no norte da
América do Sul. A ilha foi abandonada
progressivamente, à medida que avançava a
colonização do continente.
Os
primeiros registros de regulamentos neerlandeses na
ilha datam do ano de 1621, pos tinham a necessidade
de serem abastecidos de recursos vitais como madeira
e sal. Foi durante o ano de 1634, que uma expedição
da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais,
ordenada por Johan van Walbeeck, que Países Baixos
reclamaram a ilha.
O que surpreende em Curaçao são as
cores da natureza, o céu azul, o mar verde e
transparente, vou ficar devendo mais tempo neste
país, quem sabe um dia em uma destas férias de
verão. Saindo de Curaçao chegou a hora de conhecer
Bonaire!
Força sempre!
Atila Barros
Para maiores dicas, aguarde o diário
de bordo de Geni Lobato! |