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Um montanhista perdido no
Caribe! |
Estes dois simpáticos países realmente me mostraram o que é o caribe dos cinemas e seriados de TV. É estranho sair do seu meio natural e topar com o mundo dos iates e roupas de grife e bons restaurantes.
Depois de sair do paraíso chamado Los Roques, foi a vez de conhecer o outro lado do Caribe, algo diferente do meio só natural da coisa. Por mais quer tentássemos fazer passeios pelas praias, fotografando a fauna Local e mergulhando eu suas águas azuis, a rotina destes países sempre nos lembrava que estávamos no “Hot Hot Hot” caribenho, talvez por ter ficado em Palm Beach, perto dos grandes hotéis e centro turísticos com direito a Hard Rock Café, T.G.I Friday's e outros inúmeros restaurantes de renome mundial.
Aruba é um território autônomo neerlandês das Caraíbas, ao largo da costa da Venezuela sua capital e a simpática e fervilhante Oranjestad. Além da Venezuela, o seu vizinho mais próximo é outro território neerlandês, as Antilhas Neerlandesas.
A
economia de Aruba é dominada pelo turismo e por uma
refinaria de petróleo, aberta em 1924.
A composição étnica do país e descende de europeus e
indígenas caribenhos. Houve também imigração de
países latino-americanos e norte-americanos, ou
seja, uma grande salada de culturas e idiomas.
Essa sopa de culturas resultou em um idioma não oficial nada comum, o neerlandês é oficial, porem a língua mais utilizada, assim como em Bonaire e Curaçao, é o “papiamento”, um dialeto local oriundo do português (falado pelos judeus e escravos africanos, constituindo 60% de seu léxico), com elementos do espanhol, inglês, holandês, e línguas africanas. Para quem vem de fora, é melhor arranhar no inglês ou tentar o espanhol, se não funcionar tentar Libras, Braile, Código Morse ou balance uma nota de 100 dólares sobre a cabeça!
Ainda perdido no ABC do Caribe, vamos falar da
gigante Curaçao.
Passei pouco tempo neste país, na verdade só
trampolim para entrar e sair de Aruba e Bonaire,
porem não poderia deixar de falar deste arquipélago.
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Felizmente a ilha está fora da rota de furacões que
assolam a região caribenha.
A capital da ilha é Willemstad, que parece uma
miniatura de uma cidade holandesa. Uma ponte móvel
sobre o canal de entrada do porto é um espetáculo à
parte, abrindo e fechando para dar passagem aos
enormes transatlânticos de turismo, navios de guerra
e de transporte que utilizam o porto.
Curaçao é a maior ilha do arquipélago das Antilhas Neerlandesas. Os nomes dados inicialmente à ilha (1501), Curasorbo e Curasoto, significando, respectivamente, "trago de bebida para cura" e "matagal de cura". Assim se entende a palavra Curaçao (arte de curar) e não com o significado de "coração". Havendo, também, a teoria de que o nome tem origem no fato de aí se produzir um licor a partir de cascas de laranja-da-terra, cravo e canela. Os holandeses denominaram assim a ilha por não serem capazes de pronunciar "Ilha da Curação", nome dado originalmente por navegadores portugueses que viram ali a cura de doentes atacados pelo escorbuto. Provavelmente, terão sido salvos pelas vitaminas dos frutos que ingeriram na ilha. Os registos históricos e arqueológicos, indicam as tribos de caiquetios, que pertencem à família arawak, como primeiros habitantes da ilha.
O domínio espanhol manteve-se durante todo o século XVI, período durante o qual, os seus habitantes indígenas foram transferidos para a colônia da ilha Espanhola. Serviu de ponte para a exploração e conquista espanhola dos territórios no norte da América do Sul. A ilha foi abandonada progressivamente, à medida que avançava a colonização do continente.
Os primeiros registros de regulamentos neerlandeses na ilha datam do ano de 1621, pos tinham a necessidade de serem abastecidos de recursos vitais como madeira e sal. Foi durante o ano de 1634, que uma expedição da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais, ordenada por Johan van Walbeeck, que Países Baixos reclamaram a ilha.
O que surpreende em Curaçao são as cores da natureza, o céu azul, o mar verde e transparente, vou ficar devendo mais tempo neste país, quem sabe um dia em uma destas férias de verão. Saindo de Curaçao chegou a hora de conhecer Bonaire!
Força sempre!
Atila Barros














