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30/03/2011
Bem vindo a Barão de Cocais.
Atila Barros
Foto:
Gustavo Vianna, Conquista no Campo Escola, Projeto.

 - Depois de uma longa temporada no Rio de Janeiro, hora de voltar para casa e aproveitar o que Minas Gerias tem de melhor, suas riquezas naturais. Uma passada em casa para reabastecer as energias, algumas horas de trem partindo de Belo Horizonte, e logo estaria em Barão de Cocais.

Foi na companhia de Maria Fernanda, Gustavo Vianna e Filipe Madeira que parti para esta cidade que guarda enorme potencial para o montanhismo e inúmeros tesouros naturais.

Com Gustavo Vianna e Filipe Madeira partimos até o Morro do Garimpo onde estão sendo abertas novas vias e vários projetos de Boulder.  Infindáveis possibilidades de escaladas se espalham para onde os olhos apontam. Difícil é saber por onde começar.

Toda região do Morro do Garimpo é nova para escalada, seu potencial esta sendo aberto aos poucos. Com a dedicação de escaladores como Gustavo Vianna que também é Biólogo, projetos responsáveis tendem a surgir para os próximos anos.

Para acessar o Morro do Garimpo é preciso ir de carro, a distancia a ser percorrida é grande até as áreas de escaladas perto das antenas de transmissão, mas de fácil acesso.  Para informações de como chegar, procure pousados, hotéis e taxistas, estes podem facilmente mostrar o caminho a seguir.

Toda região é exuberante em suas montanhas, flora e fauna, mesmo para quem não é adepto ao montanhismo, Barão de Cocais guarda sítios arqueológicos inacreditáveis e cachoeiras de águas cristalinas.

Para quem pretende sair para os sítios arqueológicos e cachoeiras, a dica é partir para Vila Colonial de Cocais, cerca de 10km partindo de Barão de Cocais. Do distrito pode-se caminhar até as cachoeiras e visitar o Sítio Arqueológico da Pedra Pintada.

Datada de seis mil anos antes de Cristo, a Pedra Pintada, testemunho da arte pré-histórica, possui desenhos semelhantes aos das grutas de Altamira no norte da Espanha e Lascaux no sul da França. A arte rupestre é constituída por representações figurativas, pintadas ou gravadas em rochedos – quartzitos – ou paredes de cavernas. As pinturas representam animais da região e sistemas de contagem.

Partindo de Vila Cocais até a Cachoeira de Cocais (A maior entre todas), são 5,5 Km, passando por quedas menores e pelo Sítio Arqueológico da Pedra Pintada.  Eu e Maria Fernanda optamos em fazer o circuito a pé.  Mas para quem pretende ir de carro, as estradas são boas e podem ser acessadas  com facilidade.

Vila Colonial de Cocais também conta com ótima estrutura hoteleira, ideal para quem quer fugir da cidade e se refugiar perto das montanhas.

Wikipédiando um pouco, no inicio do século XVIII, alguns bandeirantes portugueses e brasileiros procedentes do Rio, São Paulo e Bahia, deslocaram-se do povoado do Socorro, onde se achavam estabelecidos, e desceram o rio por dez quilômetros e no lugar a que deram o nome de “MACACOS” construíram suas cabanas e uma pobre capela.

Conhecida nacionalmente como Portal do Caraça, foi fundada no inicio do século XVIII, por bandeirantes portugueses e paulistas que descobriram o lugar depois de descer o rio São João, a partir do povoado Socorro. O primeiro nome de São João do Presídio do Morro Grande foi porque o arraial nasceu ao sopé de um extenso morro e por isso ficou conhecido como Morro Grande.

O historiador Waldemar de Almeida Barbosa, afirma que os bandeirantes decidiram se fixar no lugar porque encontraram Boa Pinta, ou seja, descobriram novas minas de ouro. A notícia do metal amarelo abundante atraiu novos elementos, casas foram edificadas ao longo das voltas do rio, surgindo assim o bairro dos macacos, núcleo principal de Morro Grande.

Em 1764, teve início à construção da atual Igreja Matriz São João Batista do Morro Grande, primeiro projeto arquitetônico de Aleijadinho, que esculpiu a imagem de São João Batista na porta de entrada e projetou o conjunto da tarja do arco-cruzeiro no interior da igreja. Foram gastos 21 anos para a conclusão da Matriz, que foi inaugurada em 1785.

O alvará régio de 1752 e a Lei nº 2 de 14 de setembro de 1891, criou o distrito com a denominação de São João do Morro Grande. Com a implantação da Usina Morro Grande o lugar toma impulso.

Em 1938, o nome do distrito foi reduzido para Morro Grande. Através do decreto lei estadual nº 1058 de 31 de dezembro de 1943, é emancipado o distrito de Morro Grande, que se separa de Santa Bárbara, passando a chamar-se Barão de Cocais, em homenagem ao Barão José Feliciano Pinto Coelho da Cunha, que nasceu e viveu na antiga Vila Colonial de Cocais, atual distrito de Barão de Cocais.

Barão de Cocais fica a 93 km de Belo Horizonte, através da BR-381, em direção a João Monlevade.  Para chegar, entrar a direita no trevo da MG-436 para o Caraça. De ônibus, a viagem dura em torno de uma hora e quarenta  minutos. A passagem custa, em média, R$ 22,30. Pela ferrovia a distância é de 87 km, a viagem dura cerca de 2h e a passagem, na classe econômica, custa, em média, R$ 10,00.

Dicas dadas! Agora é só colocar o equipamento na mochila e partir para esta cidade que tem muito para oferecer em suas montanhas.

Força sempre e boas escaladas.
Atila Barros

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