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07/04/2007
Diamantina - Minas Gerais
Novas Áreas de escalada. |
Depois de escalar durante um ano em Diamantina ainda
fica muito difícil dizer que já se conhece tudo,
demoraria muito tempo para se conhecer metade das
possibilidades do lugar. Fora a conta na farmácia
com esparadrapo e antiinflamatório.
Velhas conhecidas dos escaladores da região e por outros que
se aventuram pelas rochas de Diamantina, os picos de
escalada na região, Gruta do Salitre, Boulderlandia
e Colégio EPIL já são famosos por sua beleza e
dificuldade, mais ainda a muito mais para se
conhecer e descobrir. No ano de 2006 com algumas
dicas de conhecidos escaladores da região como
Vicentinho, Touche e Mutuca, novas áreas foram
descobertas.
A primeira vez que estive em Diamantina, em meados de 2006,
conheci o escalador Vicentinho, filho de outro
grande escalador da região Vicente, este conhecendo tudo já
explorado na região me passou as dicas. Peguei as
informações e no dia
seguinte coloquei a mochila nas costas com o um
pouco de água no Camelbak e passei o dia caminhado
pelo serrado em direção ao que vi de mais provável.
Logo que localizei alguns grupos de rochas bem
variados, toquei para os amigos de republica, juntei
a moçada no dia seguinte, e fomos ver no que dava.
Partindo para parte alta de diamantina em direção ao
Morro do Cruzeiro, seguimos mais adiante em direção
a Pousada do Sol. Uma pulada de cerca e lá estavam
os blocos esperando para serem abertos. Rocha
quebradiça, do tipo que não da para confiar é o que
há na região. Blocos de todos os tamanhos e
estilos, de dificuldades diferentes variando de V1 a
sabem-se lá V o que. Junto aos amigos da Republica Garibaldi, novas áreas
de escaladas foram abertas. No mais puro estilo
livre “Boulder” os blocos foram saindo um a um. Ver croqui.
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1 -
X da questão
2 - Normal
3 - Giz Colorido.
4 - Muriçoca Juvenil
5 - Zootecnia de um ser.
6 - A farmácia agradece.
7 - Projeto escovando Bits.
O
resultado final deste ano de escalada foi o filme
Boulder!...E outras coisas que nem me lembro mais!
Com direito a festa de lançamento em Diamantina, 16
de Dezembro de 2006 (Para quem desejar a copia
do filme só entrar em contato por
e-mail com o montanha.bio e solicitar a copia
gratuita do DVD, sendo cobrado somente o sedex,
maximo de três (3.Uni) copias para cada solicitação).
Este ano as coisas não foram diferentes, a republica mudou de
lugar e os amigos foram morar mais perto das rochas
no bairro do Rio Grande, do quintal de casa da para
ver o potencial do lugar. Semana santa, cerveja,
churrasco e muita peteca na quadra nova para
comemorar o inicio de um novo ano de escaladas, já
que tínhamos nos separados em dezembro quando estive
na Bolívia e os meninos de férias com a família em
Almenara e Belo Horizonte. Ano
novo, novos desafios, e de cara no quintal de casa
outra área foi aberta.
Passando pelo bairro, indo em direção da encosta,
chegamos aos novos blocos. Para chegar é necessário
passar pelas casas do bairro, pedindo com educação os
moradores permitem a passagem pelos terrenos até
chegar às rochas. De inicio foram abertas duas vias
em boulder e um projeto em esportiva. As
possibilidades são varias no local que foi batizado
de Pet Sematary, pela grande quantidade de ossos de
animais encontrados no local, fora o cheiro forte de
carniça. As vias abertas ainda não tem seu grau
firmado, mais são elas:
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O jardineiro Jesus – aberto por Mutuca,
passa perto de um 6◦ grau, bem psicológico.
A segunda foi Bebendo o Dífunto, passando
perto de um 7◦, bem legal e negativa com
poucas agarras confiáveis e bons abaulados.
No mais só indo lá para ver e abrir outras
vias também! |
Terra de Chica da Silva e de Juscelino Kubitschek,
presidente do país de 1956 a 1961, Diamantina,
cidade do ciclo do ouro em Minas Gerais, também
preserva seus casarios e igrejas do tempo colonial.
O diamante não é encontrado de forma farta como há
três séculos, mas ainda hoje garimpeiros vasculham
os rios, como o Jequitinhonha, à procura da pedra
preciosa. O Museu do Diamante, instalado num casarão
de 1789, reúne um rico acervo que conta a história
da mineração no Brasil. A cidade é o décimo
patrimônio brasileiro tombado pela Unesco como
Patrimônio da Humanidade.
Cravada no alto da serra do Espinhaço, a 1250m de
altitude, a cidade histórica de Diamantina
impressiona o viajante pela natureza espetacular de
suas rochas pontiagudas, pelo casario colonial
magnificamente conservado, pela intensa
luminosidade, especialmente nas primeiras horas da
manhã ou ao fim da tarde, quando a luz das almas se
abate sobre o conjunto esculpido por Deus e pelos
homens.
Força sempre e boas
escaladas!
Atila Barros