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Puno é uma província do Peru localizada no
departamento de Puno, sua capital é a cidade de
Puno que possui uma população de 221.800
habitantes (estimativa 2002) e uma área de 6.494,76
km2, perfazendo uma densidade demográfica de 34,2
hab./km2.
Chegamos a puno as 06:00HS e a fronteira já estava
fechada, o que nos impediu de atravessar para
Copacabana, a solução foi dormir em Puno. Mais um
albergue, mais uma noite fora da Bolívia, saindo de
Cusco só pensava em chegar logo ao Potosi e subir os
nevados do Kari Kari, já que no hotel que estávamos
consegui acessar a internet e ver o tempo para os
próximos dias em La Paz, e este não era nada bom.
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Noite em Puno, cidadezinha legal, fotos, uma passada
em uma pizzaria, passeio pela praça principal,
Graziela ajudou um grupo de Húngaros que não falavam
nada de espanhol a conseguir um lugar para ficar.
Cerveja em um Pub local, esse tocava Rock e Reggae,
cerveja, conversa com as Ticas (Super alegres!),
mais cerveja e de volta ao Hotel. |
Dia
15/01/2007
Acordamos as 05:00HS e as 06:00HS já estávamos no
ônibus para Copacabana. Três horas de viagem e lá
estávamos de volta à cidade às margens do Titicaca.
Passada rápida em uma Lan House para descarregar a
máquina, passagem comparada para La Paz as 01:00PM,
as 05:00PM estávamos na capital. Chegando ao
terminal, compramos passagem para o Potosi, esta
para as 08:30PM, o que nos permitiu um caminhada
tranqüila por La Paz, mesmo chovendo muito. Comprei
um novo agasalho já que o meu ficou para traz na
imigração do Chile. Compra feita, parada para ao
rango e tocamos para o Potosi.
Dia
16/001/2007
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Chegamos ao Potosi de baixo de chuva e geada. Todas
as montanhas cobertas de neve, no táxi da rodoviária
até o Hostl San Antonio, o motorista disse que nevou
durante dois dias na cidade e chovia muito durante a
semana. Para minha decepção, se o tempo não
melhorasse o Kari Kari ficaria para depois. Chegando
ao San Antonio, o de sempre, mochilas de lado e pé
na trilha. Nos encaixamos em um grupo de argentinos
que estavam indo para as Minas de Prata e mesmo com
chuva lá vamos nos para mais uma. |
É
possível visitar algumas das minas de prata da
cidade, onde será possível observar diferentes
galerias e pátios onde trabalharam os primeiros
escravos quechuas e onde ainda hoje alguns homens
trabalham manualmente como no período colonial
(1545); além de vivenciar os costumes e superstições
dos mineradores, (observar e oferecer bebida, coca e
cigarros à estátua do "Tio", diablo, diabo), que
para os mineradores, é o dono da prata e quem lhes
dá proteção no difícil e perigoso trabalho. O acesso
às minas só é possível com uma operadora de turismo
local (há várias perto da Plaza 10 de Noviembre). O
roteiro básico inclui percorrer dois quilômetros no
interior da jazida e descer quatro níveis de 30 a 40
m de altura. O passeio dura de quatro a cinco horas.
O
Potosí é um departamento da Bolívia. Possui uma área
de 118.218 km2 e uma população de 709.013 habitantes
(censo de 2001). O
Departamento boliviano de Potosí, cuja capital
também é chamada Potosí, situa-se no extremo
sudoeste da Bolívia, limitando-se ao sul com a
Argentina, ao oeste com o Chile, ao leste com os
Departamentos bolivianos de Tarija e Chuquisaca, e
ao norte com o departamento de Oruro.
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As
Minas de Potosí localizam-se no cerro de Potosí, no
Alto Peru, atual Departamento de Potosí, na Bolívia.
Constituíram-se no principal centro produtor de
prata em toda a América, durante o período colonial. As
jazidas foram descobertas casualmente, em 1545, por
um indígena chamado Hualpa ou Gualca. Neste mesmo
ano foi registrada uma primeira mina, que o espanhol
Juan de Villarroel denominou Descoberta. Ao final do
século XVIII contavam-se cerca de 5 mil bocas de
mina, produzindo anualmente 250 a 300 mil marcos de prata. |
A
sua exploração em grande escala foi possibilitada
pela descoberta, em 1563, de jazidas de mercúrio em
Huancavelica. O sistema de exploração mineira era
baseado no trabalho indígena, por meio da mita. A
prata foi o produto americano mais apreciado pela
metrópole, tendo a sua extração usufruído de
extraordinários benefícios fiscais. Apesar disso,
estima-se que 1/3 da produção tenha circulado às
margens dos controles fiscais.
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Além
das minas, é possível caminhar até os lagos (artificiais)
da Cordilheira de Kari Kari (4800 m de altura). O
trekking na região montanhosa pode durar de um a
dois dias. Também há opções mais "tranqüilas" como à
Laguna del Inca (Tarapaya) e banhos termais, em
águas minerais que brotam da terra a uma temperatura
que chega até 75ºC. |
Para
chegar à trilha que leva até as montanhas do Kari
Kari, tome um táxi até a igreja San Martin, mais a
frente há um desvio que leva até o local. As
possibilidades na cordilheira são inúmeras,
escaladas em rocha e caminhadas longas pelas
encostas nevadas. Para a Laguna del Inca tome um
microônibus para Tarapaya no mercado Chuquimia. Para
chegar à lagoa, desça do ônibus na ponte e suba
durante cerca de 20 minutos pelo caminho orientando-se
pelo sulco deixado pela água. Há outros locais para
banhos termais a 20 e 45 Km do centro da cidade, Don
Diego e Chaqui, respectivamente. A 40 Km há outro
local interessante, Betanzos, onde encontrará
pinturas rupestres e a feira dos camponeses aos
domingos.
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Depois do passeio pelas minas, uma passada nas
mochilas para tomar um banho e trocar de roupa, o
tempo não ajudava, a chuva continuava e minha
decepção só aumentara. Saída pela cidade, fotos,
compra de artesanato para parentes e nada do tempo
melhor. Tentei trocar algumas informações sobre o
Kari Kari mais fui desaconselhado a subir a montanha,
pelo mal tempo e pela incidência de raios nesta
época do ano. Mesmo assim decidi ir de qualquer
jeito, com Chuva ou Neve. |
Dia
17/01/2007
Acordei as 05:00HS e para minha surpresa o dia
estava azul de doer o olhos, a chuva havia cessado
durante a noite deixando um amanhecer azul e frio
pela frente.
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Mochila pronta, acordei Gaziela e ela não acreditou
no que viu de sua cama quando abriu a janela.
Algumas barras de cereais na mochila, água e
agasalho e tocamos para a trilha de acesso. Depois
de tentar parar alguns táxis para nos levar até o
inicio da trilha e receber vários “Não”, um taxista
nos levou até a igreja de São Martim e nos apontou o
inicio da trilha no fim da rua. (Normalmente as
agencias levam os turistas, montanhistas e
caminhantes até metade da trilha o que economiza
quase duas horas de caminhada. |
Sorte ou azar,
tocamos toda a trilha até os 4800 do Kari kari em
seis horas. Uma corrida contra o tempo, já que
tínhamos agendado o transporte do Potosi ao Sucre.
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Dia
perfeito, Fotos, Gelo, Lhamas, rio de águas geladas
e muita rocha. Caminhada tranqüila
até o topo, alguns trepa-pedras, um pouco de falta
de ar, mais nada que pudesse impedir de fazer um
dos cumes da cordilheira. O gelo derretia ao longo
do dia formando pequenos riachos que descem
da montanha fazendo lama. Perto do meio dia,
toda neve das partes baixas já tinha sido
consumida deixando um ar de marte nos campos
baixos. |
Depois de algumas fotos no
alto do Kari Kari e um tempinho para o comer algumas
barras de cereais,
iniciamos a descida. Caminhando rapido e respirando
tranquilo, concluímos toda descida em três
horas em ótimas condições. A missão estava cumprida, pelo
menos uma entrou para o Currículo.
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Ao
fim da tarde já estavamos de volta ao Hostl San Antonio
para tomarmos o táxi até o Sucre. As 09:00 da noite
já estávamos na praça principal da Cidade Branca. |
Dia
18/01/2007
Acordamos cedo no Sucre, café da manha, uma volta
pela cidade, algumas fotos do Mercado Publico e
Monumentos, arrumar as mochilas e pensar na volta
para Santa Cruz. As 01:00PM tomamos um táxi para o
Aeroporto do Sucre onde faríamos uma parada em Santa
Cruz de la Sierra.
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Sucre é a capital judicial da Bolívia, situada no
Altiplano Andino. É conhecida como “A Cidade Branca
das Américas”, por causa dos numerosos edifícios
coloniais pintados de cor branca e com o teto de
telhas vermelhas.
A cidade encontra-se em um vale
cercado de montanhas relativamente baixas. A população é pequena (aproximadamente 150 mil
habitantes), por isso é muito fácil conhecer toda a
área urbana caminhando. |
Sucre atrai um grande número de estudantes
universitários, e por isso é conhecida como uma das
cidades mais progressistas da Bolívia. Na cidade
existem muitos museus, restaurantes lojas, além de
uma belíssima praça central, a Plaza 25 de Mayo,
onde foi declarada a Independência boliviana em
1825. Por causa de todas estas qualidades, a cidade
possui uma atmosfera jovial, apesar da aparência
antiga de seus casarões coloniais.
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Na
cidade e nos povoados vizinhos vive uma forte
comunidade indígena que, apesar do progresso, mantém
suas tradições e costumes. Os mercados típicos
atraem um elevado número de visitantes, por causa da
grande variedade de alimentos e artesanato
ofertados. A poucas horas de ônibus de Sucre, a
vizinha Potosí foi um dos principais centros
mineradores do mundo durante o século XVII, quando
então era a cidade mais rica das Américas.
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As
03:00PM já estávamos de volta a Santa Cruz de la
Sierra, agora era só esperar pelo nosso vôo de
retorno ao Brasil que partiria as 04:00HS do dia
19/2007. À tardinha um passeio pela cidade, ultimas
fotos e um Adeus a Bolívia!
Dia
19/01/2007 – 22/01/2007
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Depois de uma longa escala por Campo Grande e
Guarulhos as 03:30PM desembarco no Aeroporto do
Galeão, Rio de Janeiro. A Bolívia fica pra traz
cheia de dividas. A promessa de voltar e terminar as
montanhas que planejei subir não sai da minha
cabeça. Tiro os últimos dias de férias para passar
com a família e amigos e dia 22/01/2007 to de volta
a Belo Horizonte. O diário de bordo fala pouco, as
fotos e filmes feitos durante a viagem falam muito
mais do que minha pobre narrativa quanto as beleza
destes paises e seus recursos naturais. |
Força sempre e
boas escaladas! Atila Barros
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