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Puno - Província do Peru

Diário de Bordo - 3º Parte
Dia 14/01/2007

As 07:00HS acordamos, tomamos café no Hotel e partimos para Rodoviária de Cusco,  de lá partiríamos para Puno, cidade ainda Peruana divisa com a Bolívia. Renato resolve ficar mais um dia em Cusco, eu e Graziela seguimos sozinhos.


Puno é uma província do Peru localizada no departamento de Puno, sua capital é a cidade de Puno que possui uma população de 221.800 habitantes (estimativa 2002) e uma área de 6.494,76 km2, perfazendo uma densidade demográfica de 34,2 hab./km2.

Chegamos a puno as 06:00HS e a fronteira já estava fechada, o que nos impediu de atravessar para Copacabana, a solução foi dormir em Puno. Mais um albergue, mais uma noite fora da Bolívia, saindo de Cusco só pensava em chegar logo ao Potosi e subir os nevados do Kari Kari, já que no hotel que estávamos consegui acessar a internet e ver o tempo para os próximos dias em La Paz, e este não era nada bom.

IncaKola - Refrigerante a base de Koca.

Noite em Puno, cidadezinha legal, fotos, uma passada em uma pizzaria, passeio pela praça principal, Graziela ajudou um grupo de Húngaros que não falavam nada de espanhol a conseguir um lugar para ficar. Cerveja em um Pub local, esse tocava Rock e Reggae, cerveja, conversa com as Ticas (Super alegres!), mais cerveja e de volta ao Hotel.

Dia 15/01/2007

Acordamos as 05:00HS e as 06:00HS já estávamos no ônibus para Copacabana. Três horas de viagem e lá estávamos de volta à cidade às margens do Titicaca.

Passada rápida em uma Lan House para descarregar a máquina, passagem comparada para La Paz as 01:00PM, as 05:00PM estávamos na capital. Chegando ao terminal, compramos passagem para o Potosi, esta para as 08:30PM, o que nos permitiu um caminhada tranqüila por La Paz, mesmo chovendo muito. Comprei um novo agasalho já que o meu ficou para traz na imigração do Chile.  Compra feita, parada para ao rango e tocamos para o Potosi.

Dia 16/001/2007

Cordilheira de Kari Kari (4800 m de altura).

Chegamos ao Potosi de baixo de chuva e geada. Todas as montanhas cobertas de neve, no táxi da rodoviária até o Hostl San Antonio, o motorista disse que nevou durante dois dias na cidade e chovia muito durante a semana. Para minha decepção, se o tempo não melhorasse o Kari Kari ficaria para depois. Chegando ao San Antonio, o de sempre, mochilas de lado e pé na trilha. Nos encaixamos em um grupo de argentinos que estavam indo para as Minas de Prata e mesmo com chuva lá vamos nos para mais uma.

É possível visitar algumas das minas de prata da cidade, onde será possível observar diferentes galerias e pátios onde trabalharam os primeiros escravos quechuas e onde ainda hoje alguns homens trabalham manualmente como no período colonial (1545); além de vivenciar os costumes e superstições dos mineradores, (observar e oferecer bebida, coca e cigarros à estátua do "Tio", diablo, diabo), que para os mineradores, é o dono da prata e quem lhes dá proteção no difícil e perigoso trabalho. O acesso às minas só é possível com uma operadora de turismo local (há várias perto da Plaza 10 de Noviembre). O roteiro básico inclui percorrer dois quilômetros no interior da jazida e descer quatro níveis de 30 a 40 m de altura. O passeio dura de quatro a cinco horas.

O Potosí é um departamento da Bolívia. Possui uma área de 118.218 km2 e uma população de 709.013 habitantes (censo de 2001). O Departamento boliviano de Potosí, cuja capital também é chamada Potosí, situa-se no extremo sudoeste da Bolívia, limitando-se ao sul com a Argentina, ao oeste com o Chile, ao leste com os Departamentos bolivianos de Tarija e Chuquisaca, e ao norte com o departamento de Oruro.

Montanha de Prata - Minas de Potosí.

As Minas de Potosí localizam-se no cerro de Potosí, no Alto Peru, atual Departamento de Potosí, na Bolívia. Constituíram-se no principal centro produtor de prata em toda a América, durante o período colonial. As jazidas foram descobertas casualmente, em 1545, por um indígena chamado Hualpa ou Gualca. Neste mesmo ano foi registrada uma primeira mina, que o espanhol Juan de Villarroel denominou Descoberta. Ao final do século XVIII contavam-se cerca de 5 mil bocas de mina, produzindo anualmente 250 a 300 mil marcos de prata.

A sua exploração em grande escala foi possibilitada pela descoberta, em 1563, de jazidas de mercúrio em Huancavelica. O sistema de exploração mineira era baseado no trabalho indígena, por meio da mita. A prata foi o produto americano mais apreciado pela metrópole, tendo a sua extração usufruído de extraordinários benefícios fiscais. Apesar disso, estima-se que 1/3 da produção tenha circulado às margens dos controles fiscais.

Eu - Minas de Potosí.

Além das minas, é possível caminhar até os lagos (artificiais) da Cordilheira de Kari Kari (4800 m de altura). O trekking na região montanhosa pode durar de um a dois dias. Também há opções mais "tranqüilas" como à Laguna del Inca (Tarapaya) e banhos termais, em águas minerais que brotam da terra a uma temperatura que chega até 75ºC.

Para chegar à trilha que leva até as montanhas do Kari Kari, tome um táxi até a igreja San Martin, mais a frente há um desvio que leva até o local. As possibilidades na cordilheira são inúmeras, escaladas em rocha e caminhadas longas pelas encostas nevadas. Para a Laguna del Inca tome um microônibus para Tarapaya no mercado Chuquimia. Para chegar à lagoa, desça do ônibus na ponte e suba durante cerca de 20 minutos pelo caminho orientando-se pelo sulco deixado pela água. Há outros locais para banhos termais a 20 e 45 Km do centro da cidade, Don Diego e Chaqui, respectivamente. A 40 Km há outro local interessante, Betanzos, onde encontrará pinturas rupestres e a feira dos camponeses aos domingos.

Prata em estado bruto.

Depois do passeio pelas minas, uma passada nas mochilas para tomar um banho e trocar de roupa, o tempo não ajudava, a chuva continuava e minha decepção só aumentara. Saída pela cidade, fotos, compra de artesanato para parentes e nada do tempo melhor. Tentei trocar algumas informações sobre o Kari Kari mais fui desaconselhado a subir a montanha, pelo mal tempo e pela incidência de raios nesta época do ano. Mesmo assim decidi ir de qualquer jeito, com Chuva ou Neve.

Dia 17/01/2007

Acordei as 05:00HS e para minha surpresa o dia estava azul de doer o olhos, a chuva havia cessado durante a noite deixando um amanhecer azul e frio pela frente.

Eu - Trilha para o Kari Kari.

Mochila pronta, acordei Gaziela e ela não acreditou no que viu de sua cama quando abriu a janela. Algumas barras de cereais na mochila, água e agasalho e tocamos para a trilha de acesso. Depois de tentar parar alguns táxis para nos levar até o inicio da trilha e receber vários “Não”, um taxista nos levou até a igreja de São Martim e nos apontou o inicio da trilha no fim da rua. (Normalmente as agencias levam os turistas, montanhistas e caminhantes até metade da trilha o que economiza quase duas horas de caminhada.

Sorte ou azar, tocamos toda a trilha até os 4800 do Kari kari em seis horas. Uma corrida contra o tempo, já que tínhamos agendado o transporte do Potosi ao Sucre.

Dia perfeito, Fotos, Gelo, Lhamas, rio de águas geladas e muita rocha. Caminhada tranqüila até o topo, alguns trepa-pedras, um pouco de falta de ar, mais nada que pudesse impedir de fazer um dos cumes da cordilheira. O gelo derretia ao longo do dia formando pequenos riachos que descem da montanha fazendo lama. Perto do meio dia, toda neve das partes baixas já tinha sido consumida deixando um ar de marte nos campos baixos.

Depois de algumas fotos no alto do Kari Kari e um tempinho para o comer algumas barras de cereais, iniciamos a descida. Caminhando rapido e respirando tranquilo, concluímos toda descida em três horas em ótimas condições. A missão estava cumprida, pelo menos uma entrou para o Currículo.

Lhamas - Kari Kari

Ao fim da tarde já estavamos de volta ao Hostl San Antonio para tomarmos o táxi até o Sucre. As 09:00 da noite já estávamos na praça principal da Cidade Branca.

Dia 18/01/2007

Acordamos cedo no Sucre, café da manha, uma volta pela cidade, algumas fotos do Mercado Publico e Monumentos, arrumar as mochilas e pensar na volta para Santa Cruz. As 01:00PM tomamos um táxi para o Aeroporto do Sucre onde faríamos uma parada em Santa Cruz de la Sierra.

Sucre é a capital judicial da Bolívia, situada no Altiplano Andino. É conhecida como “A Cidade Branca das Américas”, por causa dos numerosos edifícios coloniais pintados de cor branca e com o teto de telhas vermelhas.
A cidade encontra-se em um vale cercado de montanhas relativamente baixas. A população é pequena (aproximadamente 150 mil habitantes), por isso é muito fácil conhecer toda a área urbana caminhando.

Sucre atrai um grande número de estudantes universitários, e por isso é conhecida como uma das cidades mais progressistas da Bolívia. Na cidade existem muitos museus, restaurantes lojas, além de uma belíssima praça central, a Plaza 25 de Mayo, onde foi declarada a Independência boliviana em 1825. Por causa de todas estas qualidades, a cidade possui uma atmosfera jovial, apesar da aparência antiga de seus casarões coloniais.

Mercado Central do Sucre.

Na cidade e nos povoados vizinhos vive uma forte comunidade indígena que, apesar do progresso, mantém suas tradições e costumes. Os mercados típicos atraem um elevado número de visitantes, por causa da grande variedade de alimentos e artesanato ofertados. A poucas horas de ônibus de Sucre, a vizinha Potosí foi um dos principais centros mineradores do mundo durante o século XVII, quando então era a cidade mais rica das Américas. 

As 03:00PM já estávamos de volta a Santa Cruz de la Sierra, agora era só esperar pelo nosso vôo de retorno ao Brasil que partiria as 04:00HS do dia 19/2007. À tardinha um passeio pela cidade, ultimas fotos e um Adeus a Bolívia!

Dia 19/01/2007 – 22/01/2007

Depois de uma longa escala por Campo Grande e Guarulhos as 03:30PM desembarco no Aeroporto do Galeão, Rio de Janeiro. A Bolívia fica pra traz cheia de dividas. A promessa de voltar e terminar as montanhas que planejei subir não sai da minha cabeça. Tiro os últimos dias de férias para passar com a família e amigos e dia 22/01/2007 to de volta a Belo Horizonte. O diário de bordo fala pouco, as fotos e filmes feitos durante a viagem falam muito mais do que minha pobre narrativa quanto as beleza destes paises e seus recursos naturais. 

Força sempre e boas escaladas!
Atila Barros

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