Os brasileiros Rodrigo Raineri e Vitor Negrete já estão em mais uma missão nada simples. Os alpinistas encontram-se no Everest para tentar escalar a montanha mais alta do mundo sem o uso de oxigênio suplementar.
Os alpinistas foram os primeiros brasileiros a conquistarem o Monte Aconcágua pela face sul. Para vencerem o novo objetivo Raineri e Negrete precisarão mostrar experiência, preparo físico, técnico e psicológico, além de muito capacidade de aclimatação.
Zona da Morte - O pior momento para os brasileiro será a partir dos 6 mil metros de altitude, quando atingem a conhecida “Zona da Morte”, pela falta de oxigênio na atmosfera – a concentração fica inferior a 30%, se comparada com a do nível do mar.
O primeiro escalador a conseguir a façanha de chegar ao cume do Everest sem oxigênio foi Messner, em 1978. Ele precisou de mais de uma hora para percorrer somente os últimos 100 metros, em função da dificuldade pelo ar rarefeito.
A expedição Everest sem Oxigênio, dos montanhistas Vitor Negrete e Rodrigo Raineri, tem como objetivo serem os primeiros brasileiros a alcançarem os 8.848m do monte Everest, a maior montanha do mundo, situada na Cordilheira do Himalaia, entre o Tibete (China) e o Nepal. A escalada é no estilo Expedição, pois tem o apoio de carregadores, oxigênio de emergência e de acampamentos intermediários. O período da expedição, entre chegada, aclimatação e escalada e ataque é de 24 de março a 31 de maio de 2005. O patrocínio da expedição é de Try On e os apoios são de Landscape, Green Life, Companhia Athletica, Grade VI e Solo Design.
A condição, chamada de hipoxia ou falta de oxigênio, tem características em comum com o que pessoas sem muito preparo físico sentem quando fazem exercício de fim de semana. Primeiro, a sensação de euforia e cabeça leve como se você estivesse bêbado. Depois, a "ressaca" se instala. Você se sente cansado, perde o equilíbrio, não consegue dormir, fica sem apetite, tem náusea: todos sintomas inevitáveis quando se está em grandes altitudes. O oxigênio compõe 21% ao ar, e esta proporção não muda independentemente de onde você esteja na atmosfera. O que muda é a densidade e a pressão, que caem em altas altitudes. Com quase 9 quilômetros de altura, no Everest a pressão atmosférica é cerca de um terço da do nível do mar, o que tem um grande impacto no corpo humano. Se uma pessoa não respira uma quantidade suficiente de oxigênio, corre também o risco de contrair um edema pulmonar, condição criada quando líquido acumulado no pulmão interfere na capacidade do corpo de absorver oxigênio.
Força sempre!
Atila Barros














