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27/05/2010 Huaca Pucllana Atila Barros Álbum de fotos |
O Museu do sitio Arqueológico da Huaca Pucllana foi criado em 1984 com resposta a uma pesquisa iniciada em 1981 para proteger os objetos arqueológicos recuperados no sitio e manter em segurança os sítios que vinham sendo saqueados e invadidos constantemente dês de sua descoberta.
É a partir também desta data que se inicia os trabalhos de restauração a através de um acordo interinstitucional entre o Instituto Nacional de Cultura e a Prefeitura de Miraflores, este acordo visou a manter as investigações nos sítios e permitir a presença de serviços de turismo, através da conservação e valorização do local.
Além da visita ao
sítio arqueológico, o pequeno museu conta uma sala
de exposição permanente e um Parque de Flora e Fauna
Nativa que conta um pouco da historia da época.
Cerca de 500DC Miraflores área era dominada por um
imponente Centro Administrativo Cerimonial agora
conhecido como Huaca Pucllana. Este centro abrangeu
uma área maior que 15 hectares, atingindo,
possivelmente muito próximo da Bajada Balta, onde,
em 1925, Alfred Kroeber, um antropólogo americano
encontrou um cemitério da época que estaria
relacionado com os construtores da Huaca Pucllana.
A Huaca Pucllana foi um dos mais importantes centros
administrativos cerimonial da cultura Lima, o mesmo
que se desenvolveu entre 200 e 700DC.
Geograficamente compreendido pelos vales de Chancay,
Chillon, Rimac e Lurin, com ocupação e influência
nas partes média e alta destes.
São testemunhas desta cultura sítios arqueológicos
de Cerro Trinidad em Chancay, Playa Grande, Cerro
Culebra, La Uva, Copacabana em el Chillón, Maranga,
Vista Alegre, Huaca Trujillo, parte de Cajamarquilla
en el Rimac, e
Pachacamac
em Lurín.
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Uma vez que estes centros administrativos estivessem fixados, a sociedade estaria organizada para comercializar a produção e realizar a troca de produtos provenientes de varias províncias, bem como a realização de cerimônias religiosas. Essas atividades foram presididas pelos sacerdotes, que praticavam a autoridade civil e religiosa. No resto dos Andes centrais, contemporâneo, com Lima, houve outras sociedades, como a Moche, Cajamarca, Recuay, Huarpa, Nazca, e Tiwanaku. |
Huaca Pucllana foi construída no período em que a arqueologia denomina como a cultura Lima ou Limenha, que viveu entre 200 e 700DC na costa central do Peru, para ser exato entre os vales do rio Chancay norte e sul Lurin, seus principais centros cerimoniais como Pucllana estão no meio dos vales, mas as aldeias foram localizadas em torno destas praias formando verdadeiros centros urbanos.
Os habitantes da
cultura Lima não formavam um único reino ou império.
Os vales foram divididos em vários clãs por meio de
pequenos reinos que deveriam ser tratados da mesma
forma uns pelos outros. Entres estes, Pachacamac
deveria de ter tido alguma importância maior entre
os demais devido ao seu prestígio religioso.
Pucllana não era propriamente uma cidade, era um
centro cerimonial. Como foi planejado para ser a
residência de uma elite sacerdotal tinham muito
poder político, bem como religiosos e econômicos. Ao
mesmo tempo, serviu para levar o poder a partir
deste local para a área do Vale que lhe é devida.
Pucllana tem basicamente duas zonas distintas: a
Grande Pirâmide e as praças e a parte baixa, formada
por casas, praças com calçadas. Cada uma destas duas
áreas tem diferentes funcionalidades: a pirâmide se
destina a ser um local de culto, enquanto o parte
baixa, esta relacionada às atividades diárias, ou
relacionadas ao contato direto com a população.
As partes baixas se
encontram praças e residências, esta é mais recente
que a pirâmide, isto porque é provável que no início
de Pucllana, servia apenas como centro religioso e,
em seguida, exigiu anexos para atividades
administrativas.
Dada a sua importância como um centro cerimonial de
Lima depois de terem sido conquistados pelos Wari,
Pucllana se tornou um cemitério e permaneceu assim
até se tornar propriedade do kuraca Dom Pedro Chumbi
Charnan, (O kuraca era o chefe do ayllu). Graças os
enterros Wari que provas importantes foram
recuperadas deste período. Evidencias têxteis,
únicos do seu tipo no litoral central, também,
cerâmica, cabaças e outros objetos foram encontrados
nos túmulos. São estes fragmentos do passado que nos
ajudam a entender mais das culturas que se fixaram
na costa central e caíram diante da conquista dos
Wari.
Nestes casos, vemos
uma mistura de realismo refletindo ídolos
esquemáticos representando tubarões e leões marinhos
em semblante severo.
A indústria têxtil foi muito importante para Grande
Pirâmide de Pucllana, lá foram descobertos vestígios
de numerosos instrumentos têxteis, tais como
agulhas, espinhas de peixe, espinhos de cactos,
partes de teares de madeira, bolas de fios, entre
outros. Embora o número de produtos têxteis
recuperados da cultura Lima não sejam tão
satisfatórios, este servem para compreender as
diversas técnicas de fabricação de tecido que esta
cultura produziu. Sempre que encontramos um recurso
excepcional sobre a cultura têxteis nas tumbas Wari,
temos uma complexa variedade de cores e
representações. Embora a maior parte destes túmulos
já tenham sido saqueados na antiguidade, alguns
ainda contem os elementos tão originais como dia de
seu sepultamento.
Embora Pucllana não tenha sido um cemitério
originalmente parte da Grande Pirâmide foi adaptada
como tal, é na ponta sul da pirâmide foram
encontrados vários túmulos da sociedade Lima.
Já os sepultamentos
da cultura Wari são bem diferentes da cultura
Limenha, a arquitetura dos túmulos é composta por
covas profundas, contendo múmias envolvidas em um
fardo funeral de tecido onde o morto é colocado em
posição fetal acompanhado de vários objetos
pessoais. O fardo é vestido e adornado com uma
mascara (Madeira ou tecido) na posição da cabeça,
dando o toque de longevidade ao sepultado.
As principais atividades econômicas dos homens e
mulheres da cultura Lima foram à agricultura, pesca
e coleta de marisco e uma criação de gado em menor
medida, bem como a fabricação de diversos itens
necessários para a vida cotidiana. Os excelentes
solos agrícolas no vale do Rimac foram intensamente
explorados para o plantio de milho, frutas e
legumes, logo as fronteiras agrícolas foram
aumentadas, construindo-se canais de irrigação
extensiva melhorando as safras trazendo fartura a os
limenhos.
Outra curiosidade desta cultura pesqueira foi à quantidade de evidências de tubarões nos sítios. Estes eram consumidos em quantidades significativas e também cultuados como divindades do mar. Adornados em cerâmicas e trajes cerimoniais, a presença deste predador marinho na cultura limenha é mais um dos ícones que levam a crer que Pucllana era dedicado a divindade “Mar”, ou seja, templo dos adoradores do mar.
O sitio Arqueológico
da Huaca Pucllana é o resultado do desejo científico
de resgatar, preservar e estudar a Huaca Pucllana
como um dos mais importantes monumentos da cidade de
Lima, não só pelo seu tamanho, mas pela evidência
cultural a fim de permitir que arqueólogos e outros
cientistas sociais e naturais consigam contribuir e
reconstruir parte da história da Lima
pré-colombiana.
Força Sempre!
Atila Barros
Museo de Sitio Huaca Pucllana - Avenida General
Borgoño S/N Miraflores
Lima – Perú - Telefax 445 – 8695 - Teléfono 440 –
8276













