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28/05/2010 Jurubatiba é dos brasileiros Maria Fernanda |
Com o pagamento ainda
este ano da indenização
aos ex-proprietários de
terras do Parque
Nacional da Restinga de
Jurubatiba, espaço
transformado em unidade
de conservação em abril
de 1998, chega ao fim um
embate iniciado em 1995
e liderado pelo Núcleo
de Pesquisas em Ecologia
e Desenvolvimento
Socioambiental
(Nupem-UFRJ) para
devolver aos brasileiros
uma área de 14.860
hectares com
ecossistemas intactos e
semelhantes aos
encontrados por Pedro
Álvares Cabral quando
chegou ao Brasil em
1500.
A previsão é de que a
solenidade será
realizada no Nupem, em
Macaé, ainda no primeiro
semestre. “Com o
pagamento, os
proprietários não têm
mais nenhuma ligação com
as terras. A partir de
agora o parque será
oficialmente do povo
brasileiro”, comenta o
professor Francisco
Esteves,
diretor-fundador do
núcleo de pesquisas e
presidente do Colegiado
Provisório do Campus
Macaé-UFRJ.
Entre os presentes ao
evento estarão Izabella
Teixeira, ministra do
Meio Ambiente (MMA);
Carlos Minc, ex-ministro
do Meio Ambiente; Rômulo
José Fernandes Barreto
Mello, presidente do
Instituto Chico Mendes
de Conservação da
Biodversidade (ICMbio);
Abelardo Bayma Azevedo,
presidente do IBAMA,
além de outras
autoridades municipais,
estaduais e federais.
Durante a solenidade
será realizada também a
palestra “A Importância
de Pesquisas Ecológicas
de Longa Duração para a
Gestão dos Recursos
naturais”.
Localizado na região
norte do Estado do Rio
de Janeiro, o Parque
Nacional da Restinga de
Jurubatiba abrange as
planícies fluviais e
marinha do litoral dos
municípios de Quissamã,
Carapebus e Macaé. A
área de 14.860 hectares
corresponde a 2,5 mil
campos de futebol de
ecossistemas intactos e
semelhantes aos
encontrados pelos
portugueses, quando
chegaram ao Brasil no
século XVI. O parque,
que é atualmente
administrado pelo
Instituto Chico Mendes
de Conservação da
Biodiversidade, surgiu
da necessidade de
preservação do
ecossistema para
investigação científica.
Os pesquisadores do
Nupem trabalham por lá
desde a década de 1980.
Aliás, o movimento de
transformação da área em
parque nacional foi
iniciado em 1995 e
liderado pelo núcleo,
institucionalizado pelo
Conselho Universitário
da UFRJ como Unidade do
Centro de Ciências da
Saúde da UFRJ em julho
de 2006. “Isso mostra
que o campus-Macaé tem,
desde sua origem, forte
preocupação ecológica e
social”, finaliza
Francisco Esteves.
Maria Fernanda














