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19/05/2010 Arqueólogos encontram pirâmide com tumba que pode ser a mais antiga da Mesoamérica. Enviado por Ricardo Cesar |
Arqueólogos encontraram
no sul do México uma
pirâmide contendo a
tumba de uma alta
autoridade
pré-colombiana que pode
ser a mais antiga do seu
tipo em toda a
Mesoamérica, a região
que se estende do sul do
México até a Costa Rica.
A pirâmide contém quatro
esqueletos, indicando um
enterro múltiplo
realizado há 2,7 mil
anos. De acordo com os
cientistas, seria o
antecedente mais remoto
do uso de pirâmides como
recintos funerários em
toda a região.
Dois dos esqueletos,
segundo os cientistas,
estariam rodeados de
pedras de jade e âmbar,
além de objetos valiosos
para a época, feitos de
cerâmica.
Isto indicaria que um
deles poderia ser o de
um importante líder ou
clérigo de Chiapa de
Corzo, um proeminente
assentamento da época.
Junto à câmara
principal, os
arqueólogos encontraram
outro sepulcro contendo
um esqueleto,
"provavelmente de uma
mulher" que faleceu por
volta dos 50 anos de
idade.
A descoberta foi feita
na zona arqueológica
Chiapa de Corzo, no
Estado mexicano de
Chiapas, por arqueólogos
do Instituto Nacional de
Antropologia e História
(INAH), da Universidade
Nacional Autônoma (UNAM)
do México e da
Universidade Brigham
Young, dos EUA.
Segundo os
pesquisadores, a
descoberta sugere que o
uso de pirâmides como
recintos funerários pode
ser mais antigo do que
se pensava anteriormente
e poderia ser anterior à
cultura maia.
A tumba estudada está
localizada dentro de uma
pirâmide que pode ter
tido até sete metros de
altura quando foi
construída, com escadas
de barro levando a um
templo no topo de sua
estrutura.
Sacrifício humano?
A câmara funerária,
medindo quatro metros de
comprimento por três de
largura, foi encontrada
após 24 horas de
escavações.
A câmara principal
guardava ossos de três
pessoas: um homem de
meia-idade, um bebê de
cerca de um ano e um
jovem do sexo masculino.
O homem de meia-idade
estava com vários
adornos, tinha a boca
coberta com uma concha e
os dentes incrustados
com pedras de jade. Ele
também tinha braceletes,
colares e o que os
arqueólogos acreditam
ser uma máscara
funerária com olhos
feitos com uma pedra
vulcânica verde.
Os investigadores
acreditam que, a julgar
pela qualidade das joias
com as quais o homem foi
sepultado, ele deve ter
sido uma pessoa
importante.
Eles dizem que os outros
dois corpos - do bebê e
do jovem - podem ter
sido colocados depois na
tumba para acompanhar o
homem morto e foram
possivelmente
sacrificados.
Os pesquisadores dizem
que a posição dos ossos
sugere que o bebê foi
colocado cuidadosamente
na tumba, enquanto o
jovem foi possivelmente
jogado na câmara
funerária.
No anexo à câmara
principal, os
arqueólogos encontraram
outra sala pequena
contendo o esqueleto de
uma mulher, também com
muitos adornos de âmbar
e pingentes
representando pássaros e
um macaco.
O número e a variedade
das oferendas sugerem
que as pessoas que
viviam nesta região
naquela época realizavam
trocas com lugares tão
distantes quanto a costa
do Golfo do México e o
Vale Motagua, na
Guatemala, região rica
em jade.
Os pesquisadores dizem
ainda que a descoberta
sugere que havia seres
humanos vivendo na
região de Chiapas, no
sul do México, desde
1200 A.C.














