![]() |
15/06/2010 |
O filho de uma
montanhista britânica
que morreu na descida
após atingir o pico do
K2, a segunda montanha
mais alta do mundo,
pretende seguir os
passos da mãe e chegar
ao topo da montanha.
Tom Ballard, que tinha
seis anos quando sua mãe
morreu, em 1995, quer se
tornar a primeira pessoa
a chegar ao topo do K2,
na fronteira entre o
Paquistão e a China,
durante o inverno.
Ele também diz que fará
a escalada sozinho e sem
o auxílio de oxigênio. A
K2 tem 8.611 metros, 237
metros a menos do que o
monte Everest.
A mãe de Ballar, Alison
Hargreaves, era
considerada uma das
melhores montanhistas do
mundo. Ela foi a
primeira mulher a
escalar o Everest sem a
ajuda de oxigênio
Ela também foi a
primeira mulher a
escalar a montanha Eiger,
nos Alpes suíços, por
sua face norte, quando
estava grávida de seis
meses de Tom.
Alison morreu aos 33
anos, quando uma
tempestade atingiu o
acampamento onde ela
estava com outros cinco
montanhistas depois de
terem chegado ao pico do
K2.
Tom, hoje com 21 anos,
mudou-se para a Suíça
como parte de sua
treinamento para chegar
ao topo da montanha.
Para ele, o fato de sua
mãe ter morrido no K2
não aumenta seu temor
sobre a empreitada.
“Ela também veria os
paralelos e
provavelmente gostaria,
mas ainda assim ficaria
preocupada”, considera.
O montanhista diz que a
morte de sua mãe
afetou-o como um menino
de seis anos, mas não é
algo sobre o qual ele
pense muito hoje em dia.
A irmã de Tom, Kate, que
tinha 4 anos quando a
mãe morreu, também
adotou uma carreira
ligada à profissão da
mãe, como instrutora de
esqui.
“Eu me sinto em casa nas
montanhas. Não
necessariamente como
Tom, sozinho na
montanha, mas ao ar
livre podendo desfrutar
do que eu gosto de
fazer”, explica Kate.
“Sempre me senti mais
próxima de minha mãe nas
montanhas, porque é
assim que eu me lembro
dela. Assim que eu a vi
– em fotos, filmes e
livros”, afirma.
O pai dos jovens, Jim
Ballard, diz que sua
mulher ficaria orgulhosa
com os feitos dos
filhos.
“Acho que o que seria
mais fora de série para
ela seria pensar que sua
filha pudesse se
qualificar como
instrutora de esqui na
Suíça – em alemão”, diz
Jim.
“Acho que com Tom
haveria sempre um pouco
de rivalidade, porque
ela não aceitara tão
facilmente o fato de que
ele é tão bom”, diz o
pai.
Info.
BBC















