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Numa
sessão
tumultuada
e em
meio a
muita
gritaria,
foi
aprovada
ontem
pela
comissão
especial
da
Câmara
dos
Deputados
proposta
de
reforma
do
Código
Florestal,
que
libera
pouco
mais de
90% dos
proprietários
de terra
do País
da
exigência
de
recuperar
a
vegetação
nativa
em uma
parcela
de seus
imóveis.
As
pequenas
propriedades,
definidas
como
aquelas
que têm
até
quatro
módulos
fiscais,
ficam
dispensadas
de
manter
reserva
legal em
pelo
menos
20% do
terreno.
Mas as
propriedades
que
ainda
tiverem
vegetação
nativa
não
poderão
cortá-la
pelo
menos
por um
período
de cinco
anos,
prazo de
uma
moratória
para o
desmatamento.
Além da
alteração
das
exigências
da
Reserva
Legal,
os
ambientalistas
criticam
a
mudança
na
legislação
que
anistiou
proprietários
rurais
acusados
de
desmatamento
ilegal
até 22
de julho
de 2008.
Pelos
dados do
Greenpeace,
com o
perdão,
o
governo
vai
abrir
mão de
R$ 8
bilhões
em
multas
aplicadas
entre
1998 e
2008 na
Amazônia
Legal.
Calcula-se
que 870
mil
quilômetros
quadrados,
extensão
equivalente
a três
vezes e
meia o
Estado
de São
Paulo,
tenham
sido
desmatados
de forma
irregular
Já a
ministra
do Meio
Ambiente,
Izabella
Teixeira,
afirmou
nesta
quarta-feira
(7) que
a
anistia
a
produtores
rurais
pode
chegar a
R$ 10
bilhões,
2
bilhões
a mais
do que
previu o
Greenpeace.
Questionada
se a
previsão
de
suspensão
de
multas
no caso
de
regularização
de
propriedades
não
poderia
gerar
uma
“impunidade”
na
questão
ambiental,
a
ministra
mencionou
o valor
da
possível
anistia.
“Poderá
criar
uma
impunidade
e o
ministério
do Meio
Ambiente
não
concorda
com
isso.
Nós
temos um
passivo,
na nossa
estimativa,
que está
sujeito
a
isenção
de
recolhimento
aos
cofres
públicos
por
conta de
atuação
do Ibama
de R$ 10
bilhões”,
disse
Izabella.
Desastres
ambientais
As
alterações
no
código
florestal
além de
representarem
uma
ameaça à
biodiversidade,
ainda
coloca
em risco
a
própria
integridade
do
homem,
uma vez
que
potencializa
desequilibrios
ambientais.
Em um
ano
cheio de
tragédias,
com
enchentes
em São
Paulo,
avalanches
de lama
em Angra
dos
Reis,
São Luis
do
Paraitinga,
Alagoas
e
Pernambuco,
as
alterações
vem na
contra
mão na
solução
destes
problemas
trágicos.
Mobilização.
Antes de
serem
aprovadas,
estas
propostas
ainda
passarão
pelo
Senado.
A
população
pode
colaborar
manifestando
seu
repúdio
às
alterações,
assinando
a
petição
online
contra
as
alterações
no
código.
A
mobilização
através
da
petição
on line
já deu
certo no
projeto
de Lei
da Ficha
Limpa.
Uma
petição
já
existe
na
internet
com o
intuito
de não
permitir
a
alteração
no
código
florestal,
mas
precisa
de mais
assinaturas
para ter
efeito.
Fonte:
G1,
Altamontanha.com
e
Correio
Braziliense |