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21/02/2003 |
O cientista Klaus Lackner, da Universidade Columbia, está desenvolvendo uma árvore artificial que extrai o dióxido de carbono da atmosfera e retém a substância.
De acordo com
Lackner, a árvore sintética faria praticamente o mesmo trabalho que as plantas naturais realizam durante a fotossíntese, mas não liberaria oxigênio.
Durante palestra no encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), o cientista disse que, produzida em larga escala, a invenção poderia ajudar a limpar o dióxido de carbono da atmosfera.
Lackner, que ainda não conseguiu tirar a idéia do papel, acredita que uma árvore sintética poderia remover 90 mil toneladas de dióxido de carbono por ano - o que equivale às emissões de 15 mil carros.
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Modelo |
De acordo com Lackner, árvores sintéticas do tamanho de um celeiro poderiam ser colocadas a céu aberto, perto de depósitos para facilitar o transporte e armanezamento do carbônio.
O cientista estima que 250 mil árvores artificiais em todo o mundo seriam necessárias para absorver 22 milhões de toneladas de dióxido de carbono produzidas anualmente.
Captação
A idéia de Klaus Lackner, no entanto, é contestada pelo engenheiro Howard Herzog, do Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT, na sigla em inglês).
Herzog afirma que as árvores sintéticas não funcionariam na escala proposta pelo cientista da Universidade Columbia.
O engenheiro do MIT acredita ainda que a invenção gastaria mais energia na captação e no armazenamento do dióxido de carbono do que a energia economizada pelo projeto.
"Depois que o solvente capta o dióxido de carbono, ele segura com força", diz Herzog. "Será preciso muita energia para separar isso."
Apesar das críticas, Howard Herzog afirma que o trabalho de pesquisa sobre a tecnologia empregada por Lackner é muito importante.
"A idéia de captação do ar é sedutora e realmente seria incrível, mas é importante separar o conceito dos detalhes técnicos", diz o engenheiro.
Força sempre!
Atila Barros















