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10/08/2004 |
Apos o incidente com a baleia Jubarte encalhada em Niterói litoral do Rio de janeiro, as evidencias sobre a mortandade de cetáceos em nossos litorais deixam claro o descaso e a falta de informação sobre os mamíferos marinhos.
Relatórios e pesquisas elaboradas em todas as partes do mundo procuram descobrir a causa morte destes animais. Porque nadam em direção as praias e encalham? Mesmo depois de serem resgatadas e devolvidas ao mar acabam retornando e morrendo nas areias do litoral.
Separamos algumas notas da mídia mundial afim de mostrar os indícios de como nossa tecnologia pode estar colaborando para morte de baleias e golfinhos.
1º
Parte
Reuters -
22/07/2004
Comissão alerta sobre ameaça de sonares às baleias.
Por Robin Pomeroy ROMA
O uso de sonares por militares para localizar submarinos inimigos e por empresas para encontrar reservas de gás e petróleo é responsável pelo aumento dos casos de encalhe de baleias nas praias, e ameaça as baleias jubarte em Abrolhos, disse o grupo científico da Comissão Internacional da Baleia (IWC) esta semana.
O relatório da entidade reforça as teorias de que os sonares prejudicam os mamíferos marinhos, uma hipótese questionada por militares e pelas indústrias de petróleo e gás, que usam a tecnologia para procurar novas
reservas. Segundo o texto, a exploração nas proximidades do banco de corais de Abrolhos, na costa da Bahia, ameaça as jubartes, e o governo precisa fazer alguma coisa para proteger os animais do ruído.
"Há hoje evidências convincentes relacionando os sonares militares a um
impacto direto, principalmente sobre as baleias-bicudas", afirmou o relatório, divulgado durante a convenção anual da IWC.
O documento citou exemplos de comportamentos estranhos e autodestrutivos das baleias que aparentemente são causados pelos sonares. Um deles foi o
"estouro" de 200 golfinhos cabeça-de-melão em águas rasas do Havaí, durante um exercício naval norte-americano e japonês. Um animal morreu.
Os cientistas não sabem ao certo por que os sonares fazem as baleias se
perderem. Uma teoria é que o barulho atrapalhe seus sistemas de comunicação e navegação. Outra é que os sinais confundem as baleias em águas profundas, forçando-as a subir rapidamente à superfície, o que as sujeitaria a uma descompressão.
O relatório pode reforçar a posição de grupos conservacionistas norte-americanos, que
ameaçam processar a Marinha por causa do excesso de uso de sonares de média frequência.
O Conselho de Defesa dos Recursos Naturais (NRDC) já limitou o uso pela
Marinha dos EUA de novos sonares de baixa frequência capazes de percorrer
longas distâncias nos oceanos, e agora visa o sonar de média frequência,
mais comum.
"É a primeira vez que um grupo tão amplo e diverso (de cientistas) chega a essa conclusão", disse o advogado do NDRC Joel Reynolds. "As Marinhas do mundo fazem contorcionismos para negar qualquer conexão."
A IWC, um conselho intergovernamental com 57 países-membros que regulamenta a caça às baleias, já havia dito durante a semana que a exploração de gás e petróleo na costa pacífica da Rússia está ameaçando de extinção uma colônia de baleias-cinzenta, por causa dos sonares e da poluição.
2º
Parte














