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Baleia Jubarte (Megaptera novaeangliae)

18/05/2005
Para Japão, caça a baleias é um direito adquirido.

Por Elaine Lies

TÓQUIO (Reuters) - Autoridades de pesca japonesas defenderam na quarta-feira a caça de baleias como um direito do Japão e disseram que algumas espécies são tão abundantes que chegam a representar uma ameaça potencial ao equilíbrio ecológico dos oceanos.

"Comer carne de baleia é uma parte muito importante da cultura japonesa", disse Masayuki Komatsu, uma importante autoridade da Agência de Pesca e delegado nas reuniões anuais da Comissão Internacional de Caça à Baleia (IWC).

"Há um número tão grande de baleias, como a baleia Minke, a baleia Sei, a baleia de Bryde", disse Komatsu em uma entrevista a jornalistas e autoridades em Tóquio.

"O número de baleias Sperm é excessivo. Elas devem ser o dobro da quantidade das baleias Minke", acrescentou ele, dizendo que elas podem prejudicar o equilíbrio ecológico dos oceanos no futuro -- um argumento frequentemente usado pelo Japão para justificar a pesca de baleias.
O Japão acredita que as baleias que estão em perigo de extinção devem ser protegidas, mas que outras, como a Minke, não estão sob risco de desaparecer e sua caça limitada deveria ser permitida.

Komatsu ficou famoso porque uma vez chamou as baleias Minke (a pequena baleia cinzenta de barriga esbranquiçada) de "baratas do mar".

"Há duas características. Uma é que há muitos animais dos dois tipos (baleias e baratas)", ele explicou na quarta-feira. "E a taxa de reprodução desses dois animais é muito rápida. É por isso que eu disse que a baleia Minke é como uma barata".

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a carne de baleia era uma importante fonte de proteínas no Japão, um país pobre na época. Agora, com os preços altos e a pouca oferta, se tornou uma comida cara.

Tóquio caça cerca de 700 baleias por ano no que chama de pesca para pesquisa científica, apesar da proibição do IWC à caça com fins comerciais, e a carne dessas baleias termina nas prateleiras das lojas e nas mesas de restaurantes finos.

Komatsu disse que o IWC permite a caça para pesquisa e que fazer isso é um direito do Japão.
A posição pró-caça dos japoneses criou uma indisposição cada vez maior de outros países com o Japão, até mesmo dentro do IWC.

A reunião de julho do instituto terminou com a rejeição do prazo de 2005 para acertar regras de um novo esquema de caça. Essas novas regras poderiam ter significado o fim de uma proibição de caça às baleias para fins comercias, que já dura mais de 18 anos.

Enviado por Leandro Mendonça

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