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02/12/2008 |
Em 2008 o Festival homenageou um dos mais antigos fotógrafos do montanhismo brasileiro: Renato José Sobral Pinto. A exposição fotográfica “Os anos dourados do montanhismo brasileiro”, em homenagem a Sobral, foi carinhosamente montada pelos também fotógrafos Márcio Bortolusso e Fernanda Lupo. O nome faz referência a uma época onde o montanhismo era praticado de forma mais simples e sonhadora. Sobral, emocionado, discursou agradecendo a homenagem e lembrando um pouco mais daqueles momentos.
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Uruca. Esse foi o nome da Mostra Competitiva de 2008. Ganhou o troféu Corcovado de melhor diretor e melhor filme. Uruca (7º VIII E4), de Erick Grigorovisk, é uma excelente animação sobre dois escaladores passando perrengue no Pão de Açúcar. Uma animação digna para levar prêmios em outros festivais pelo Brasil e pelo mundo. |
Levaria também o de melhor filme no voto popular, caso o filme Culinária Casca Grossa, de Gustavo “Abah e Gustavo Piancastelli, não tivesse cativado tanto o público. Um filme descontraído e engraçado, contando três situações onde o montanhista vai para a “cozinha” preparar o seu rango. Ápice, do diretor Guilherme Neto, levou a melhor fotografia. E fechamos a premiação com o Infinito, de Stéfano Braggio, levando o troféu de melhor trilha sonora. Foi uma boa estréia na categoria, pois Stéfano “Sequipa” é um dos mais aplaudidos DJs e produtores de trance do Brasil.
Pela
literatura, 2008 teve dois
lançamentos: Decolando para a
felicidade, de Ruy Marra e Espírito
Livre, de Marina Soler. Marina subiu
ao palco agradecendo a oportunidade
de divulgar o seu livro que fez em
homenagem ao falecido marido, o
montanhista Vitor Negrete. Ruy, além
de lançar o livro, entregou o prêmio
de melhor diretor ao Erick
Grigorovisk, pelo seu filme Uruca.
”King Lines” com Chris Sharma e
“Arielist” com Dean Potter foram sem
dúvida os dois grandes filmes
estrangeiros deste ano. Além de mais
votados pelo público presente. O
primeiro mostrou um pouco da vida
nômade desse escalador e sua forma
de buscar novos desafios pelo mundo.
No caso, a via Es Pontas, um arco em
Mallorca, Espanha. Já Arielist, traz
Dean Potter testando seus limites em
solos junto a abismos, BASE jump e
high-lining sem segurança. Uma boa
dose de adrenalina para nenhum
escalador colocar defeito.
Foram 16 filmes nacionais exibidos, de 40 inscritos, na Mostra Competitiva 2008. Se fizermos um histórico:
2001
e 2002 – nenhum filme nacional
2003 – 2 filmes exibidos na Noite
Latina
2004 (1º ano da Mostra Competitiva)
- 6 filmes
2005 - 6 filmes
2006 - 12 filmes
2007 – 12 filmes
O nosso maior objetivo é termos mais filmes nacionais do que estrangeiros. Em 2008, já igualamos em horas de exibição, sendo 6 horas de filmes estrangeiros e 6 horas de filmes nacionais. Se mantivermos esse aumento, já em 2009 teremos mais horas e mais filmes nacionais do que estrangeiros. É a produção nacional fazendo a sua parte. Parabéns a todos!
Os filmes premiados foram:
Melhor
Filme - Júri Oficial
Uruca (7º VIIIc E4), de Erick
Grigorovski, RJ
Melhor
Filme - Júri Popular
Culinária Casca Grossa, de Gustavo
Abah e Gustavo Piancastelli, MG
Melhor
Diretor - Júri Oficial
Uruca (7 º VIIIc E4), de Erick
Grigorovski, RJ
Melhor
Fotografia - Júri Oficial
Ápice, de Guilherme Kirrian Neto, PR
Melhor
Trilha Sonora - Júri Oficial
Infinito, de Stefano Braggio, GO
Parabéns para Gustavo Piancastelli, representando Minas Gerais pela mundo!
Força sempre e boas escaladas!
Atila Barros















