15/07/2010
Suposto
erro em
restauração
ameaça
pirâmide
na
Bolívia
segundo
UNESCO.
Atila
Barros
O
ministro
da
Cultura
da
Bolívia
disse
não
acreditar
que a
restauração
de parte
de uma
pirâmide
de 2,5
mil anos
possa
fazer
com que
o local
perca a
designação
de
Patrimônio
Mundial
da
Humanidade.
Esta
declaração
foi dada
em 21 de
outubro,
2009.
Uma
delegação
da
UNESCO
visitou
a região
em 2009
para
decidir
se as
obras
mudaram
significativamente
o local,
a ponto
de ele
ser
retirado
da lista
de
Patrimônios
Mundiais.
O
resultado
foi que
no mesmo
ano o
esforço
de
restauração
patrocinado
pelo
Estado
boliviano
na
pirâmide
de
Akapana
foi
paralisado,
devido a
reclamação
da
UNESCO.
A
restauração
consistia
em
aplicação
de
adobe,
apesar
de não
ser
claro se
o
resultado
traria a
pirâmide
a um
estado
próximo
de sua
condição
original.
O que em
meu
ponto de
vista
não
mudaria
em nada,
visto o
sucesso
em obras
que vem
sendo
feitas
em
outros
sítios
arqueológicos
no Peru,
exemplos
de
projetos
bem
sucedidos
com o
adobe
são os
sítios
de
Huallamarca,
Pucllana e
Pachacamac
na
cidade
de Lima.
O
ministro
boliviano,
Paul
Groux,
disse à
BBC que
o
governo
interrompeu
as obras
na
pirâmide
de
Akapana,
na
cidade
de
Tiwanaku,
no oeste
do país,
no
começo
deste
ano, a
pedido
da
Unesco.
Ele
disse
ser
improvável
que a
Unesco
venha a
retirar
Akapana
de sua
lista de
patrimônio
mundial
porque a
pirâmide
não
chegou a
ser
excessivamente
alterada.
Arqueólogos
que
trabalham
na
restauração
usaram
barro e
gesso à
base de
argila,
em vez
de
pedras
na
reforma
da
estrutura,
despertando
críticas
na
comunidade
científica
internacional.
Para
alguns
especialistas,
a obra
poderia
provocar
até o
desabamento
da
pirâmide,
o que
não foi
comprovado.
A
pirâmide
de
Akapana,
construída
há 2,5
mil
anos, é
uma das
maiores
e mais
antigas
construções
pré-hispânicas
da
América
do Sul.
Ela teve
grande
influência
na
civilização
Tiwanaku,
que é
anterior
ao
império
Inca.
Para
Jose
Luis
Paz,
arqueólogo
boliviano
que foi
nomeado
em junho
de 2009
para
avaliar
danos na
pirâmide,
a
estatal
de
arqueologia
boliviana
Unar
cometeu
um erro
grave ao
reconstruir
parte da
pirâmide
com
barro,
em vez
de
pedra.
Paz
disse
que as
autoridades
de
Tiwanaku
tinham
simplesmente
pedido a
Unar
para que
desse um
jeito de
tornar
as
pirâmides
mais
atraentes
para
turistas.
Mas
Groux
defendeu
a Unar,
dizendo
que a
restauração
deixou a
estrutura
bem mais
parecida
com seu
formato
original,
o que é
verdade.
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