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10/02/2010
Bem vindo a El
Chaltén!
Part1. El Chaltén, Argentina.
Atila Barros |
A cidade dos sonhos de todo escalador, montanhista e
trekker. Escaladas para todos os gostos e graus,
montanhas de tirar o fôlego, trilhas para todos os
tipos de caminhantes, bons vinhos, ótima cerveja e o
melhor cordeiro da região. Assim é a pequena e
pacata cidade de El Chaltén, paraíso dos esportes
outdoor.
El Chaltén é a cidade mais nova da Argentina.
Fundada em 1985 para manter a soberania da Argentina
sobre territórios na disputada fronteira patagônia
com o Chile, hoje é considerada a capital nacional
do trekking pelos argentinos.
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Chaltén
significa vulcão, o que exala fumaça,
fumegante, nome que os indígenas deram por
engano, ao confundir a colina Fitz Roy com
um vulcão pelo fato deste ter sempre em seu
pico uma nuvem que parece sair de dentro
dele, o que fez com que estes nativos
pensassem que era fumaça oriunda do vulcão.
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Wikipediando, a
cidade que no inverno tem 500 habitantes, é um dos
principais destinos para montanhistas e amantes do
trekking de todo o mundo na temporada de verão (De
dezembro a abril) onde a população da cidade mais
que triplica, atualmente 30.000 turistas todos
passam pela cidade todos os anos. Eleita a capital
do trekking da Argentina, atrai turistas de todo o
mundo pelas sua magníficas montanhas, lagos e
glaciares. Porém é ainda o mais importante centro de
atração para escaladores de toda América do Sul.
Suas montanhas desde a década de 1940 atraem os mais
destacados praticantes do esporte de montanha, que
fascinados por suas paredes de rocha e gelo, vinham
para esse ponto da cordilheira Andina sem cidade de
apoio próxima.
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Alem de
esportistas quem tem em foco as montanhas, a
região também é ideal para realização de
cavalgadas, excursões, safáris fotográficos,
observação de fauna e flora, pesca, rafting
e turismo de estâncias. |
As montanhas mais
procuradas da região são: o Cerro Fitz Roy (3.375
MT), ou El Chaltén, que deu o nome à cidade; e o
Cerro Torre, considerado por muitos a montanha mais
difícil do mundo (O Cerro Fitz Roy recebeu seu nome
em homenagem a Robert Fitz Roy, capitão do HMS
Beagle, navio que levou Charles Darwin em sua viagem
ao redor do mundo.).
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Desde 1936
circulavam entre os escaladores europeus
fotos e descrições do Cerro Torre. Estas
descrições, mais a idéia que foi se formando
de que era uma montanha impossível de
escalar, desataram na Europa ambições de
escalar-lo. Em meio a toda esta corrida
pelos cumes dos cerros de Chaltén, nasceu
uma das histórias mais polemicas do
montanhismo mundial, “A Conquista do Cerro
Torre”. |
O Cerro Torre (3128
MT) é uma das montanhas mais espetaculares dos
campos de gelo do sul da Patagônia. O Torre se
encontra em uma região disputada pela Argentina e o
Chile, localizada ao oeste do Cerro Fitz Roy. A
referida elevação geográfica faz parte de um grupo
de quatro montanhas, sendo ela a mais elevada de
todas (Torre Egger, Punta Herron, e Cerro
Stanhardt).
O italiano Cesare Maestri afirma ter conquistado o
Torre em 1959, pela face norte (seu companheiro,
Egger, morreu durante a descida), muitos duvidaram
desta comquista, o que gerou a polemica sobre a rota
aberta na parede. Maestri voltou em 1970 e fez uma
nova via, pelo esporão sudeste usando um compressor
de 80Kg para colocar mais de 300 grampos na rocha,
porém não escalou o “cogumelo” (gigantesca formação
de gelo formada pelo vento que existe no cume, pode
chegar a ter mais de 60 metros de altura). Na
descida, arrancou os grampos dos últimos 40 metros.
Em 1974, um grupo de italianos chefiados por
Cassimiro Ferrari chegou ao alto do Torre pela face
Oeste, por muitos considerada a verdadeira conquista
da montanha. Em 1979 o americano Jim Bridwell
finaliza a via “Compressor” de Maestri, recolocando
pequenos apoios (copperheads) aonde Maestri arrancou
os grampos e escalando o cogumelo final. Confira a
história da conquista do Cerro Torre em
Altamontanha.com
Essas e outras histórias se misturam a cultura dessa
jovem cidade que esta no coração da cordilheira
austral patagônica e na área da Reserva Nacional
Zona Viedma no Parque Nacional de Los Glaciares.
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Para chegar a El
Chaltén, o caminho mais próximo é através da
cidade de El Calafate, aonde se pode chegar
por ônibus ou avião, desde onde se percorre
220 km através da estepe patagônica,
margeando os lagos Argentino e Viedma.
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Diariamente saem
ônibus de Calafate em direção a Chaltén, vale uma
passada na rodoviária para conferir os horários.
Outra opção são os transportes particulares (Van).
Foi para esta “Meca” da escalada mundial que
partimos de Bariloche junto com os amigos de São
Paulo, Eduardo Zoroastro e Thiago Porto para
conhecer e aprender com Chaltén e suas montanhas.
Part2.
Força sempre! Atila Barros
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