Informativo semanal.
Esporte, Notícia e Meio Ambiente.

Diário de Montanha
Geni Lobato
Infos! Geni Lobato

.com

Alta Monatanha.com
Montanhismo e Escalada!

"Escale"

Fique por dentro dos campeonatos e eventos!

UBT!

Ubatuboulder!
Inovando como sempre!

Nova editora Especializada em títulos de montanha!

Novo site do CEM!
100% Minas Gerais!

Escaladas de
Minas!

A maior coleção de croquis de escalada já reunidas.

Montanhas Incas!

Projeto Pachamama. Caminhos Incas.

Gente de Montanha!

Rocha e  gelo. Maximo Kausch e Pedro Hauck
Apoiando



 



     

Informativo On-line
Montanha.bio.br - Montanhismo e Meio Ambiente                            

 Ciência

Loja

Dolar_etc

Calango Channel

  Destaques
Destaques

Montanhismo     

Trekking          Boulder           Croquis           Dicas             Parceiros       
Destaques _bio.agenda - [NOW!]

Newsletter

Receba os Informativos por e-mail!

21/01/2008
Chile - Ilha de Páscoa - Parque Nacional Rapa Nui
Rapa Nui Diário de Bordo!
Geni Lobato                                                                   
                      
                                       Álbum de fotos - Expedição Rapa Nui

Iorana!

Por meses, pesquisei sobre Ilha de Páscoa, suas belezas e seus mistérios...
Conhecida como Rapa Nui (que significa terra grande), termo também utilizado para a língua e nativos, é um triângulo de aproximadamente 166 Km2, cujos vértices foram formados há mais de dois milhões e meio de anos, através da erupção de 3 vulcões: Poike a leste, Rano Kau a sudoeste e Maunga Terevaka a noroeste.

Trata-se da região mais isolada do planeta, já que se encontra a quase 3.800Km do continente mais próximo (a costa oeste do Chile). Isso lhe concede o título de Umbigo do Mundo (Te Pito Ote Nua, na língua rapa nui).

Páscoa possui uma população de aproximadamente 3.791 habitantes (censo de 2003), entre nativos, chilenos continentais e outros estrangeiros que deixaram a terra firme e se radicaram para sempre em Rapa Nui. Lá se vive basicamente do turismo. O clima é subtropical oceânico, dias ensolarados com chuvas repentinas, sendo agosto o mês mais frio (14 a 17 graus), fevereiro o mais quente (24 a 28 graus) e maio o mais chuvoso.

Os moai, termo que designa tanto o singular como o plural, gigantes esculturas em pedra vulcânica, com idade estimada em mais de mil anos, são o maior símbolo de Ilha de Páscoa e sempre estiveram envoltos em mistérios. Ao todo, mais de mil moai individuais ou em forma de ahu, altares de até 15 moai, estão espalhados pela ilha.

Resolvi, então, programar essa viagem e saber um pouco mais dessa curiosa cultura. E Átila me deu a honra e alegria de compartilhar comigo esse sonho. Do momento em que fechamos o pacote ao embarque, a ansiedade foi imensurável.

Saímos de Belo Horizonte às 18:50hs do dia 26 de dezembro. Praticamente sem atrasos, já que o vôo estava previsto para 18:20hs. Uma hora depois estávamos em São Paulo e lá ficamos andando pelas lojas até o horário do embarque para Santiago, já que o vôo seria às 01:15hs. Aeroporto cheio, ao optar por comer algo no Mc Donald´s, tivemos que sentar no chão, já que não havia mesas disponíveis. Confesso que não estava em trajes confortáveis para longas esperas. De salto, meus pés doíam muito e a solução foi a compra de havaianas no Duty Free.

O vôo saiu no horário previsto, fazendo escala no Rio de Janeiro. Pouco mais das sete da manhã do dia 27 estávamos em Santiago (horário local – uma hora a menos que no Brasil). E foi amor à primeira vista. Apaixonei-se pela cidade! Repleta de praças bem cuidadas e arborizadas, lindos prédios e largas avenidas...

Após um breve descanso no Hotel Principado de Astúrias, fomos conhecer a cidade. Primeiramente, um táxi nos levou ao Parque Arauco Shopping Center, o maior shopping do Chile. Valor da corrida: 12 doláres.

Rápida passagem pelas lojas já nos fizeram perceber que muitos produtos são bem mais baratos que no Brasil. Vinhos e outras bebidas podem ser encontrados a preços excelentes em mercados. Aproveitei e comprei um combo de Amarula grande e pequena por menos de US$15, ou seja R$28,00, enquanto que aqui no Brasil apenas a pequena sai a R$35,00. Quanto à alimentação em restaurantes e bares, acredito que está equiparado aos valores de Belo Horizonte.

O câmbio de dólar para pesos chilenos estava de 484 a 494. Para facilitar as contas, definimos que cada 1000 (mil) pesos seriam dois dólares, ou seja, pouco menos de quatro reais.

Muitos locais aceitam dólar, porém é importante ter pesos chilenos. Pelo que pudemos verificar, uma boa opção de câmbio é no aeroporto. Mas na Calle (rua) Moneda há várias casas de câmbio. Uma opção é o saque em caixas eletrônicos, convertidos pelo banco em real, no câmbio do dia. Porém, é importante verificar se seu banco cobra taxas por esse serviço.

Após almoço no KFC (prato de grandes pedaços de pollo (frango) com dois acompanhamentos – arroz, papas (batatas) fritas ou salada: 2500 pesos – 5 doláres, R$9,50), nos dirigimos ao centro turístico de Santiago. Mapa na mão, é fácil explorar todo o centro.

Começamos pelo Mercado Central, aliás, o melhor lugar para apreciar as especialidades chilenas, principalmente frutos do mar. Construção de ferro pré-fabricada na Inglaterra e montada em Santiago em 1868, abriga barracas de peixe, como cação e salmão, baldes de ostras, mariscos, mexilhões. Recomendo “Donde Augusto”. Pratos simplesmente divinos.

Prosseguindo, fomos à Plaza das Armas, onde conhecemos a Catedral Metropolitana (aberta de 7h às 19h, suas principais atrações são a estátua de madeira de São Francisco Xavier esculpida no período colonial, e o Museu de Arte Sacra), o Correio Central, o Museu Histórico e a Municipalidad de Santiago. Retornamos ao hotel quando o sol se punha, ou seja, por volta das 21:15hs.

Na manhã do dia 28 saímos para um tour em Valparaíso e Vinã del Mar (45 doláres por pessoa). A caminho do litoral central, Valparaíso é o principal porto do Chile. Lá visitamos “La Sebastiana”, casa de Pablo Neruda convertida em Museu. Passagem pelo edifício do Congresso Nacional, Parque Itália, Plaza Vitória e Catedral.

Viña del Mar, chamada “La Ciudad Jardin” é o principal balneário do Chile. Possui um relógio de flores, que são trocadas a cada três meses. Um dos locais de destaque é o Casino Viña del Mar, inaugurado em 1929 e durante anos um dos poucos cassinos existentes no Chile. Conhecemos o Museo Arqueológico Francisco Fonck, cuja entrada custa 2.500 pesos, ou seja, 5 doláres. Do lado de fora do museu há um moai original. A história da Ilha de Páscoa é um dos pontos altos deste museu. São mais de 1.400 peças relativas à cultura rapa-nui. Conta também com a Biblioteca William Mulloy, a maior coleção de livros, mapas e documentos sobre a ilha. Aliás, este templo literário era para ter sido construído na própria Ilha de Páscoa, mas, pela dificuldade de conservação dos documentos e, mesmo, de visitação, acabou sendo erguido em Viña del Mar.

Acredito que esse passeio, feito por agência, em ônibus, cumpre o papel de apresentar as cidades, mas deixa a desejar. A maioria dos pontos são vistos apenas pela janela do veículo e o tempo na praia é muito curto. O ideal, creio, é a ida em carro alugado, para aproveitar mais o tempo.

No dia 29, sábado, acordei acreditando que poderíamos visitar a vinícola Consiño Macul, que fica mais próxima e de mais fácil acesso que a Concha y Toro. Tamanha foi minha frustração ao descobrir que o único horário para visitação no sábado era às 11:00hs e eu havia acordado muito tarde. Mas fica a dica. O valor da entrada é 5000 pesos (ou 10 dólares), incluindo visita guiada e degustações, tendo duração de 45 minutos. A reserva deve ser feita por telefone ou e-mail (site: http://www.cousinomacul.com. Horários: Segunda a sexta-feira - 11:00 e 15:00 horas (inglês e espanhol) e sábados às 11:00 horas (espanhol).

Há, entretanto, tours para vinícolas, tais como Casablanca (famosa por seus vinhos brancos) por 105 dólares (inclui almoço e ida ao centro do turismo eqüestre) e Concha Y Toro, por 45 dólares. Cumpre lembrar que se estiver de carro, esta última dista aproximadamente uma hora e meia do centro de Santiago e sua entrada é de 6000 pesos (ou 12 dólares), devendo ser reservado por telefone ou e-mail (site: www.conchaytoro.com). Horários: segunda a domingo – espanhol: 10:30, 11:00, 12:00 e 16:00 – inglês: 10:00, 11:30 e 15:00.

Fomos, então, conhecer os demais locais históricos da cidade, tais como a Igreja de São Francisco, a mais antiga de Santiago, construída entre os anos de 1572 e 1618, que abriga a imagem da Virgem Maria, trazida do Peru para o Chile no início do século XVI.

Seguimos para o Palácio de La Moneda, que, inaugurado em 1805 para funcionar como a casa da moeda do país, tornou-se sede do governo 41 anos depois. Chegou a sofrer bombardeios em 11 de setembro de 1973. Foi no La Moneda que o ex-presidente socialista Salvador Allende, eleito em 1970, suicidou nesse mesmo dia, sendo instaurado o regime militar comandando pelo ex-ditador chileno, o general Augusto Pinochet (1973-1990). Aos fundos do palácio, há um centro cultural, onde sempre ocorrem mostras e exposições.

Em frente, a Plaza de La Constitución, tendo como uma de suas atrações a Troca da Guarda Presidencial, cerimônia realizada de 2ª-feira a sábado. Seguimos em direção ao Cerro (morro) de Santa Lúcia. No lugar de um morro árido, um imenso parque repleto de caminhos tortuosos, terraços e torres barrocas. Sua formação rochosa se eleva a 70m de altura, de onde se tem uma bela vista de toda a capital chilena. Horário de funcionamento: 8 às 21hs. Após, uma passada pela feira de artesanato que há do outro lado da avenida. Possui bons sourvenis, a preços razoáveis.

Vale a pena, ainda, ir ao Parque Metropolitano. Nele está o Cerro San Cristóbal, com 800m de altura, aonde se chega de teleférico, a Casa de La Cultura, o Observatório Astronômico da Universidade Católica, o zoológico municipal, a Enoteca e o Jardim Botânico. No topo, lembrando nosso Redentor, uma imagem de 14 metros da Imaculada Conceição. É um passeio imperdível.

Depois de conhecer boa parte de Santiago, a segurança da cidade impressiona. Lá não se vive o medo de capitais brasileiras como Rio de Janeiro, São Paulo e até mesmo Belo Horizonte.

A capital chilena reserva espaço importante para a preservação de sua história, cultura, tradição, lazer e meio-ambiente. Ao longo de suas ruas, avenidas, parques e praças, o visitante tem a chance de mergulhar no próprio orgulho que o povo guarda pelo seu país e pela sua história.

Uma boa opção é a locação de um veículo, saindo um carro básico em torno de 40 a 50 dólares, com Km livre, lembrando que é necessária autorização para dirigir no exterior. Porém, Santiago é um lugar para ser apreciado em seus detalhes e, de preferência, com tranqüilidade.

Parafraseando o poeta chileno Pablo Neruda, o Chile é um "país delgado", podendo-se afirmar o mesmo de sua capital, plana e de proporções miúdas, o que facilita o deslocamento, inclusive a pé.

Ainda, devo contar: pasmem, aos vinte e seis anos nunca havia andado de metrô e fui fazer isso em Santiago, onde esse meio de transporte é muito eficiente, cobrindo quase todos os lugares da cidade. Valor: 380 a 420 pesos chilenos.

O valor dos ônibus é 340 pesos chilenos, mas é preciso estar bem orientado acerca de qual pegar. Os táxis costumam ser mais baratos do que no Brasil, principalmente fora dos horários de pico.

Ah, um guia é importante, mas se você estiver sem um, o Serviço Nacional de Turismo, localizado na Av. Providência, 1550, fornece mapas da cidade e dos itinerários de ônibus e linhas de metrô.

Continua - 2ª Parte.

 X  X X X
Matérias passadas Área de Download - Newsletter - Receba os Informativos por e-mail!

- O montanhismo em suas várias modalidades é um esporte potencialmente perigoso, que pode resultar em acidente e até morte do praticante. Nem mesmo com a participação de um guia especializado e equipamento adequado, podem-se eliminar a possibilidade de um acidente fatal. É responsabilidade do leitor, utilizar as informações contidas neste site de forma saudável e consciente.

Departamento de Computação Montanha - RJ - Web Design:Atila Barros & Leandro Mendonça - Montanha.bio.br
Dúvidas, sugestões ou reclamações a respeito deste Site, envie um e-mail para: atila@rochaegelo.com.br