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08/10/2008 Edurne Pasaban conquista o Manaslu, o seu 11º 8000m. Atila Barros |
"Edurne conquista mais uma e fica mais próxima do difícil desafio de se tornar a primeira mulher do mundo a conquistar os 14 oito mil."
Este domingo, 6/10/2008 às
09h00min locais, a expedição de "Al filo aquilo
Impossível", liderada pela alpinista espanhola
Edurne Pasaban, alcançou o topo do Manaslu.
O grupo havia iniciado o ataque às 03h30min da
madrugada, e levaram do acampamento III (7.400m.) ao
cume, cerca de 05h30min. Edurne chegou ao topo sem o
auxílio de oxigênio suplementar.
A equipe era ainda composta pelos seguintes
alpinistas, além da Edurne, Alex Chicon, Asier
Izaguirre, Mikel Zabalza, Ester Sabadel, Ferran
Latorre e Juanjo Garra.
A notícia chegou ao acampamento través do telefone
via satélite, pois os walkie-talkies não haviam
funcionado corretamente durante toda a noite. O frio
e o vento dificultaram, e muito, a escalada.
Com esta nova conquista Edurne completou já a
conquista de 11 montanhas de oito mil, em seu
desafio para conquistar o catorze.
Assim, iguala o recorde de sua amiga, Gerlinde
Kartembruner, a montanhista austríaca com que faz
uma emocionante disputa em se tornar a primeira
mulher na história a alcançar os catorze picos mais
altos do planeta.
Para tanto, Edurne ainda pensa em tentar nesta mesma
temporada passar à frente da austríaca. Fará uma
avaliação nas próximas horas das possibilidades em
realizar uma tentativa no Shisha Pangma (8.047m.),
buscando seu décimo segundo oito mil.
Edurne Pasaban nasceu em 1° de agosto de 1973 em
Tolosa, Guipúzcoa, uma província espanhola e
território do País Basco. É engenheira técnico
industrial, com MBA pela Business School de ESADE,
em Barcelona. Hoje, além de escalar altas montanhas,
dirige um restaurante-pousada na província basca de
Zizurkil e é consultora da ESADE e palestrante
motivacional, voltada para planejamento e trabalho
de equipe.
Aos 17 anos já escalava, e seu primeiro cume foi o
Chimborazo, no Equador. Mas como nosso assunto aqui
é alta montanha, vamos enfatizar seus feitos (e os
das outras duas) na grande cordilheira.
E em 2003 fez o Lhotse, na primavera
nepalesa, e partiu para o Paquistão, onde conquistou
o Gasherbrum II (em 19 de julho) e o Gasherbrum I
(também conhecido como Hidden Peak) apenas uma
semana depois. Em 2004, torna-se a única espanhola a
cumear o K2, segunda maior montanha do mundo e
tecnicamente bastante difícil, e a sexta mulher a
fazê-lo. Em apenas cinco anos ela fez sete OitoMil –
com o ônus da perda de dois dedos dos pés por
congelações no K2, que subiu com outra lenda dos
Circuito dos 14 OitoMil, Juanito Oiarzabal.
Edurne Pasaban também tem um marco em sua carreira:
foi a primeira montanhista a bater o recorde que
pertenceu por muito tempo a Wanda Rutkiewicz, que é
considerada a maior montanhista de todos os tempos,
e que desapareceu na descida do Kanchenjunga. Até
então, Wanda detinha o recorde de cumes em OitoMil
(oito), e este recorde se manteve por 15 anos após
sua morte. Até a espanhola igualá-lo.
Em 2005, foi considerada a melhor desportista do ano
pela Federação Espanhola de Desportos de Montanha e
Escalada (FEDME), pela Comissão Mulher & Esporte do
Comitê Olímpico espanhol.
Há uma enorme expectativa – e publicidade – em torno
de Edurne Pasaban. Em muitas de suas ascensões (como
ao Nanga Parbat, ao K2 e este ano, ao Kangchenjunga)
ela é acompanhada pela equipe do programa espanhol
Al Filo de Lo Impossible, que documenta sua
carreira.
A habilidade desta escaladora é notável. Ela tem um
estilo agressivo na montanha, fruto de uma enorme
determinação e de muita preparação física e
psicológica. Edurne vive para (e nas) montanhas.
Fonte:
www.altamontanha.com
Força sempre e boas escaladas!
Atila Barros
















