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Kika
inspira
montanha,
coragem,
amizade,
parceria
e muita
alegria.
Profissional
competente,
amiga
para o
que der
e vier e
grande
parceira
de
escalada.
Kika é
tudo o
que se
pode
pensar
de uma
grande
pessoa e
de uma
grande
escaladora!
Nasceu
no rio?
Sim
)), sou carioca
da gema!
Está com
quantos anos?
33
Está
escalando há
quanto tempo?
Desde 1998
Como
começou?
Shiii… Eu ia
para o Paiol, um
acampamento /
colônia de
férias em São
Bento do
Sapucaí, SP. O
Baú é seu grande
símbolo. Subi
muitas vezes
pelas vias
ferratas e
sempre quis
escalá-lo. Fiz
um curso básico
com a Katinha
(que orgulho da
minha
professora!),
mas não comecei
imediatamente
porque não
conhecia
ninguém. Depois
de uns 2 ou 3
anos, comecei a
escalar junto
com o Pedro e
Christian (todos
começamos
juntos) e me
“viciei”
imediatamente.
Foi um ano de
muitas
descobertas,
boas parcerias e
aprendizado.
Você
morou nos
Estados
Unidos…Quanto
tempo ficou lá?
3 anos…
 |
Escalou
nos EUA?
Fez o
que?
Até
dizer
chega!!!
Acho que
meu
mestrado
foi em
escalada
e não
antropologia,
apesar
do
diploma
dizer o
contrário
.
Viajava
direto e
meu
último
ano foi
voltado
exclusivamente
para a
montanha.
Morei em
Jackson
nesse
último
ano, um
lugar
com
montanhas
maravilhosas.
Aprendi
muito
sobre
escalada
alpina e
aprendi
a
esquiar
(já
esqueci
muito
desse
último).
Fora
ali,
escalei
em
muitos
lugares:
Seneca
Rocks e
New
River
Gorge,
em WV,
the
Gunks,
NY, Red
Rocks,
NV, Moab
e Zion,
UT, City
of Rocks,
ID,
Smith
Rocks,
OR,
Rocky
Mountains
Ntl Park
e
Boulder,
CO,
Yosemite
e
Needles,
CA,
entre
vários
outros.
Escolhia
os
lugares
que
tinham
vias em
móvel e
de
aventura,
mas
escalei
em
diversos
outros
também.
(Salathe
Wall/
Yosemite
– Foto:
Joe) |
Atualmente está
morando em
vários
lugares…Rio,
Estados Unidos,
Chalten…E quando
está nos EUA,
viaja para
outros
lugares…Como é
essa vida
nômade?
Shi… não gosto
mais não. Tem
boas vantagens,
mas no momento
estou pronta
para parar, mas
não sei ao certo
quando irei
poder realmente
parar, ainda
mais com o Juan
na minha vida. A
ver…
 |
Apesar
disso,
ainda
encontra
tempo
para o
Programa
Acesso
às
Montanhas…Fale
um pouco
deste
projeto?
O AM é
um
programa
da
FEMERJ
que visa
garantir
os
acessos
e
preservar
as áreas
de
escalada
do Rio.
Trabalho
como
voluntária
no
montanhismo
faz um
tempo,
mas é
esse
programa
que me
dá
alegria
e
motivação
para
continuar,
ainda
mais com
as
vitórias
que
temos
conseguido
esse
ano, com
a grande
ajuda do
André
Ilha.
Na
verdade,
muitas
viagens
atualmente
tem a
ver com
esse
programa,
pois
além de
tocar o
AM, sou
a
diretora
do
Access
PanAm,
que é o
Acesso
para a
América
Latina e
tenho
aprendido
muito
com
isso.
(Via
Calamar/Pepino
– Foto:
Felipe
Dallorto) |
E seu
trabalho na Nols,
como é? O que te
motivou a entrar
na Nols?
Humm… Gosto
bastante do
trabalho. Acho
que é uma
oportunidade
incrível de
influenciar
pessoas jovens a
se conhecerem
melhor, de
ajudá-los a
encararem o meio
ambiente de
forma a
preservá-lo e
trabalhar a
liderança em
cada um. É por
isso que
trabalho para a
NOLS. A coisa
que não gosto é
estar 20, 30
dias em campo de
cada vez,
prefiro cursos /
contratos mais
curtos.
AGUIPERJ…Conta
também um pouco
da sua
experiência como
guia
profissional,
inclusive na
presidência da
AGUIPERJ, aonde
fez um ótimo
trabalho.
Uiiii. Bom,
foram 7 anos
como guia
profissional em
escalada. Está
bom, né? Foi uma
ótima
experiência que
não preciso dar
continuidade
, foi bom
enquanto durou e
está ótimo agora
sem. rs.
Novamente,
aprendi muito
como guia; acho
que cresci como
escaladora. Mas
chegou um ponto
que eu não
escalava muito
“para mim”, era
trabalho o tempo
todo. Tirava uma
ou outra semana
para conquistas,
mas não muito
mais que isso.
Agora, estou em
outra época da
minha vida, onde
escalo mais e
trabalho menos,
eita vida boa! A
AGUIPERJ foi
muito importante
para mim, acho
que foi o início
de meu trabalho
voluntário pelo
montanhismo.
Tentei ajudar a
associação a
crescer e ainda
tento ajudá-los,
mas de forma bem
mais sutil e
fora da
diretoria. Nada
contra a
diretoria, pelo
contrário, o
Felipe Edney
(atual
presidente) é
sensacional,
como pessoa,
profissional em
escalada e
Presidente!
Pois
é…Não poderia
deixar de pedir
para falar da
sua experiência
em big wall,
como na Crazy
Muzungus… As
tentativas e
enfim sucesso ao
completarem a
via e depois a
Salathe Wall…
A Crazy foi um
grande
aprendizado, de
escalada, de
montanha, de
quem eu sou, de
amizade, de
parceria… Foram
várias
tentativas,
várias
frustrações,
muito
aprendizado. Mas
ficamos por aí
nesse caso,
ssshhhh.
A Salathe foi
incrível. 5 dias
na parede, no El
Cap! Era pedra
que não acabava
mais. E dias
longos, alguns
dias escalamos
durante 15, 16
horas. Com o
vale de Yosemite
a nos abençoar.
Big Wall é
incrível, um
jeito de testar
nossos limites,
motivação, de se
auto-conhecer,
de aprender
muito sobre
montanha, vida e
aventura.
Você faz
qualquer estilo
em qualquer tipo
de rocha…Tem
algum que te
atraia mais?
hahahahah, faço
não!!! Pergunta
pro Berna, ele
está sempre
tentando me
levar para
falésias!
Raramente faço
boulder e
escalada
esportiva.
Gostaria de ter
mais disciplina
para essas
modalidades para
poder
aperfeiçoar e
aprimorar minha
técnica de
montanha /
parede.
Gosto de pensar
que sou
escaladora de
“aventura”, amo
de paixão vias
longas e
complexas, adoro
escalar à vista
e guiar. Adoro
uma aventura
completa: longas
aproximações,
vias longas,
proteção em
móvel,
complexidade em
achar a base e
as linhas,
complexidade de
clima,
conquistas,
escalada alpina,
parceria… Acho
que a incerteza
faz parte da
minha atração
pela escalada e
estilo que
gosto.
Quantas
vias
conquistadas?
Shiii, sei não.
Acho que umas 20
ou por aí.
E o
speed climbing,
fale um pouco
dessa
“malhação”?
Speed climbing?
Eu?? Isso é pro
Berna e os
doidos de
Yosemite, eu só
gosto de
escalar… A
questão é que
alguns lugares
onde eu gosto de
escalar (leia-se
Chalten) exigem
uma eficiência
muito maior do
que a maioria.
Projetos
pra este ano?
Voltar a Chalten
e quem sabe
realizar os
objetivos do ano
passado… está
preparando a
macumba para bom
clima?
Quer
deixar um
recado?
kmon prá
montanha! Com
responsabilidade!!!!
Entrevista
concedida à
Rosane Camargo.
Mulheres na
Montanha. |