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17/04/2007 |
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- A Associação Mundial Antidopagem incluiu em sua lista de proibições de 2007 o oxigênio. A Associação Mundial Antidopagem incluiu em sua lista de proibições de 2007 o oxigênio. Desde 1º de janeiro, a entidade baixou uma norma que proíbe a utilização de oxigênio suplementar pelos montanhistas. A partir da data, aquele que alcançar o topo de uma montanha desta maneira terá sua ascensão considerada inválida. O texto cita que é ilegal a melhora artificial de captação, transporte ou transferência de oxigênio durante as subidas da montanha. A decisão, divulgada pelo site Desnível.com, mexe com toda a história da escalada mundial e levanta uma série de questões. Diante da novidade, Hillary não deve mais ser considerado o primeiro homem a escalar o Everest? Agora muitos alpinistas, incluindo diversos de primeira linha, têm de reconsiderar suas missões e, por conseqüência, todos os seus treinamentos. Havia uma crença enorme entre a classe de que a Associação Mundial Antidopagem nunca vetaria o uso do oxigênio suplementar. Foi numa expedição realizada no ano passado, sem a utilização do oxigênio suplementar, que o Brasil perdeu o montanhista Vitor Negrete. Ele e Rodrigo Raineri tentavam alcançar o cume do Everest, porém no ataque final Vitor acabou morrendo. Rodrigo desistiu da missão. Na lei - A proibição do uso de oxigênio artificial está no artigo 4 do Código Mundial Antidopagem. Ele foi aprovado em 2003, após contar com o apoio de vários países, como a Espanha, e de federação internacionais de esportes, como a União Internacional de Associações de Alpinismo (UIAA). Somente neste ano, no entanto, entrou em vigor. A nova regulamentação proíbe: 1) Doping sanguíneo; 2) Melhora artificial da capacitação, do transporte ou da transferência de oxigênio - inclui produtos químicos, perfluorados, efaproxiral (RSR 13) e produtos de hemoglobina modificada. Um estudo feito por italianos não deixa dúvida de que o oxigênio suplementar usado para melhorar o desempenho esportivo durante uma montanha constitui doping. De acordo com os autores, a normativa vigente tem de obrigar os Estados conveniados ao controle antidoping a aplicar as leis vigentes naqueles que a descumprirem. Com penas também aos guias que consentirem. “Me parece que este assunto é da máxima importância e que pode mudar a partir de agora a realidade de nosso esporte e determinados efeitos, que denunciamos há muito tempo, como as expedições comerciais em montanhas como o Everest”, explica Sebastián Álvaro, diretor de Al filo de lo impossible, em entrevista ao Desnível.
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