No início do século
XIX, naturalistas como Spix e Martius exploraram e
coletaram espécimes na Serra dos Órgãos. De
acordo com a teoria dos "refúgios do
pleistoceno", proposta por K.S. Brown, o PNSO
está localizado no centro de um desses refúgios. Todo organismo animal, independentemente de sua classificação taxonômica, apresenta características especiais que justificam sua sobrevivência no planeta. Mecanismos comportamentais, morfológicos e fisiológicos garantem meios de sobreviver aos obstáculos impostos pelo ambiente. Cada nicho ecológico (posição na cadeia alimentar dentro das inter-relações animais) para ser ocupado de maneira satisfatória, requer especializações dos indivíduos que o ocupam de modo que garantam a adaptação necessária para o melhor aproveitamento dos recursos disponíveis. Relatório do projeto O projeto de seis dias observando hábitos de espécies que estão as margens da trilhas mais freqüentadas mostra que mesmo com o grande numero de excursionistas freqüentando o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PNSO) a fauna ainda tenta conviver com a aproximação humana. Partindo de um principio meramente contemplativo, o encontro com as espécies locais requer apenas um pouco mais de paciência e olhos treinados para se observar à vida animal. Ao
longo de toda travessia Petrópolis\Teresópolis
foram encontrados vestígios de animais de pequeno e
médio porte. Insto indica que há também um grupo
de espécies que hoje vive das sobras (Lixo)
deixados por excursionistas. Tomando como exemplo o
tico-tico (Zonotrichia capensis) passarinho muito
comum em campos de altitude, dócil e curioso, já
estão condicionados as migalhas deixadas nas áreas
de camping. Nota-se a maior quantidade destas aves
nas montanhas de Petrópolis, onde o fluxo de
pessoas é maior nas trilhas. |














