As autoridades chilenas estão lutando para controlar o pior incêndio dos últimos 20 anos em Torres del Paine, um dos parques mais famosos da Patagônia, no sul do Chile.
O fogo, que começou na
semana passada, já destruiu 5,5 mil hectares de
florestas no parque. O incêndio foi provocado por um
turista checo, que usava um fogão a gás em lugar
proibido para acampar. Segundo o correspondente da
BBC em Santiago, Clinton Porteous, a população
chilena está indignada porque o turista foi
autorizado a deixar o país depois de pagar um multa
de US$ 213 (pouco mais de R$ 550).
Os jornais trazem cartas
de leitores furiosos com a saída do turista checo e
o Greenpeace chileno diz que o incidente mostra uma
vergonhosa falta de regulamentação no país.
De acordo com a
legislação chilena, o turista checo só poderia
receber a multa máxima de US$ 213 e nenhuma outra
punição porque não começou o fogo de forma
deliberada.
Verão
Pelo menos 500 bombeiros
estão tentando salvar o parque, segundo o
correspondente. Um verão extraordinariamente quente,
terreno íngreme e ventos fortes estão complicando os
esforços dos bombeiros. "É difícil dizer quando o
incêndio será contido", disse Claudio Perez,
porta-voz da agência florestal do governo. Dezenas
de turistas foram retirados das áreas de camping no
parque, que estão agora fechadas, segundo o jornal
La Segunda.
O parque de Torres del
Paine é famoso por seus picos, formações de granito,
geleiras, florestas e vida selvagem. O parque foi
declarado reserva bioesférica da Unesco em 1978.
Cerca de 100 mil turistas visitam o parque todos os
anos.
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