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Equador, Peru e Bolívia estão entre as regiões mundiais mais ameaçadas pelo desaparecimento das geleiras vinculado ao reaquecimento do planeta. A advertência foi feita hoje pela associação ecológica WWF (Fundo Mundial para a Natureza), através de um estudo publicado em sua sede de Gland, perto de Genebra (Suíça). Nesses três países, a água originária das geleiras é geralmente a única fonte de abastecimento de água durante a temporada de seca nas principais cidades. Conforme a ONG, os Andes setentrionais contêm a maior concentração de geleiras das zonas tropicais, e a superfície dessas geleiras está diminuindo rapidamente. De acordo com a WWF, na Bolívia, a geleira de Chacaltaya perdeu quase a metade de sua superfície e dois terços de seu volume em meados dos anos 90 e pode desaparecer totalmente até o ano 2010. Já no Peru, a geleira de Yanamarey retrocedeu a uma quarta parte nos últimos 50 anos, enquanto as de Uruasharaju e Broggi diminuíram de comprimento entre 40 e 50% entre 1948 e 1990. No Equador, a geleira de Antizana retrocedeu sete a oito vezes mais rapidamente nos anos 90 do que anteriormente, afirma a associação. Nos Andes subtropicais, os gelos da Patagônia setentrional, no Chile, e da Patagônia meridional (Chile e Argentina) perderam entre 4 e 6% de sua superfície entre 1945 e meados dos anos 90, mas a regressão se acentuou nos últimos anos. O degelo ameaça numerosas regiões do mundo. As geleiras do Himalaia alimentam sete grandes rios asiáticos, incluindo o Ganges (Índia) e o Yangtsé (China), e sua regressão põe em perigo os recursos de água durante a temporada de seca para 2 bilhões de setes humanos, a terça parte da população mundial. A organização ecológica se apóia fundamentalmente em um informe de um grupo de cientistas da ONU para o clima (IPCC), que prevê um reaquecimento de 1,4 a 5,8 graus centígrados no ano 2100 em relação a 1990. Um aumento de dois a três graus seria suficiente para desencadear o degelo das geleiras da Groelândia. O estudo foi publicado na véspera de uma conferência da ONU sobre o reaquecimento climático, que se realizará na cidade italiana de Milão, de 1 a 12 de dezembro. |














