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12/11/2003 ONU pede ação para salvar gorilas e chimpanzés da extinção. |
PARIS
(Reuters) - Pelo menos 25 milhões
de dólares são necessários
para salvar da extinção os
grandes símios, como
gorilas e chimpanzés,
alertou na quarta-feira uma autoridade da
Organização das Nações
Unidas.
"O
relógio está a um minuto da
meia-noite para os macacos grandes; animais
que compartilham mais de 96 por cento de
seu DNA com os humanos", disse Klaus
Toepfer, diretor-executivo do Programa das
Nações Unidas para o Meio Ambiente
(Pnuma).
"Vinte e cinco milhões de dólares é o
mínimo de que precisamos, o equivalente a
dar pão e água para um homem que está morrendo",
afirmou ele em comunicado antes da conferência
internacional sobre grandes símios, que começa
em Paris nesta quarta-feira.
Todas
as grandes espécies de símios
correm risco de extinção, ou no futuro
próximo ou nos próximos 50 anos, por
causa da crescente destruição de florestas,
caça clandestina, comércio de animais
vivos e interferência humana em seu habitat,
afirmaram os organizadores da conferência.O
dinheiro é necessário para o estabelecimento
de áreas de proteção e promoção
de medidas de conservação, disseram.
A conferência reúne delegados de países
onde vivem os símios, países doadores
e grupos ambientalistas.
O
Pnuma e a Unesco, braço cultural da ONU,
querem desenvolver uma estratégia global para
os grandes símios durante o encontro e preparar
uma conferência internacional para o próximo
ano.
Menos
de 10 por cento das florestas onde vivem esses
animais na África ficarão relativamente
sem interferências até 2030 se a construção
de estradas e infra-estrutura continuar no ritmo
atual, disse um relatório do Pnuma.
O especialista da Unesco
Samy Mankoto citou
pesquisas mostrando que
os chimpanzés ocidentais
desapareceram de Benin,
Gâmbia e Togo. O Pnuma
alertou que os
orangotangos do Sudeste
Asiático podem não ter,
até 2030, habitat
natural sem
interferência.
O
Pnuma e a Unesco lançaram um projeto coordenado
de sobrevivência dos símios em 2001.
Desde então, 16 dos 23 países onde
estes animais vivem começaram a aplicar medidas
de conservação. Os organizadores da
conferência esperam expandir estas iniciativas.
Força sempre!
Atila Barros














