Preserve!
Floresta
é um sistema ecológico complexo, que
cobre uma vasta extensão de terreno inculto,
no qual as árvores são a forma de vida
predominante. Com o desenvolvimento da civilização
e o progresso da botânica, a floresta passou
a ser vista como entidade biológica, isto é,
uma comunidade vegetal governada por leis naturais
próprias, cujo conhecimento é essencial
para o uso não predatório de seus recursos
econômicos. A importância biológica
desse ecossistema decorre de seus efeitos sobre o
clima, o solo, a perenidade das águas e de
sua contribuição para a preservação
dos demais recursos naturais ligados à flora
e à fauna. Economicamente, sua importância
deriva da produção de madeira, látex
e outros produtos florestais.
Fonte de alimentos, madeira e outros produtos importantes, a floresta ajuda a renovar o oxigênio, de que o homem depende para viver, e serve de habitat para milhões de plantas e animais, muitos dos quais não sobreviveriam em outro lugar.
Nas
últimas décadas do século XX,
a ação destruidora do homem representava
uma permanente ameaça para as florestas: muitas
vezes, ela não era apenas desbravada, mas exterminada,
a ponto de tornar-se impossível sua recuperação.
A eliminação da cobertura vegetal das
montanhas é causa de torrentes, erosões,
quedas de barreiras, inundações e alteração
generalizada do regime natural das águas.
Influência
das florestas sobre o clima:
Além delas reduzirem a temperatura do ar em
seu interior e acima delas, influenciam a temperatura
do solo de modo semelhante, com intervalos térmicos
maiores. No inverno, o solo florestal é mais
quente e, no verão, mais frio do que nas terras
descobertas. Também modificam a direção
e a intensidade dos ventos, reduzindo a circulação
das massas aéreas e evitando, assim, o dessecamento
regional da atmosfera;
Embora
ainda não haja consenso quanto à influência
das florestas nos índices de precipitação
pluviométrica, as pesquisas indicam que as
matas são fatores determinantes na freqüência
das chuvas; Sabe-se ainda que a presença de
florestas aumenta a influência das montanhas
sobre as precipitações.
A floresta também interfere de diferentes maneiras
no regime das águas, conforme esteja localizada
na planície ou na montanha. Nas planícies,
constitui um agente de drenagem e dessecamento, baixando
o nível do lençol d'água. Nas
montanhas, atua na conservação das águas
e na perenidade dos rios. As florestas são
também agentes eficazes de proteção
do solo contra a erosão.
Reflorestamento
Quase todos os países do mundo compreenderam
que há um ponto além do qual o avanço
do desflorestamento se converte em fator negativo
para o progresso. A experiência dos países
mais antigos encontrou eco também naqueles
que ainda dispõem de florestas em abundância.
Dessa forma, difundiu-se em todo o mundo civilizado
um movimento de valorização das florestas
e de estímulo ao aproveitamento racional dos
recursos florestais. Aos poucos, o homem entendeu
que a floresta não é uma mera aglomeração
de árvores, mas o habitat de complexas comunidades
de seres vivos, de grande importância para o
equilíbrio ecológico.
Diante dessas informações é possível entender a necessidade de preservação do meio ambiente. Na cidade do Rio de Janeiro existem vários Parques e Reservas onde muitos grupos de trabalho atuam com ações preventivas.
A RESERVA FLORESTAL DO GRAJAÚ localizada no Grajaú, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, foi criada pelo Decreto nº 1.921, de 22 de junho de 1978, tem 55 hectares e faz limite com o Parque Nacional da Tijuca. A Pedra do Andaraí se destaca na paisagem como um monumento criado pela própria natureza do local. Uma área de 30 mil m2 está destinada ao lazer da comunidade, sendo visitada por centenas de pessoas em busca do prazer de visitar a fauna e a flora do local. São árvores frondosas, macacos sagüis e pássaros, como o sabiá-laranjeira.
A Reserva já foi atingida por um incêndio no ano passado, que teve início após a queda de um balão nas proximidades do Country Clube Grajaú.
A Reserva fica aberta diariamente de 08 às 17h e é justamente neste período em que os voluntários à preservação deste espaço comparecem e dão seu apoio. Pessoas recolhem lixos, aparam o mato que invadem algumas trilhas e plantam mudas.
Há poucos dias estive na reserva e vivi uma experiência muito feliz. Com algumas mudas de cactos doadas por Atila Barros fui iniciar o projeto de replantio das espécies nativas outrora existentes na reserva. Foi um trabalho rápido, mas cuidadoso que ainda requer muito tempo para se ter resultados que possam ser vistos. Logo estarei informando mais sobre o projeto Cactos no site.
O
trabalho é gratificante, e se torna fácil
quando acompanhado por quem entende do assunto.
Não deixe de colaborar, mesmo que seu tempo
seja curto. O que te faz se sentir bem quando se toma
uma atitude como esta é o contato com a natureza,
poder voltar lá e ver que deu certo e que outras
mudas cresceram, e que se pode fazer mais quando o
assunto é reflorestamento.
Obs:
Não esqueçam que: É preciso se
informar sobre o tipo de mudas a serem utilizadas,
o replantio de forma desordenada pode causar mais
danos do que benefícios. Em alguns casos estudos
devem ser realizados para se amenizar o impacto a
introdução de novas espécies
da flora local.
Juliana de Oliveira
Renna
A natureza agradece!













