Porém a detecção de mais de 100 guias ilegais, em sua maioria não argentinos, podem causar problemas aos montanhistas que não querem ou não necessitam de guias.
O problema, segundo as fontes do governo, é que a maioria dos acidentes acontecem com as expedições comerciais, que na maior parte prometem contar com guias, mas o fazem com pessoas que muitas vezes mal conhecem o Aconcagua.
Segundo o guia de Mendoza, Daniel Rodriguez, que possui 17 ascensões ao topo das Américas, " alguns dos estrangeiros, que para seu grupo são guias, preenchem o cadastro como turistas. Além de estarem mentindo deliberadamente sua posição dentro de uma expedição, tal atitude pode afetar um futuro resgate ou orientações numa possível situação de emergência. Muitas vezes não conhecem nada da montanha, como clima e geografia do local."
Segundo o Secretário de Meio Ambiente de Mendoza, Guillermo Carmona, para frear o avanço desta tendência, desde o início da temporada, é obrigatório aos andinistas responder um questionário, onde deverá constar o nome da empresa contratada e, bem como, do guia da expedição. "No caso de detectarmos irregularidades, vamos comunicar os consulados", confirmou Carmona.
Mas, extra oficialmente, já se comenta que para a próxima temporada novas medidas poderão ser adotadas, como a obrigação da contratação de um guia de montanha registrado na província de Mendoza, o que acabará com a liberdade daqueles que não querem contratar um guia.
Segundo o governo de Mendoza, o Parque Aconcágua possui 115 guias cadastrados, o que seria, atualmente, totalmente inviável para os cerca de 8 mil visitantes que a maior montanha dos Andes recebe anualmente. "Um guia pode, quando muito, trabalhar com um grupo de três clientes no máximo", confidenciou Daniel Rodriguez.














