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01/03/2000 |
PNSO foi o terceiro Parque Nacional criado no Brasil (1939) com o objetivo de preservar os mananciais de Teresópolis e as encostas florestadas para fins de pesquisa científica, além da conservação dos solos e o desenvolvimento do turismo. Seu nome deriva do antigo nome local dado às encostas atlânticas da Serra do Mar nos municípios de Magé, Teresópolis, Petrópolis e
Guapimirim, os quatro municípios afetados.
A origem mais provável é a imaginação religiosa dos católicos colonizadores portugueses. Eles talvez tenham notado nos esbeltos picos da área uma semelhança com os grandes órgãos de catedrais européias e os batizaram por analogia.
Fisiografia
Com uma área oficial de 11 mil hectares, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos abrange 10 picos com mais de 2.000m e outros 6 com mais de 1.500m, uma coleção de altitudes nada típica do Brasil. A Pedra do Sino, com 2.263m, é o ponto culminante do Parque. O famoso pico do Dedo de Deus, com 1.692m, também está dentro do parque. A altitude mais baixa do parque é de 145m, no município predominantemente plano de Magé. As áreas planas dentro do PNSO são poucas e pequenas.
Os rios do PNSO refletem o tipo de relevo: são curtos, encachoeirados e despencam rapidamente na Planície Costeira, onde cumprem curtos trajetos até a Baía de Guanabara. Seus volumes de água são modestos, mas eles são permanentes e sujeitos a cheias repentinas (Cabeças d'água) durante as chuvas torrenciais de verão.
O Clima do PNSO varia muito conforme as altitudes. Das terras mais baixas para as mais altas, o clima varia bastante. As partes mais altas do parque, juntamente com os picos do Parque Nacional do Itatiaia, registram as temperaturas mais baixas do Estado. Na média, as temperaturas diminuem de 5º a 6ºC quando se vai de suas partes mais baixas às mais altas. Geadas e chuvas de granizo são comuns nas altitudes maiores. A temperatura média anual do
PNSO, à altitude de 1.000m, é de 17,8ºC. A precipitação pluvial média anual na mesma altitude fica entre 2.000 e 2.500mm, mas cresce agudamente com a altitude, até um máximo de 3.600mm. A umidade relativa do ar se mantém sempre entre 80% e 90%, chegando comumente a 99% na altitudes maiores.
Geologia
A geomorfologia do PNSO é dominada por picos, paredões e encostas de gnaisse e granitos datados da era pré-cambriana tardia. O relevo do parque resulta de um falhamento geológico ocorrido há cerca de 60 milhões de anos como conseqüência da atividade sísmica formadora dos Andes. Desta forma, está localizado numa das principais falhas geológicas registradas em território Brasileiro. Granitos do Laurentiano são também comuns na área do parque.
Localização e acessos
O Parque Nacional da Serra dos Órgãos fica numa seção proeminente da Serra do Mar, bem no fundo da Baía de Guanabara. Está aproximadamente na interseção do paralelo 22º (Trópico de Capricórnio) com o meridiano 42º, e ocupa territórios dos municípios de Magé, Guapimirim, Petrópolis e Teresópolis.A rodovia federal BR-116 (Rio-Bahia) cruza o PNSO. Ela já existia quando da criação do parque. A entrada oficial do parque se localiza à margem dessa rodovia, imediatamente depois do fim da subida da Serra dos Órgãos, para quem vem do Rio. Fica dentro dos limites urbanos de Teresópolis e é, portanto, acessível de ônibus urbano.
A chamada subsede do PNSO se localiza também à beira da BR-116, numa altitude bem menor, em terras de Magé, a cerca de 15 Km da entrada da sede. Ela é alcançável por uma entrada à direita da estrada, de quem vem do Rio. Essa área secundária de visitação é bem mais modesta.
Outra área de acesso muito freqüentada é por Petrópolis, através do Vale do Bonfim em Correias. A área é muito bonita e serve de ponto de partida para muitas caminhadas na Serra dos Órgãos.
Veja o mapa com maiores
detalhes.
Fauna
A fauna do PNSO é uma rica amostra dos animais mais comuns à Mata Atlântica brasileira, incluindo primatas, felinos, caninos, répteis, anfíbios, muitas aves e inúmeros insetos. No início do século XIX, naturalistas como Spix e Martius exploraram e coletaram espécimes na Serra dos Órgãos. De acordo com a teoria dos "refúgios do pleistoceno", proposta por K.S. Brown, o PNSO está localizado no centro de um desses refúgios. Assim, o parque seria parte de uma importante matriz de riqueza biológica remanescente, onde espécies endêmicas de flora e fauna sobreviveriam a condições climáticas extremamente adversas e depois recolonizaram as vizinhanças quando o clima se tornou mais ameno. Segundo o Plano de manejo do PNSO publicado em 1980, a área do Parque deveria ser "três ou quatro vezes maior" para proteger adequadamente sua flora e fauna. Especialistas registraram que pelo menos 13 espécies de animais estão em extinção na área do
PNSO.
Flora
A flora tem quatro tipos distintos que variam de acordo com a altitude, relacionando com temperaturas e chuvas. Abaixo de 1.400m predominam as florestas tropicais úmidas costeiras atlânticas. As florestas tropicais úmidas de montanha predominam entre 1.400 e 1.800 m. Entre 1.800 e 2.000m predominam as florestas tropicais úmidas de altitude. Acima de 2.000m ocorrem os campos de altitude, onde predominam árvores pequenas, arbustos, ervas e gramas, distribuídas em torno de rochas e pedras em parte cobertas de liquens e musgos. As principais espécies vegetais e as comunidades predominantes em cada faixa de altitude são em geral semelhantes às do Parque Nacional de Itatiaia, embora nos campos de altitude de Itatiaia haja um número muito maior de ervas e gramas floridas. Ainda assim, é grande e merecedora de proteção a riqueza ecológica do PNSO. Especialistas consideram muito provável que o parque, localizado a apenas 80Km do centro da cidade do Rio de Janeiro, contenha espécies de flora ainda desconhecidas pela ciência, principalmente nas suas florestas de
altitude.
Força sempre e escaladas!
Atila Barros














