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27/05/2010 Lima, uma cidade fantástica cheia de contrastes. Atila Barros Álbum de fotos |
Caminhar por esta cidade é como voltar no tempo, ruas repletas de arquitetura hispânica e resquícios da cultura Inca que se mesclam com a religiosidade católica podem ser notadas a cada esquina. Um povo sempre sorridente caminha pelas ruas coloridas de Lima. O novo e o antigo se misturam caracterizando esta cidade como uma capital única.
Um país em desenvolvimento com potencial para ser uma grande nação. Hoje o país é rico em minérios (Ouro, Prata e etc.), possui uma comunidade agrícola de dar inveja a quaisquer país de primeiro mundo e se encontra em processo de desenvolvimento sociocultural que serve de exemplo para outras nações.
Deixando a política moderna para outros textos, apresento ao leitor a capital deste surpreendente país, Lima.
Uma garoa cobre Lima durante quase todo ano mantendo o clima sempre agradável, perfeito para conhecer esta cidade caminhando. Andei por suas ruas e avenidas, visiteis seus museus, fui a bairros pobres e a grandes shoppings, comi em restaurantes finos e nas tendas mais exóticas que se possa imaginar. Em Miraflores Freqüentei seus Pubs depois de longos dias nos sítios arqueológicos e experimentei as cervejas locais nas periferias da cidade. Conheci algumas praias e fiz ótimas fotos do seu litoral. O vento frio que sopra do oceano pacifico de maio a setembro da um clima europeu a capital. Conheci uma cidade de contrastes, mas que recebe sempre com um sorriso seus visitantes.
Sua fundação
hispânica foi em 18 de janeiro de 1535, como a
Cidade dos Reis. Passou a ser a capital do
Vice-Reino do Peru durante o regime espanhol e
depois da independência passou a ser a capital da
República do Peru.
Segundo o censo de 2007, a Região metropolitana de
Lima tem aproximadamente 8,5 milhões de habitantes,
mais de 7,6 milhões são residentes da Província de
Lima, representando aproximadamente 30% da população
peruana, pelo que é a maior metrópole do Peru, assim
como a quinta mais populosa da América Latina e uma
das 30 maiores áreas metropolitanas do mundo.
Uma evidência do desenvolvimento da cidade nos
últimos tempos é o ranking da revista América
Economist, no qual Lima aparece como uma das 50
melhores cidades para fazer negócios da América
Latina em 2009, ficando à frente de Brasília, San
Salvador, Caracas e La Paz. O crescimento constante
de Lima tentando se estabelecer como uma das cidades
mais importantes não foi despercebido. Em 2008, o
World Cities Study Group and Network (GaWC) do Reino
Unido, incluiu o nome da cidade em uma lista de
cidades classificadas por sua economia, cultura,
acontecimentos políticos e patrimônios históricos. A
cidade foi classificada na mesma categoria de outras
áreas metropolitanas do mundo de grande destaque,
como Miami, Bangalore, Boston, Cairo, Copenhaga e
Berlim, sendo que a cidade ficou acima de outras
como Kiev, Houston, Beirute e Carachi.
Ao ser fundada a
capital da flamejante colônia, se lhe deu o nome de
Ciudad del os Reyes devido a que o território
limenho foi invadido em 6 de janeiro, dia dos reis
magos; no embargo persistiu o nome da região, pelo
qual o novo centro povoado terminou por conhecer-se
como a cidade de Lima. O rio, em cambio, viu
alterada sua grafia ao ser subjugada por indicação
do Terceiro Concilio Limense, ao igual que outros
muitos topônimos de origem quéchua.
A história da cidade de Lima inicia-se com sua
fundação espanhola em 1535. O território formado
pelos vales dos rios Rímac, Chillón e Lurín estava
ocupado por assentamentos pré-incas. A cultura
Maranga e a cultura Lima foram as que se
estabeleceram e forjaram uma identidade nestes
territórios. Durante essas épocas se construíram os
santuários de Lati (atual Puruchuco) e Pachacámac.
Estas culturas foram conquistadas pela Império Wari
durante o apogeu de sua expansão imperial. Foi
durante esta época que construiu-se o centro
cerimonial de Cajamarquilla. Junto à declinação da
importância Wari, as culturas locais voltaram a
adquirir autonomia, destacando a cultura Chancay.
Posteriormente, no século XV, estes territórios
foram incorporados no Império Inca.
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Desta época podemos encontrar grande variedade de huacas ao largo de toda a cidade, algumas das quais se encontram em investigação. As mais importantes ou conhecidas são as de Huallamarca, Pucllana, Mateo Salado e Pachacamac. |
Em 1532, os espanhóis
e seus aliados indígenas, sob comando de Francisco
Pizarro, tomaram prisioneiro o
inca Atahualpa
em plena cerimônia religiosa na cidade de Cajamarca,
e mesmo com o pagamento de um resgate, este foi
assassinado após um julgamento simulado em que foi
acusado de heresia e condenado à morte. Este
acontecimento é considerado o primeiro assassinato
político na nascente sociedade peruana. Logo após
algumas batalhas os espanhóis conquistaram seu
império, e com isto a coroa espanhola nomeou
Francisco Pizarro como governador das terras que
conquistou. Assim decidiu fundar a capital no vale
do rio Rímac logo após a intenção falhada de
constituir uma capital em Jauja. Em 18 de janeiro de
1535 se fundou Lima espanhola como a Cidade dos Reis
sobre os territórios do cacique Taulichusco. Em
agosto de 1536, a flamejante cidade foi sitiada
pelas tropas de Manco Capac II; no entanto os
espanhóis e seus aliados indígenas derrotaram os
incas.
Nos anos seguintes Lima ganhou prestígio ao ser
designada capital do Vice-reino do Peru e sede de
uma Real Audiência em 1543. Durante o seguinte
século Lima prosperou como o centro de uma extensa
rede comercial que integrava ao vice-reino com a
América, Europa e Ásia Oriental. Mas a cidade não
esteve livre de perigos, violentos sismos destruíram
grande parte dela em 1687. Uma segunda ameaça foi a
presença de piratas e corsários no oceano Pacífico,
o que motivou a construção das muralhas de Lima
entre os anos de 1684 e 1687. O sismo de 1687 marcou
um ponto de inflexão na história de Lima já que
coincidiu com uma recessão no comércio pela
concorrência econômica de outras cidades como Buenos
Aires.
Enfrentado um
bloqueio naval e a ação de guerrilhas em terra
firme, o vice-rei José de la Serna e Hinojosa foi
forçado a evacuar a cidade em julho de 1821 para
salvar o exército realista. Temendo um levantamento
popular e carecendo de meios para impor a ordem, o
conselho da cidade convidou San Martín a entrar em
Lima e assinou uma Declaração de Independência a seu
pedido. No entanto, a guerra não tinha acabado e nos
dois anos seguintes a cidade mudou de mãos muitas
vezes, sofrendo abusos de ambos os lados.
Proclamada a independência do Peru em 1821 pelo
general Don José de San Martín, Lima se converteu na
capital da flamejante República do Peru. Assim, Lima
foi à sede do governo do libertador e sede também do
primeiro Congresso constituinte que teve o Peru.
Pela originalidade de seu centro histórico, Lima foi declarado pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade no ano de 1988.
Caminhar por Lima, é
resgatar um passado não só do Peru, é reviver a
historia das conquistas e poder tocá-las, já que
tudo que os livros contam ainda estão por lá,
sobrevivendo a inúmeros terremotos e mudanças
climáticas.
Mesmo depois de ter sofrido com o crescimento urbano
acelerado e ter perdido grande parte dos seu passado
para condomínios e grandes edificações comerciais,
Lima luta para resgatar a historia seu povo em meio
as areias do tempo e ao concreto que faz a cidade
avançar para o futuro.
Este país não quer ser reconhecido somente por
Machu Picchu
(Cuzco), considerada Patrimônio Mundial pela
UNESCO e uma das sete maravilhas do Mundo, já que o
passado de civilizações tão antigas quanto os da
mesopotâmia estão sendo descobertos a cada nova
escavação, Machu Picchu é só mais uma das maravilhas
que este país guarda em suas montanhas e desertos. A
muito mais neste país que ruínas Incas e Pré-Incas,
existe um passado fantástico, um povo rico em sua
cultura e um futuro promissor na economia mundial e
Lima é a capital deste país.
Força Sempre.
Atila Barros.














