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27/10/2008 |
É o
que diz os pesquisadores da universidade Peruana
Cayetano Heredia. A Testosterona produzida em
excesso causa o chamado mal da montanha.
Estudada desde 1925, pelo doutor Carlos Monge, o mal
da montanha, ou como se diz no Peru, "Soroche" afeta
de 5 a 20% dos habitantes de diferentes alturas
andinas, sejam nativos ou não. Até agora, o melhor
remédio para combater este mal era remover o
paciente para altitudes mais baixas. Entretanto, com
a identificação da testosterona como um hormônio que
contribui para a piora dos sintomas, irá ajudar os
médicos a encontrar uma maneira de aliviar o
sofrimento de quem vai às montanhas elevadas.
Este estudo foi realizado por pesquisadores peruanos
da universidade Cayetano Heredia e recebeu o premio
Quilab de pesquisa médica. "A nível mundial, sempre
foi estudado o hormônio Eritropotina, que aumenta os
glóbulos vermelhos, para explicar o mal de montanha,
mas nunca foi encontrada uma relação. Nós decidimos
estudar outro hormônio que também regula a produção
de glóbulos vermelhos que é a testosterona", explica
o médico pesquisador Gustavo Gonzáles, autor e chefe
das pesquisas.
Os pesquisadores da Universidade Cayetano Heredia
trabalharam entre setembro de 2007 e abril de 2008
com 28 homens de Lima (ao nível do mar) e de Cerro
de Pasco (4340 metros de altitude), todos adultos
entre 35 e 65 anos de idade, os quais induziram uma
maior secreção de testosterona com hormônio
gonadotrofina. O resultado foi uma maior resposta
nos nativos de altitude. Estas evidências permitirão
encontrar estratégias terapêuticas para atenuar os
neveis de testosterona e mitigar os efeitos do mal
de montanha.
Os sintomas do mal da montanha afetam
particularmente os homens, são elas: cefaléia,
enjôo, transtornos no sono, zumbidos no ouvido,
fadiga física e mental, alterações na memória entre
outros. Entretanto a anormalidade mais importante é
a quantidade excessiva de glóbulos vermelhos, o que
eleva a viscosidade do sangue no organismo. Esta
situação afeta o sistema respiratório e
cardiovascular, ocasionando edemas cerebrais e
pulmonares que podem resultar em morte.
Entendendo!
O Mal da Montanha ou doença de
altitude, o distúrbio pode ter várias formas, e se
apresentar despercebidos em alguns montanhistas que
estão acima de 2.000. À medida que a altitude
aumenta, a pressão atmosférica diminui e menos
moléculas de oxigênio estão disponíveis no ar mais
rarefeito. Esta diminuição do oxigênio disponível
afeta o corpo de muitas maneiras: a freqüência e a
profundidade da respiração aumentam, alterando o
equilíbrio entre gases nos pulmões e no sangue,
aumentando a alcalinidade do sangue e alterando a
distribuição de sais (p.ex., potássio e sódio) nas
células. Como conseqüência, a água é distribuída de
modo diferente entre o sangue e os tecidos. Essas
alterações são a principal causa da doença da
altitude elevada. Nas altitudes elevadas, o sangue
contém menos oxigênio, produzindo uma coloração
azulada da pele, lábios e unhas (cianose). Ao longo
de algumas poucas semanas, o organismo responde
produzindo mais eritrócitos (hemácias, glóbulos
vermelhos) para transportar mais oxigênio até os
tecidos.
Os efeitos da altitude elevada dependem de quão alto e de quão rápido a pessoa sobe. São poucos os efeitos perceptíveis abaixo de 2.200 metros, mas eles são comuns acima de 2.800 metros após uma ascensão rápida. A maioria das pessoas ajusta-se (aclimatação) a altitudes de até 3.000 metros em poucos dias, mas a aclimatação a altitudes mais elevadas pode levar muitos dias ou semanas.
A doença da altitude elevada aguda manifesta-se em muitas pessoas que vivem ao nível do mar quando elas ascendem a uma altitude moderada (2.400 metros) em 1 ou 2 dias. Elas apresentam falta de ar, aumento da freqüência cardíaca e cansaço fácil. Aproximadamente 20% delas também apresentam cefaléia (dor de cabeça), náusea ou vômito e distúrbios do sono. A maioria melhora em poucos dias. Este distúrbio benigno, que raramente não passa de uma sensação desagradável, é mais comum em pessoas jovens que entre as mais velhas.
Após a descida, as pessoas que apresentarem qualquer forma da doença da altitude elevada melhoram rapidamente. Quando isto não ocorre, uma outra causa do distúrbio deve ser investigada. Quando a descida imediata não é possível, um dispositivo que aumenta a pressão, simulando uma descida de várias centenas de metros, pode ser utilizado para tratar uma pessoa gravemente doente. Este dispositivo (saco hiperbárico) consiste em uma tenda ou em um saco de tecido leve e uma bomba manual. A pessoa é colocada no saco. Após este ser hermeticamente fechado, a pressão em seu interior é aumentada com a bomba. A pessoa permanece no saco de 2 a 3 horas. Este procedimento é uma medida temporária valiosa, sendo tão benéfica quanto a administração de oxigênio suplementar, que freqüentemente não está disponível durante uma escalada de montanha.
Infelizmente nos dos trópicos estamos sujeitos a as dificuldades de montanhas que escolhemos como meta de conquista.
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Paz e boas escaladas!
Marcio Araujo













