Informativo semanal.
Esporte, Notícia e Meio Ambiente.

Diário de Montanha

Autor.

Infos!
Quem é Marcio Araujo?

.com

Alta Monatanha.com
Montanhismo e Escalada!

"Escale"

Fique por dentro dos campeonatos e eventos!

UBT!

Ubatuboulder!
Inovando como sempre!

Nova editora Especializada em títulos de montanha!

Novo site do CEM!
100% Minas Gerais!

Escaladas de
Minas!

A maior coleção de croquis de escalada já reunidas.

Montanhas Incas!

Projeto Pachamama. Caminhos Incas.

Gente de Montanha!

Rocha e  gelo. Maximo Kausch e Pedro Hauck
Apoiando



 



     

Informativo On-line
Montanha.bio.br - Montanhismo e Meio Ambiente                            

 Ciência

Loja

Dolar_etc

Calango Channel

  Destaques
Destaques

Montanhismo     

Trekking          Boulder           Croquis           Dicas             Parceiros       
Destaques _bio.agenda - [NOW!]

Newsletter

Receba os Informativos por e-mail!

Marcio Araujo - Depois de um dia longo e muitas dores de cabeça!

27/10/2008
O Excesso de hormônio sexual masculino causa mal de montanha crônico
Marcio Araujo

É o que diz os pesquisadores da universidade Peruana Cayetano Heredia. A Testosterona produzida em excesso causa o chamado mal da montanha.

Estudada desde 1925, pelo doutor Carlos Monge, o mal da montanha, ou como se diz no Peru, "Soroche" afeta de 5 a 20% dos habitantes de diferentes alturas andinas, sejam nativos ou não. Até agora, o melhor remédio para combater este mal era remover o paciente para altitudes mais baixas. Entretanto, com a identificação da testosterona como um hormônio que contribui para a piora dos sintomas, irá ajudar os médicos a encontrar uma maneira de aliviar o sofrimento de quem vai às montanhas elevadas.

Este estudo foi realizado por pesquisadores peruanos da universidade Cayetano Heredia e recebeu o premio Quilab de pesquisa médica. "A nível mundial, sempre foi estudado o hormônio Eritropotina, que aumenta os glóbulos vermelhos, para explicar o mal de montanha, mas nunca foi encontrada uma relação. Nós decidimos estudar outro hormônio que também regula a produção de glóbulos vermelhos que é a testosterona", explica o médico pesquisador Gustavo Gonzáles, autor e chefe das pesquisas.

Os pesquisadores da Universidade Cayetano Heredia trabalharam entre setembro de 2007 e abril de 2008 com 28 homens de Lima (ao nível do mar) e de Cerro de Pasco (4340 metros de altitude), todos adultos entre 35 e 65 anos de idade, os quais induziram uma maior secreção de testosterona com hormônio gonadotrofina. O resultado foi uma maior resposta nos nativos de altitude. Estas evidências permitirão encontrar estratégias terapêuticas para atenuar os neveis de testosterona e mitigar os efeitos do mal de montanha.

Os sintomas do mal da montanha afetam particularmente os homens, são elas: cefaléia, enjôo, transtornos no sono, zumbidos no ouvido, fadiga física e mental, alterações na memória entre outros. Entretanto a anormalidade mais importante é a quantidade excessiva de glóbulos vermelhos, o que eleva a viscosidade do sangue no organismo. Esta situação afeta o sistema respiratório e cardiovascular, ocasionando edemas cerebrais e pulmonares que podem resultar em morte.

Entendendo!

O Mal da Montanha ou doença de altitude, o distúrbio pode ter várias formas, e se apresentar despercebidos em alguns montanhistas que estão acima de 2.000. À medida que a altitude aumenta, a pressão atmosférica diminui e menos moléculas de oxigênio estão disponíveis no ar mais rarefeito. Esta diminuição do oxigênio disponível afeta o corpo de muitas maneiras: a freqüência e a profundidade da respiração aumentam, alterando o equilíbrio entre gases nos pulmões e no sangue, aumentando a alcalinidade do sangue e alterando a distribuição de sais (p.ex., potássio e sódio) nas células. Como conseqüência, a água é distribuída de modo diferente entre o sangue e os tecidos. Essas alterações são a principal causa da doença da altitude elevada. Nas altitudes elevadas, o sangue contém menos oxigênio, produzindo uma coloração azulada da pele, lábios e unhas (cianose). Ao longo de algumas poucas semanas, o organismo responde produzindo mais eritrócitos (hemácias, glóbulos vermelhos) para transportar mais oxigênio até os tecidos.

Os efeitos da altitude elevada dependem de quão alto e de quão rápido a pessoa sobe. São poucos os efeitos perceptíveis abaixo de 2.200 metros, mas eles são comuns acima de 2.800 metros após uma ascensão rápida. A maioria das pessoas ajusta-se (aclimatação) a altitudes de até 3.000 metros em poucos dias, mas a aclimatação a altitudes mais elevadas pode levar muitos dias ou semanas.

A doença da altitude elevada aguda manifesta-se em muitas pessoas que vivem ao nível do mar quando elas ascendem a uma altitude moderada (2.400 metros) em 1 ou 2 dias. Elas apresentam falta de ar, aumento da freqüência cardíaca e cansaço fácil. Aproximadamente 20% delas também apresentam cefaléia (dor de cabeça), náusea ou vômito e distúrbios do sono. A maioria melhora em poucos dias. Este distúrbio benigno, que raramente não passa de uma sensação desagradável, é mais comum em pessoas jovens que entre as mais velhas.

Após a descida, as pessoas que apresentarem qualquer forma da doença da altitude elevada melhoram rapidamente. Quando isto não ocorre, uma outra causa do distúrbio deve ser investigada. Quando a descida imediata não é possível, um dispositivo que aumenta a pressão, simulando uma descida de várias centenas de metros, pode ser utilizado para tratar uma pessoa gravemente doente. Este dispositivo (saco hiperbárico) consiste em uma tenda ou em um saco de tecido leve e uma bomba manual. A pessoa é colocada no saco. Após este ser hermeticamente fechado, a pressão em seu interior é aumentada com a bomba. A pessoa permanece no saco de 2 a 3 horas. Este procedimento é uma medida temporária valiosa, sendo tão benéfica quanto a administração de oxigênio suplementar, que freqüentemente não está disponível durante uma escalada de montanha.

Infelizmente nos dos trópicos estamos sujeitos a as dificuldades de montanhas que escolhemos como meta de conquista.

Veja também!

Remédios e tudo sobre altitude
Aclimatação de verdade
Fisiologia de Montanha: Consequências ao organismo
Derrames retinais

Paz e boas escaladas!
Marcio Araujo

 X  X X X
Matérias passadas Área de Download - Newsletter - Receba os Informativos por e-mail!

- O montanhismo em suas várias modalidades é um esporte potencialmente perigoso, que pode resultar em acidente e até morte do praticante. Nem mesmo com a participação de um guia especializado e equipamento adequado, podem-se eliminar a possibilidade de um acidente fatal. É responsabilidade do leitor, utilizar as informações contidas neste site de forma saudável e consciente.

Departamento de Computação Montanha - RJ - Web Design:Atila Barros & Leandro Mendonça - Montanha.bio.br
Dúvidas, sugestões ou reclamações a respeito deste Site, envie um e-mail para: atila@rochaegelo.com.br