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01/11/2011
Mortes por malária caíram 20% na última década, diz OMS
Atila Barros
 - Mortes por malária caíram 20% na última década, diz OMS

Fim de semana enquanto conversava com alguns amigos sobre doenças tropicais que adquiri em minhas trips pelas florestas da America do Sul, me deparei com o assunto Malaria, esta graças a Deus não adquiri.
 
O tema despertou a curiosidade e uma breve pesquisa nos periódicos on-line me fez perceber o grande numero de pessoas que estão portadoras desta enfermidade assim como o numero de mortes pela doença. Mas um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que o número de mortes por malária caiu em 20% no mundo todo na última década.
 
A malária ou paludismo é uma doença infecciosa aguda ou crônica causada por protozoários parasitas do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada do mosquito do gênero Anopheles fêmea.

A doença mata 3 milhões de pessoas por ano, uma taxa só comparável à da SIDA/AIDS, e afeta mais de 500 milhões de pessoas todos os anos. É a principal parasitose tropical e uma das mais frequentes causas de morte em crianças nesses países: (mata um milhão de crianças com menos de 5 anos a cada ano). Segundo a OMS, a malária mata uma criança africana a cada 30 segundos, e muitas crianças que sobrevivem a casos severos sofrem danos cerebrais graves e têm dificuldades de aprendizagem.

O novo relatório afirma que um terço dos 108 países em que a malária era endêmica estão no caminho da erradicação da doença dentro de dez anos.

E, segundo especialistas, se os países continuarem a cumprir as metas de erradicação, mais três milhões de vida poderão ser salvas até 2015.

No entanto, o documento afirma que, na região das Américas, apenas quatro países, Brasil, Colômbia, Haiti e Peru, foram os responsáveis por 90% dos 526 mil casos de malária registrados em 2009.
 
A malária é transmitida pela picada das fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles. A transmissão geralmente ocorre em regiões rurais e semi-rurais, mas pode ocorrer em áreas urbanas, principalmente em periferias. Em cidades situadas em locais cuja altitude seja superior a 1500 metros, no entanto, o risco de aquisição de malária é pequeno. Os mosquitos têm maior atividade durante o período da noite, do crepúsculo ao amanhecer. Contaminam-se ao picar os portadores da doença, tornando-se o principal vetor de transmissão desta para outras pessoas. O risco maior de aquisição de malária é no interior das habitações, embora a transmissão também possa ocorrer ao ar livre.
 

Robert Newman, diretor do Programa Mundial de Malária da OMS, disse que os dados gerais comprovam a eficácia dos programas de combate à doença.

"Melhor diagnóstico, exames e vigilância forneceram um quadro mais claro de onde estamos e mostraram que há países eliminando a malária em todas as regiões endêmicas do mundo", disse Newman em uma conferência internacional sobre a doença em Seattle, Estados Unidos.

Mosquito Anopheles albimanus  

"Sabemos que podemos salvar vidas com as ferramentas que temos hoje", acrescentou.

Em 2009, 781 mil pessoas morreram devido à malária. A doença transmitida por mosquito tem maior incidência na região da África subsaariana, onde ocorreram 85% das mortes por malária, a maioria de crianças abaixo de cinco anos.

Em 2000, 985 mil pessoas morreram da doença.

Desde 2007, doença foi erradicada de três países: Marrocos, Turcomenistão e Armênia.
Avanços na América

O relatório destacou alguns países na região das Américas, afirmando que a transmissão da malária ocorre em 23 países e territórios da região, com quase 20% da população total exposta a algum grau de risco.

Quatro destes países, Argentina, El Salvador, México e Paraguai, já entraram na fase de eliminação ou pré-eliminação da doença. Os casos relatados na região tiveram uma grande queda, de 1,18 milhão de casos em 2000 para 526 mil em 2009.

O relatório da OMS afirma ainda que Brasil, Colômbia, Haiti e Peru são os responsáveis por 90% dos casos em 2009.

O documento da OMS ainda cita Brasil, Colômbia e Guiana como os três países que tiveram as menores reduções dos números casos confirmados de malária, entre 25% e 50%, entre 2000 e 2009.

Mas, a OMS elogia as iniciativas brasileiras, afirmando que o "Brasil estendeu muito a disponibilidade de diagnóstico e tratamento através de uma rede de mais de 40 mil funcionários de saúde que alcançam residências individualmente".

A OMS destacou ainda os 11 países da região onde ocorreram reduções de mais de 50% no número de casos relatados entre 2000 e 2009: Argentina, Belize, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Paraguai, Bolívia e Suriname.
Erradicação global

A OMS lançou uma campanha de erradicação global da malária em 1955, que conseguiu eliminar a doença em 16 países e territórios.

Mas, depois de duas décadas, a organização decidiu se concentrar em um objetivo menos ambicioso, de controlar a malária. Até 1987 outros oito países foram declarados livres da malária.

Nos últimos anos, o interesse na erradicação da malária ressurgiu como um objetivo de longo prazo.

A OMS estima que a malária causa perdas econômicas significativas e pode diminuir o Produto Interno Bruto em até 1,3% em países com altos níveis de transmissão.

Nos países mais afetados pela doença, a malária é responsável por até 40% dos gastos de saúde pública, 30% a 50% das internações e até 60% das visitas de pacientes a clínicas.

Força Sempre e boas escaladas.
Atila Barros

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