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29/01/2004 Fêmur ajuda alpinista a esclarecer morte do irmão. Atila Barros. |
O alpinista Reinhold Messner tenta desbancar a tese de que teria abandonado seu irmão quando subiram juntos, há mais de 30 anos, o Nanga Parbat, e com um osso achado agora insiste na versão de que uma avalanche foi a causa de sua morte.
Messner em 2004 concedeu uma entrevista de mais de duas horas, destinada a restituir sua versão acerca da morte de seu irmão caçula, Günther, há 34 anos numa expedição ao Nanga Parbat.
"Eu não sou mentiroso, desmascarei os mentirosos", disse Messner, com relação à tese sustentada em dois livros - baseada em afirmações de membros dessa expedição -, segundo a qual o montanhista abandonara seu irmão, já muito fraco, para não ter que carregá-lo.
Esta descrição dos fatos perseguiu Messner durante anos. O eurodeputado verde e alpinista sempre sustentou que Günther foi arrastado por um desmoronamento quando desciam do cume da montanha gelada.
O próprio Messner tentou repetidamente encontrar os restos mortais de seu irmão, sem sorte, em expedições a essa mesma montanha.
Há dois anos, alguns alpinistas acharam um fêmur, a cerca de 4.300 metros de altura no Nanga Parbat, aproximadamente o local onde seu irmão teria caído.
Os membros dessa expedição entregaram o osso a Messner, que por sua vez o enviou a um laboratório de análises de DNA.
Os testes demonstraram que a possibilidade de o fêmur ser do irmão de Messner é "60 vezes maior" que a de não ser, segundo o professor Walter Rabl, presente na conferência.
Nos próximos meses serão feitos novos testes, mais esclarecedores, acerca desses ossos.
Força sempre!
Atila Barros














