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05/05/2008
Patagônia Argentina!
Diário de bordo de
Geni Lobato.
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Menos de um mês
depois de ir ao Umbigo do Mundo (Ilha de Páscoa),
fui para o Fim do Mundo, Ushuaia...
A idéia nasceu da vontade de passar o carnaval em
Buenos Aires e daí pensei: por que não esticar um
pouco mais e ir até a Patagônia?
O Átila, amante da natureza, amou a idéia...
Meu pai e minhas irmãs até brincaram que eu estava
doida. Que carnaval combinada com sol, cerveja
gelada... e não com pingüins e frio... Mas existe
gosto para tudo. Imagina se todo mundo gostasse das
mesmas coisas e lugares? Muita gente se sentiria no
paraíso na agitação de Salvador. Eu queria algo bem
oposto a isso. O paraíso para mim seria um local
onde quem manda é a natureza. E a Patagônia é isso.
O homem é coadjuvante, fez pouco e quase sempre,
errado. As cercas das estâncias são tortas, vergadas
pelo vento constante; a cordilheira é terra para
condores e geleiras, não para humanos; na costa, os
barcos dependem do humor do clima para sair ao mar
(“O porto está fechado, o mar está instável”, fala o
guia os turistas). A Patagônia é terra para quem
gosta de horizonte, de quietude, de estrelas, de
tons inimagináveis, de vento. Para mim, o lugar
ideal para passar um feriado, independe de ser
carnaval (ou talvez principalmente por isso).
Malas prontas, no
dia 31 de janeiro fomos para São Paulo, onde fizemos
câmbio para peso argentino, que estava a R$0,66. De
lá pegamos um vôo para Buenos Aires, chegando nessa
cidade às 23hs... Fomos direto para o hotel. Saímos
apenas para comer. Aliás, Átila experimentou um
escalope de carne divino! Eu, que quase não gosto de
batata, fiquei com a batata assada ao creme...
delicioso também!
Na manhã seguinte, pouco mais de onze horas,
dirigimo-nos para El Calafate, com rápida parada em
Bariloche. Em Calafate, a temperatura era de 16°,
mas a sensação térmica estava inferior a isso, pois
ventava muito.
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Calafate é
uma cidadezinha linda, aconchegante, com
10.000 habitantes e ótima infra-estrutura,
com excelentes hotéis e restaurantes.
Ficamos na Pousada Sierra Nevada, que possui
um jardim lindíssimo e uma boa localização.
Deliciamo-nos com um maravilhoso cordeiro
patagônico! O nome da cidade vem de uma
frutinha, de cor roxa, azedinha, mas da qual
se fazem doces, geléias e licores. |
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Segundo
soube, a cidade era produtora de lã de
ovelha e os produtores necessitavam levar a
lã para a capital e, para isso, marcavam um
ponto de encontro para saírem juntos. Nesse
ponto, havia um arbusto de Calafate, e
quando eles combinavam de se encontrar
diziam: "Vamos nos encontrar no Calafate",
por isso o nome da cidade. |
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Nosso dia 02 de
fevereiro foi simplesmente incrível! Fomos para o
Glaciar Perito Moreno, localizado a 80 km de El
Calafate, no Parque Nacional Los Glaciares, que
possui uma área de 724.000ha. O caminho até o Parque
Nacional Los Glaciares é asfaltado, sendo que nos
primeiros 40 quilômetros percorre-se a estepe
patagônica.
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A viagem
nos surpreende pela beleza indescritível da
paisagem até chegar ao acesso ao Parque que
é a porta de entrada a um dos mais belos
espetáculos da natureza. Perito Moreno
possui 30Km de longitude e 195Km2 de
superfície. Sua frente possui uma altura
média de 60 metros sobre o nível do lago.
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Declarado
Patrimônio da Humanidade e já foi chamado de “Oitava
Maravilha do Mundo”. Confesso que ficamos um pouco
frustrados porque não conseguimos fazer o Big Ice ou
minitrekking, caminhada de 1h30min a 4h30min,
respectivamente, no Perito Moreno utilizando
grampões, num circuito preestabelecido. Mas apenas
15 pessoas por dia podem fazer o passeio, sendo que
não conseguimos vaga para os dias em que ficaríamos
em Calafate.
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Aqui, vale
a pena falar acerca da formação dos
glaciares. Uma geleira ou glaciar é uma
grande e espessa massa de gelo formada em
camadas sucessivas de neve compactada e
recristalizada, de várias épocas, em regiões
onde a acumulação de neve é superior ao
degelo. O gelo das geleiras é o maior
reservatório de água doce sobre a Terra, e
perde em volume total de água apenas para os
oceanos. As geleiras se formam em áreas onde
se acumula mais neve no inverno que a que se
derrete no verão. |
Quando as
temperaturas se mantêm abaixo do ponto de
congelamento, a neve caída muda sua estrutura já que
a evaporação e a recondensação da água causa a
recristalização para formar grânulos de gelo
menores, espessos e de forma esférica. Este tipo de
neve recristalizada é conhecido por nevado. À medida
que a neve se acumula e se converte em nevado, as
camadas mais profundas são submetidas a pressões
cada vez mais intensas. Quando as camadas de gelo e
neve têm espessuras que alcançam várias dezenas de
metros, o peso é tal que a nevada começa a
constituir gelo esponjoso, que dá origem ao gelo
glaciar, de massa cristalizada e azulada.
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De fato é
um azul muito intenso, parece artificial,
simplesmente indescritível. Sabe-se que o
aquecimento climático tem acelerado o degelo
dos glaciares, sendo que quase todas as
geleiras do mundo estão recuando, perdendo o
equilíbrio glaciar (diferença do que se
acumula na parte superior e do que se
derrete na parte mais profunda).
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O Perito Moreno é hoje o glaciar
mais famoso da Patagônia porque além de ser
imponente, encontra-se em equilíbrio, mas sofreu
oscilações frequentes no período 1947-1996, com um
ganho líquido de extensão igual a 4.1 km. Este
glaciar avançou desde 1947, e mantém-se estável
desde 1992.
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Ainda, por
$35 mais $40 de entrada no Parque Nacional,
fizemos uma navegação que permite ver o
Perito Moreno de frente. É espetacular a
vista! Mas mesmo de perto não é possível ter
a real dimensão desse gigante gelado. O
Perito possui um espetáculo de “luz e som”
permanente, com autênticos tiros de canhão
que antecedem o despencar de enormes blocos
de gelo. |
De tempos em
tempos solta um estrondo, e um pedaço de gelo cai no
lago, numa cena que lembra a implosão de um prédio.
Mas as explosões do Perito Moreno não são
assustadoras: são inesquecíveis. A 8Km do Perito
Moreno há o charmoso hotel “Los Notros”, nome de uma
flor vermelha natural dali, original e esquisita. O
serviço é encantador, e a vista, exclusiva: todos os
quartos dão para o glaciar.
Dia seguinte, decidimos fazer um passeio lacustre,
de dia inteiro, pelo Lago Argentino, chamado “Todos
los Glaciares”, a $275 por pessoa (pouco mais de
R$180,00). Simplesmente maravilhoso! Trata-se de uma
navegação pelas águas turquesas do braço norte do
Lago Argentino, até chegar aos Glaciares Upsala e
Spegazzini e Bahia Onelli.
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O Glaciar Upsala
é o de maior superfície da Patagônia, com
seus 595Km2 (quase três vezes o tamanho de
Buenos Aires), apesar de ter sofrido um
grande retrocesso nos últimos anos. Suas paredes oscilam de 60 a 80
metros. Protagoniza estrondosos espetáculos diários
de desmoronamentos. Depois, parecemos crianças, na
procura incessante de alguma parte que se rompa.
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Desembarcando na Bahia Onelli, caminhamos,
por 800 metros, por um bosque típico andino
patagônico, chegando na Laguna Onelli, onde
se confluem os glaciares Onelli, Bolado e
Agasssiz. Devido ao constante desprendimento
dos glaciares, a laguna encontra-se repleta
de icebergs. Foi possível avistar um
verdadeiro espetáculo de arco-íris, dando
para avistar todo seu arco, do início ao
fim. |
O Glaciar
Spegazzini possui uma característica muito especial,
que é a altura de suas paredes, de 80 a 135 metro, o
que o torna o glaciar mais alto da Parque Nacional.
Aqui foi possível visualizar estrias horizontais que
marcam diferentes camadas de gelo e correspondem aos
anéis que indicam a idade nos troncos das árvores. A
camada superior, de neve recém-pousada, ainda é
branca.
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Durante
todo o trajeto vemos inúmeros icebergs
(desprendidos dos glaciares), é uma visão
mágica, pois formam verdadeiras esculturas
de gelo. Parecem desenhadas, de tão
perfeitas.
Na nossa última tarde em Calafate, fomos à
Laguna Nimez, uma reserva municipal de aves,
com aproximadamente 80 espécies. O ingresso
é apenas $2 e o horário de funcionamento de
9 às 21hs. É um paraíso para os amantes de
fotografia como eu e Átila. |
Seguimos para
Ushuaia no dia 04 de fevereiro, ao meio dia,
chegando em uma hora e meia, a uma temperatura de
10°. O hotel, “Del Bosque”, era super charmoso. Na
verdade, uma espécie de chalé, com um jardim repleto
da flor lupino, típica da Patagônia.
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Ushuaia (o
s pronuncia-se ç, no espanhol), que
significa “baía que penetra até o poente”, é
chamada “del fin do mundo”. A expressão é
geograficamente literal, pois é a cidade
mais austral do planeta. Depois dela, só o
mar e a Antártida. Antigamente viviam
tranqüilamente por lá os índios yámanas, que
foram dizimados e Ushuaia ficou esquecida
até que há pouco mais de cem anos recebeu
uma colonização penal. |
O presídio
funcionou até 1947 e é bem interessante. Uma visita
com guia é acompanhada de histórias horripilantes
enquanto são mostradas celas e estátuas de papel
machê dos presos mais famosos. Ali funciona também o
Museu Marítimo. No pátio há uma réplica do farol que
inspirou Julio Verne a escrever “O Farol do Fim do
Mundo”.
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Ushuaia é
guardiã do Canal de Beagle, cercada por
montanhas nevadas e permite que de lá se
usufrua do mar, das montanhas e da floresta
de uma só vez. Esse lugar é único!
Desde Calafate, procuramos saber a respeito
de um passeio para a Pinguinheira, com
desembarque na ilha onde vivem os pingüins,
pois ficamos sabemos que, assim como o Big
Ice, tratava-se de excursão para grupo
restrito, de 12 a 15 pessoas por dia. |
Assim, logo no
primeiro dia, fechamos o pacote com a PiraTour,
única empresa que trabalha com caminhada na Isla
Martillo, onde vivem os pingüins. Não é um passeio
barato: $295 ou 90 dólares por pessoa. Mas posso
garantir que vale cada centavo. No dia seguinte,
fomos à citada ilha.
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No
caminho, uma visão curiosa e desoladora: a
dos diques. Por volta de 1945, foram levados
para Ushuaia 25 casais de castores,
acreditando que poderiam servir à indústria
de pele. foram levados para Ushuaia 25
casais de castores, acreditando que poderiam
servir Patags. A idéia não vingou, pois o
pelo do animal não cresceu como no Canadá.
Mas o animal se adaptou perfeitamente. Vale
dizer que em Ushuaia não há predadores como
no Canadá. |
Mas não contaram
isso aos castores, que continuam construindo diques
para se protegerem. Várias áreas são verdadeiros
cemitérios de árvores. Hoje estima-se que existam
120.000 mil castores felizes e contentes nessa
região, sendo considerados praga por lá. O governo
paga 15 pesos (menos de R$10,00) para cada castor
morto, não se importando com seu destino. Mas poucos
se dispõem a tal tarefa, já que deve ser realizada à
noite, a um frio de menos 0º. Acrescenta-se que o
animal não é uma boa opção para alimentação, já que
sua carne é dura, precisando ficar horas cozinhando
no leite para poder ser digerida. Mais uma prova de
que o homem não deve interferir na natureza. Se o
lugar dos castores é no Canadá, para que leva-lo
para Ushuaia?
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Ainda no
caminho, uma visão mágica! Copas de árvores
totalmente inclinadas, vencidas pelo vento.
Na caminhada para o bote rumo aos pingüins,
olhar para o chão é uma surpresa de texturas
de musgos e pedras. Ao nos aproximarmos da
ilha, não acreditei no que via. Vários
pontinhos pretos cobriam a praia e aos
poucos foram se tornando mais nítidos até se
mostrarem como milhares de pingüins.
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Eram
muitos pingüins de magalhães (magallanico –
Spheniscus magellanicus) e alguns pingüins
papua (Pygoscelis Papua), que possuem o bico
bem alaranjados. Pudemos ver vários
filhotes... Todos são fofos! Dá vontade de
levar pra casa... rs...
O pinguim de magalhães é uma ave de médio
porte, com cerca de 70 centímetros de
comprimento e 5 a 6 kg de peso. A sua
plumagem é negra nas costas e asas e branca
na zona ventral e no pescoço. A maior parte
dos exemplares tem na cabeça uma risca
branca, que passa por cima das sobrancelhas,
contorna as orelhas e se une no pescoço, e
uma risca negra e fina na barriga em forma
de ferradura. |
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Os olhos,
bico e patas são negros. Durante a época de
reprodução, que vai de setembro a fevereiro,
os pinguins formam casais monogâmicos que
partilham a incubação e cuidados parentais.
Os ninhos são construídos no chão à
superfície ou em pequenas tocas. A fêmea põe
dois ovos que levam entre 39 a 42 dias a
incubar. As crias são alimentadas pelos pais
durante os dois meses seguintes, tornando-se
independentes logo de seguida. |
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O pinguim
papua é a ave mais rápida do planeta debaixo
de água. Mede de 75 a 90 cm de altura. Os
ninhos são feitos de pedras empilhadas numa
formação circular e atinge os 20 cm de
altura e 25 de diâmetro. Estes são
geralmente alvo de barulhentas disputas que
chegam, frequentemente, à agressão. Tal é a
importância que estas aves dão ao ninho que
um macho pode conseguir favores de uma fêmea
só pelo fato de lhe dar uma boa pedra. Os
ovos pesam 500 g e os pais partilham a sua
incubação, eclodindo entre o 34º e o 36º
dias. As crias permanecem nos ninhos por
trinta dias até formarem creches entre os 80
e os 100 dias já vão para o mar. Almoçamos
na Estância Haberton. Um lugar fantástico! |
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Para ir à
pinguinheira, precisamos desistir do passeio incluso
no nosso pacote: lagos Escondido e Fagnano. O
primeiro tem águas geladíssimas e cristalinas e
montanhas em volta. O Lago Fagnano, 100 km ao norte
de Ushuaia, é grande e de águas escuras. Lá pode-se
ver os cães Huskies, que no inverno puxam trenós.
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No último
dia em Ushuaia, pela manhã, saímos para uma
excursão pelo Parque Nacional da Terra do
Fogo, passando pela Bahia Enseñada, Lago
Roca, Laguna Negra, chegando à Bahia
Lapataia, ponto final da Rodovia
Panamericana que começa no Alasca (Rota 3).
Fizemos, ainda, um pequeno passeio no “Trem
do Fim do Mundo”, que revive a história do
trem dos presos, a bordo de uma locomotiva a
vapor. |
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Como o dia
estava chuvoso não pudemos apreciar a
paisagem a contento. Creio que foi o sono
mais caro de toda a vida do Átila. Pagamos
$70 (quase R$50,00) por pessoa e ele dormiu
durante toda a “viagem”. Almoçamos no “Tia
Elvira”, delicioso restaurante, e fomos para
o passeio dos lobos marinhos. Pensamos até
que não iríamos, pois o tempo não estava bom
e as águas estavam agitadas. |
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Devido a isso, e considerando que
o barco era pequeno, não pudemos fazer o passeio
contratado por $135 (aproximadamente R$90,00) por
pessoa, na empresa “Patagônia Adventure Explorer”.
Tratava-se de um passeio para um grupo reduzido de,
no máximo, 16 pessoas, o que nos dava mais
tranqüilidade para apreciar as belezas e fotografar.
Por causa do tempo, acabamos indo em um catamarã.
Fiquei um pouco chateada quando me disseram que o
que mudaria seria o número de pessoas, mais de cem.
Tamanha foi minha surpresa (e alegria) quando
percebi que o catamarã enorme estava saindo apenas
com o nosso pequeno grupo de 16 pessoas!
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Fomos à
Isla Alicia para ver uma colônia de lobos
marinhos, após, à Isla de los Pájaros, onde
ficam cormorões roqueros e imperiales. Pelas
fotografias, vendo os cormorões ao lado dos
lobos, muitos se assustam por acreditar se
tratarem de pingüins... rs... Na Isla de los
Lobos encontramos exemplares de um e dois
pelos. |
Chegamos ao Farol
Les Eclaireus, construído em 1919 e é um autêntico
símbolo da cidade de Ushuaia. O passeio com o barco
menor nos possibilitaria, ainda, um desembarque na
Isla Bridges para realizar uma caminhada,
contemplando histórias dos aborígines Yámanas.
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Cumpre aqui relatar um momento de desespero.
Encantada com os lobos e entusiasmada com
fotografia, tirei as luvas e fiquei fora do barco
tirando fotos. Depois de quase uma hora, minhas mãos
perderam a sensibilidade e percebi que meus dedos
estavam roxos nas pontas. Só após muito tempo voltei
a sentir minhas mãos. |
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Aconselho
aproveitar a característica do lugar para ir
atrás do que é único: centollas. É uma carne
de caranguejo gigante, pescada no canal de
Beagle. Ou a merluza negra, um peixe de
águas profundas, com sabor que lembra o
bacalhau. Ushuaia é uma cidade que encanta,
apesar do frio. O que percebi é que se você
estiver bem agasalhado, com o vestuário
correto, não sentirá frio. No verão, às 23h
ainda tem sol. Por isso dá para aproveitar
bem o dia!!!
Durante toda a
viagem pudemos contar com a companhia de simpáticos
paulistas, em especial, Bárbara, Jetro e esposa.
Saímos de Ushuaia no dia 07, chegando em Buenos
Aires no final da tarde. Despedimo-nos de nossos
companheiros, que voltariam para o Brasil, e
seguimos para o hotel.
Buenos Aires é uma capital muito charmosa. Puerto
Madera é o mais novo bairro da cidade, uma atração a
parte. Uma ótima seleção de restaurantes em um
ambiente bastante agradável, com vista aos diques do
Rio de la Plata.
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Há muitos lugares que vale a pena conhecer. Vou
citar alguns.
Recoleta é um elegante e sofisticado bairro de ruas
arborizadas, onde as principais atrações são seus
cafés e restaurantes, antiquários, um complexo
cultural e o Cemitério da Recoleta, um dos mais
bonitos e visitados do mundo. Suas tumbas guardam os
restos de famílias tradicionais argentinas, além de
grandes personagens históricos. Evita, apesar de
protestos por suas origens humildes, conseguiu ser
enterrada lá. |
A Plaza de Mayo e a Avenida de Mayo representam a
independência argentina em maio de 1810. Lá
encontramos a Casa Rosada, sede da Presidência da
República, em cuja sacada foram feitos os mais
importantes pronunciamentos da história argentina.
Apenas o museu está disponível para visitas
públicas. Ainda, há a Catedral Metropolitana, num
padrão arquitetônico de igreja sem torres e com 12
colunas representando os apóstolos. Do lado direito
da Catedral se encontra o Mausoléu com os restos do
herói libertador argentino, o Gral. San Martín.
A Avenida 9 de Julio, a Avenida Corrientes e o
Obelisco, no cruzamento de ambas, representam o
cartão-postal clássico do centro portenho. Caminhar
pela avenida Corrientes é quase uma obrigação.
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O Teatro Colón é um grande orgulho para Buenos
Aires, por ser um dos melhores teatros líricos do
mundo.
Buenos Aires possui também inúmeros museus e centros
culturais, como o Museu Nacional de Belas Artes, o
mais importante da Argentina, contando com variadas
obras de artistas nacionais e internacionais. Pode
ser visitado de terça a domingo de 12h30 a 19h30. Há
visitas guiadas às 16h, 17h e 18h e a entrada
franca. |
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Bosques de Palermo é a maior área verde da cidade e
reúne diversas atrações, além de ser também um ótimo
lugar para relaxar. Aqui fica El Rosedal, um belo
jardim com várias espécies de rosas, localizado no
coração do parque. Aberto diariamente de 12 a 19h.
O Jardim Zoológico, um dos mais visitado do mundo,
além da grande variedade de animais provenientes da
Argentina e de outros países, está muito bem cuidado
e sempre tem atrações para as crianças. Aberto de
terça a domingo de 9h30 a 18h. |
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No Jardim Botânico, mais de 8000 espécies vegetais
de todo o mundo, sendo que uma estufa subtropical
foi criada para abrigar as variedades mais exóticas.
Há, ainda, o Jardim Japonês, com arroios, lagos
artificiais com peixes, oásis de pedras, numerosos
bonsais, venda de plantas e A Grande Casa de Chá. É
preciso pagar entrada, mas a beleza do jardim
compensa.
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O Planetário possui um museu, que destaca
fotografias de constelações e o equipamento
astronômico. Nos fins de semana acontece uma Viagem
pelas Constelações (para crianças acima de 7 anos).
E, é claro, os shows de tango, clássicos de Buenos
Aires, sendo o mais indicado pelos guias “Esquina
Carlos Gardel – Cena e Tango Show”. O jantar e o
show saem, por pessoa, $250 (aproximadamente
R$165,00) e apenas o show $170 (por volta de
R$112,00).
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Chegamos ao Brasil
no final da tarde do dia 09 e posso concluir que
viajar pela Patagônia significa visitar lugares
mágicos, belos, lagos azuis, brilhantes, glaciares milenares, montanhas
eternamente branca. É um território onde os rigores
e contrastes nos alertam para a força da natureza.
Um lugar que marca a vida para sempre.
Minha agente de viagens, Karina, super atenciosa
(recomendo: karina@adventureclub.com.br), me
perguntou se tinha algo que não gostei na viagem.
Respondi que sim: ter que voltar.
Já quiseram que eu dissesse de qual local gostei
mais: Deserto do Atacama, Ilha de Páscoa ou
Patagônia. Impossível dizer. Todos tão maravilhosos
e tão diferentes! Amei cada um deles.
E de repente fiquei com uma dúvida: ou sei escolher
bem os locais para onde vou, ou gosto tanto de
viajar que todo lugar é perfeito, ou o mundo é todo
maravilhoso mesmo, cada lugar com sua singularidade,
características e belezas.
Fico por aqui!
Até a próxima viagem, que, espero, seja Bolívia e
Peru, em julho!
Geni Maria Peres Lobato – Abril/2008.
Fotos:
Expedição
Patagônia - 2008
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