No coração de belo horizonte, uma área verde sobrevive ao avanço das mineradoras. Antes usada para extração de minério, o Parque das Mangabeiras guarda ótimas trilhas bem demarcadas, fontes de águas claras e mirantes de onde pode ser ver toda Belo Horizonte e cidades vizinhas. O Parque das Mangabeiras é a maior área verde da capital mineira e um dos maiores parques urbanos da América Latina. Com seus 337 hectares e mais de 2 milhões de metros quadrados, está localizado na Serra do Curral. O parque é um local definido como de preservação e pesquisa ambiental aberto ao público. O espaço é habitado por mais de uma centena e meia de espécies de aves. A mata é composta por diversas amostras da vegetação mineira. A paisagem verde foi projetada por Burle Marx e está localizada a mais de mil metros de altura, em um dos pontos mais altos de Belo Horizonte.
Em 1941, foi
instalada a "Caixa de Areia", primeira estação de
tratamento de água da cidade que abastecia o Bairro
Serra, cujas edificações pertencem, atualmente, ao
Projeto Menino no Parque, situado próximo à Portaria
Norte. No início da década de sessenta instalou-se
aqui a FERRO BELO HORIZONTE S/A (FERROBEL), empresa
mineradora municipal, que explorava minério de ferro
no Parque. A FERROBEL ocupava os espaços onde hoje
situam-se o estacionamento Sul, Praça de Eventos e
Praça das Águas. Podemos observar ainda hoje o
britador na Praça de Eventos, construído nesta
ocasião. A área onde se situa o Parque pertenceu à
Fazenda do Capão, no século passado. Posteriormente,
sua posse passou à Prefeitura. Através do decreto
1466 de 14 de outubro de 1966, foi criado o Parque
das Mangabeiras, com finalidade de se preservar a
reserva florestal e dotá-la de área de recreação
para a cidade. As informações
coletadas , juntamente com as de outras estações,
serão utilizadas na caracterização climática da
Região Metropolitana de Belo Horizonte. A atual
instalação substitui a antiga Estação Pluviométrica
de Caixa de areia, que funcionou na área do parque
desde 1940. As partes mais baixas do Parque, por onde correm os vários cursos de água, concentram grande quantidade de solo fértil. Isto propicia a consolidação da vegetação de grande porte, classificada como mata de galeria e composta de várias espécies nobres como o jacarandá, vinhático, jequitibá, e a quaresmeira, eleita árvore símbolo de Belo Horizonte.
Água! As partes mais altas da Serra são sustentadas pelos itabiritos ( minérios de ferro ) e lentes de hematita da Formação Cauê, de onde é extraída a maior parte do minério de ferro produzido no Brasil. O ferro muitas vezes se solubiliza e serve como cimento para as brechas, ou, como matéria-prima para as espessas cangas encontradas em muitos pontos do Parque. A gruta encontrada logo abaixo da Ciranda de Brinquedos, foi naturalmente formada pela dissolução de brecha ferruginosa, processo ainda em plena atividade, como podemos constatar pelo gotejamento de água no seu interior. Em função do relevo da área e dos diferentes tipos de solo, o Parque apresenta uma cobertura vegetal heterogênea (diversificada ) formando uma rica variedade de ambientes. Contrariando sua destinação definida por lei, o parque é palco freqüente de ruidosos espetáculos de música popular, que afugentam as espécies que deveriam ser tuteladas, ainda que não conte com estrutura para a realização desse tipo de evento. O parque é um local de preservação e pesquisa ambiental aberto ao público e assim deveria receber melhor suporte. Mesmo com tantos contrastes, o parque continua uma ótima opção para quem quer fugir do centro urbano de Belo Horizonte. É bem sinalizado e com muitas informações para os visitantes seguirem os três diferentes roteiros: o Roteiro das Águas, o Roteiro da Mata e o Roteiro do Sol.O Parque tem suma importância para os estudos de climatologia e hidrologia da cidade de Belo Horizonte. Também é campo aberto para estudantes e professores que utilizam o parque como sala de aula para pesquisas de campo e aulas praticas. Para os visitantes, todos os roteiros têm como ponto de partida a Praça das Águas, chegando ao parque é fácil se orientar pelas placas de sinalização das trilhas, ou se preferir, existe um centro de atendimento ao visitante, lá todas as duvidas sobre o parque e seus acessos podem ser tiradas. A entrada do parque é gratuita!
Força sempre e um abraço para toda
turma de Gestão Ambiental da Faculdade Una que
esteve comigo nesta visita técnica!
Como chegar! |

















