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15/07/2009
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Puno é porta de entrada para a maioria dos mochileiros, turistas e aventureiros, que buscam cidades como Cuzco e Arequipa, vindo da Bolívia por Copacabana, porém a maioria destes não sabe a quantidade de riquezas arqueológicas que esta cidade possui.
Antes de sair correndo para rodoviária, desesperado por um ônibus que te leve a Cuzco, Lima ou Arequipa, pare um pouco e tente ver o que esta cidade tem para oferecer.
Nesta matéria, escolhi três atrações de fácil acesso para conhecer melhor a história Pré-inca que corre por entre as planícies e montanhas desta cidade.
Uros
A atração principal da cidade são as Ilhas flutuantes, ou Uros. Os Uros são ilhotas artificiais feitas por habitantes do lago Titicaca em Puno, Peru. A construção e habitação destas ilhotas remontam ao período pré-inca, quando estas ilhas eram habitadas por um povo homônimo, os Uros. Esse povo escolheu viver nos Uros por uma questão de segurança: as ilhotas flutuando nas águas do Lago Titicaca facilitavam a fuga em caso de ameaças em terra firme. Por este motivo na maior parte das ilhas dos Uros era construída uma torre de observação.
As ilhas flutuantes são construídas com grande quantidade de Totora, amontoadas e amarradas por cordas e madeira, formando um grande e extenso bloco único que depois é fixado no fundo do lado. Estas armações podem ser deslocadas como uma grande plataforma flutuante. Esta teria sido a técnica utilizada para mover o povo em tempos de conflitos com os povos vizinhos. Os residentes dos Uros conseguiam sobreviver nas ilhas através da pesca e da caça de aves. O alimento era preparado em fogões de pedra na própria ilha, o que fazia deste povo nômade e com pouca necessidade de estar em terra firme. Em média um Uro dura 30 anos se este receber manutenção esporadicamente.
Atualmente, existe cerca de três mil Uros no Lago Titicaca. Destes, apenas algumas centenas ainda vivem nas ilhas, a maior parte se estabeleceu em terra firme. Mesmo os Uros que vivem nas ilhotas são receptivos às inovações tecnológicas, como motores e rádios. Além disso, os Uros conseguem recursos através dos turistas que visitam as ilhotas todos os anos.
Sillustani
Saindo do grande lago, é hora de conhecer um lugar alem da imaginação, Sillustani.
Trata-se da zona arqueológica localizada exatamente a 34 quilômetros da capital, catalogada como uma das necrópoles mais importante do mundo. Define-se como uma grande explanada rodeada pela lagoa de Umayo.
Algumas das tumbas possuem lagartos esculpidos na pedra, isso porque eles podiam perder sua calda e logo as recuperar. Esses animais se tornaram símbolo da vida para o povo Colla. As chullpas possuem uma única abertura o leste, onde se acreditava iniciar o ciclo da vida dada pela mãe terra a cada dia.
Embora as chullpas não sejam exclusivas de Sillustani podendo ser encontrada em todo o Altiplano, Sillustani é considerado o melhor e mais preservado exemplo delas.
Como Sillustani esta bem afastada de Puno, é necessário entrar em contato com uma agência e pagar por um passeio completo as ruínas.
Templo da Fertilidade
A 18 km da cidade de Puno fica o distrito Chucuito, localizado numa região de grande beleza às margens do lago Titicaca, onde está localizado o Templo da Fertilidade. Um sitio arqueológico pequeno, porém repleto de curiosidades e obras bem conservadas.
No centro do templo existe um grande falo de pedra, onde possivelmente a mulher grávida era examinada, e dada à sorte de ter um filho homem.
A história pré-inca nesta cidade é riquíssima, e sua cultura é de fácil acesso a todos os turistas. Há também, o complexo arqueológico de Cutimbo, um cemitério pré-hispânico das culturas Colla e Lupaca, onde existem pinturas rupestres de 8000 anos, que estão dispostas bem na estrada, na altura do km 22, no sentido Puno-Moquegua. Para todos os lados que se olha, se descobre algo.
Aproveite melhor sua viagem buscando conhecimento por onde estiver passando. Consulte livros e internet antes de escolher seu destino, ou você vai acabar como a maioria dos turistas que só olham para Machu Picchu, e esquece o mundo de belezas que estão no caminho até Cuzco.
Força sempre e boas aventuras!
Atila Barros
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