Até quando ver queimar!
Atila Barros
Essa é a duvida que todo montanhista tem
quando se depara com um cenário tipo de Globo
Reporte, a mata nativa destruída por um imbecil
que para satisfazer seu argumento religioso ou ego
pessoal lançou ao ar um mostro de dez metros
de altura carregado com um arsenal de fogos de artifício,
o final de dessa historia todos já sabem,
um bando de marmanjos barbados idiotas em seus carros
completamente embriagados correndo atrás de
uma balão, quando não cai na casa de
um cidadão de bem, que pouco tem haver com
isso, caia na casa da bicharada na floresta.
“
Eu nem tento mais entender a cabeça dessa
gente” Julio escalador veterano do
Grajaú.
Não adianta cartaz ou propaganda de tv, todo
mundo acha lindo, e como pensam a maioria:
“-
Cai tudo no mar mesmo não é?” Não,
não cai no mar e nem cai apagado, quem solta
balão sabe que não é tão
simples assim.
Vale a pena olhar isso: planetabalao.com. A cara de pau é tanta que faz até parecer que balão é esporte. Pelas fotos encontradas no site da para se ter noção do tamanho da bomba que vem do céu.
A
Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio de
Janeiro reforça com 22 mil cartazes a campanha
contra a soltura de balões juninos. Os cartazes
serão afixados em ônibus, barcas, trens,
estações do Metrô e escolas municipais,
alertando a população para os perigos
dessa prática e para as penalidades, que incidem
sobre quem solta, fabrica, vende ou transporta balões.
De acordo com técnicos da Coordenadoria de Recuperação
Ambiental da Secretaria, nos cinco primeiros meses desse ano foram queimados
cerca de 20 hectares de áreas reflorestadas e 60% dos incêndios,
causados por balões (Fonte:27/6/2002 Ambiente Brasil).
Não da para ficar e ver queimar. Podemos mudar esse quadro dentro de
casa mesmo, não incentive crianças a fogos como diversão,
cuidando do agora podemos mudar o futuro, chega de balãozinho pendurado
em festa junina, é um chinesinho mais é um balão.
Balões não são os únicos responsáveis pelos incêndios em matas e florestas. Nos meses de outono e inverno, quando a falta de chuvas deixa o ambiente propício à ocorrência de incêndios, pontas de cigarros jogadas nas margens das rodovias e queimadas ilegais podem modificar a paisagem.
Segundo a Polícia Ambiental de São Paulo, foram registrados, no ano passado, 5.409 focos de incêndio em vegetação. "Não se pode dizer que há relação direta entre balão e incêndio florestal", afirma Marcelo Robis Francisco Nassaro, oficial chefe da Comunicação Social da Polícia Ambiental, citando as outras possibilidades.
De acordo com ele, "queimadas controladas" podem ser realizadas por agricultores desde que a Secretaria do Meio Ambiente seja comunicada e que seja feito o aceiro (espaço de terra ao redor da área queimada para evitar que o fogo se espalhe). "A legislação obriga que a cada cinco anos sejam colocadas máquinas [para realizar o trabalho] em 20% da área queimada", disse.
Para evitar novos pontos de destruição, o Departamento Estadual de Proteção dos Recursos Naturais, órgão da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, mapeia os focos de incêndios, desenvolve cursos para conscientizar a comunidade e treina voluntários que servirão nas brigadas de incêndio para combater fogo em matas, segundo o governo do Estado.
Agora faça sua parte e evite balões, não jogue as malditas guimbas de cigarro pela janela do carro e não incentive crianças a achar bonito o vilão destruidor das florestas, seja inteligente e diga não a essa pratica idiota que é soltar balões.
Força sempre e boas
escaladas.
Atila Barros













