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Bem vindo
ao povoado de Sajama e suas lindas
montanhas!
Parinacota e Sajama!
Atila Barros |
Depois de muita conversa e pouco tempo para
planejamento, era chegada à hora de colocar o equipo
nas mochilas e o pé na estrada para Bolívia. Uma
jornada a um dos lugares mais lindos da América do
Sul. Estávamos partindo para o Parque Nacional
Sajama.
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Antes de partir para as montanhas, eu e
Raman Reis, tomamos rumo para Copacabana, a
fim de aclimatar longe da poluição do centro
de La Paz. Cidade tranqüila e com um clima
super legal. Aproveitamos o Lago Titicaca
para remar um pouco e colocar a respiração
em ordem. Alugar um caiaque na beira do lago
é muito fácil e barato, por cinco bolivianos
você pode ficar 30 minutos no lago. Logo, um
bom exercício para quem pretende trabalhar
seu lado aeróbico. |
Saindo de Copacabana partimos para uma temporada em
Puno, a fim de aclimatar melhor e aproveitar para
visitar sítios arqueológicos que estavam em minha
lista de dividas. Depois de ficarmos quatro dias na
cidade sem poder retornar a Bolívia, por conta de
manifestações dos trabalhadores que fecharam as
fronteiras do país, retornamos a La Paz.
Uma passada na agência Azimute do Amigo Juan
Villarroel para acertar as contas, uma noite em La
Paz, e logo pela manha do dia 03 de julho estávamos
indo para o Parque Nacional Sajama.
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Partindo em transporte particular, a viagem
dura aproximadamente quatro horas, até o
povoado de Sajama, que está a 4.400m de
altitude. Um vilarejo com pessoas humildes e
super receptivas. Contamos com a grande
ajuda de nosso cozinheiro e montanhista
Francisco Hilário para esta Trip, este se
tornaria um grande companheiro até o fim de
nossa empreitada. |
O Parque Nacional Sajama está localizado na
província Sajama (La província de Curaguara de
Carangas) no Estado de Oruro, fronteira com o Chile,
a 260 quilômetros ao sul de La Paz.
Esta região é rica em águas termais, e onde nasce o
Rio Lauca a 4.750m, e onde está o bosque de Keñuales,
o mais alto do mundo. É habitação natural dos
animais andinos como as llamas, vicuñas, alpacas e
outros como wallata, o ganso selvagem, flamingos
rosados, perdizes, patos salvagens, viscachas,
chinchilas, gato montes, pumas e etc.E também conta
com o patrimônio cultural da Iglesia de Curaguara de
Carangas.
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Parque Nacional Sajama foi criado em 1939
com 100.200ha para proteção do eco sistema
do altiplano, que incluem bosques de quinua,
tolares, bofedales e gramíneas da altitude,
bem como proteção de vicunhas, quirquinchos
e outras espécimes. Conta com vários
circuitos turísticos internacionais como as
termais de Wichu Khollu, os areais de Quisi
Quisini e as lagunas de Macaya, Sacabaya e
Huayña Khota. |
Foi nessa atmosfera que começamos nossa Trip em
direção a nossa primeira parada, o Nevado Sajama,
este é o monte mais alto da Bolívia, e está
referenciado na Cordilheira dos Andes. Tem 6.542m de
altitude, e é um estrato vulcão extinto que forma um
cone isolado.
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Duas noites difíceis com temperaturas abaixo
de zero em uma barraca com zíper quebrado
que congelou até nossos cabelos não impediu
a subida a esta linda montanha. Para nosso
azar, o frio das longas madrugadas não só
congelou nossos dedos, mas a soma de
fatores: frio e falta de energia zerou
nossas baterias (uso uma câmera modelo
Sony-alpha 100 e não tinha levado comigo
baterias reservas), nos dando poucas fotos
da subida. |
Depois de retornar a nossos abrigos no povoado de
Sajama, tiramos um dia livre para descanso, e
aproveitamos para conhecer o marco geográfico que
divide o território Boliviano do Chile.
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Três horas de caminhada por uma trilha bem
demarcada nos levaram a laguna Sorokota,
esta se encontra a aproximadamente 4800m
onde também esta localizada um trave, um
marco simbólico que separa as duas nações.
Procurei registros desta laguna na Internet
e não as encontrei. O nome desta laguna é
pronunciado pelos Chipayas em Quechua e
Aymara, logo podem existir divergências no
nome. |
Na volta, uma passada nas áreas dos gêiseres, um
banho quente caiu bem depois de alguns dias longe de
uma ducha de verdade.
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Um dia a mais de descanso, um pouco de
Slackline para relaxar, e já era hora de
arrumar o equipo de novo e se preparar para
um novo desafio, encarar o vulcão Parinacota. |
O Parinacota é um estrato vulcão da Cordilheira dos
Andes localizado na fronteira entre Bolívia e Chile.
Foi formado no período do Pleistoceno, juntamente
com seu vulcão irmão Pomerape com 6.282m acima do
nível do mar, que formam os Nevados Payachatas
(gêmeos na língua Quechua). Seu cume esta a 6.348
metros acima do nível do mar. Técnicas recentes
apontam que sua última erupção ocorreu por volta do
ano 290AC, mais ou menos a 300AC. Outra erupção
estudada aconteceu a 8000 anos, quando uma grande
erupção produziu uma avalanche de 6km³, que deu
origem ao Lago Chungará.
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Dessa vez iria eu e Francisco, já que Raman
devido às noites em baixa temperatura no
Sajama não estava se sentindo bem.
As 00:00h acordei Francisco, tomamos um mate
quente e partimos para o Parinacota. Subimos
leve, somente com o necessário, água e uma
barra de chocolate, era o que tinha em minha
mochila. As 03:00h da manha estávamos no
inicio da caminhada para o campo base. |
Passamos pelas barracas de uma equipe espanhola que
já estava no campo base há dois dias, subimos para o
campo alto e as 08:00h fizemos o cume.
Uma descida rápida para encontrar nossa carona as
10:00h nas proximidades do campo base, minha vontade
de chegar era desesperadora, estava morto de sede,
nossa água tinha congelado, ignorei a garrafa
térmica para não levar peso e confiei em um Camelbak,
péssima idéia. As 10:30 já estávamos voltando para o
povoado, onde deu tempo de tomar umas cervejas para
comemorar antes de voltar a La Paz.
Como Raman ficou no abrigo, ele já estava com tudo
pronto, nossos holebags já estavam fechados, era só
jogar tudo no transporte e voltar para o conforto do
Hotel Eva Palace na Calle Sagarnaga, em La Paz.
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Fica aqui nosso muito obrigado ao grande
amigo que fizemos este ano, Francisco
Hilário. Sem ele não teríamos conseguido
chegar ao cume destas montanhas. Obrigado
também a equipe nota 10 da agência
Azimute, que nos proporcionou
toda essa diversão sem um pingo de falha! |
Força sempre e boas escaladas!
Atila Barros
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