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Bufo marinus

Sapo-cururu - Praga na Austrália
Em 1935 o Bufo marinus, conhecido popularmente no Brasil como sapo cururu, foi introduzido na Austrália como controlador biológico de duas espécies de besouros que causavam sérios danos às lavouras de cana-de-açúcar.

O projeto não foi bem feito e resultou em fracasso no controle biológico, mas o clima favorável e a existência de poucos predadores naturais transformou esta espécie introduzida em uma praga.

Por ser venenoso, algumas espécies de lagartos e cobras que dele se alimentam têm apresentado acentuado declínio de suas populações em determinadas áreas.

Sapo-Cururu

O sapo é um vertebrado da classe dos Anfíbios e da ordem dos batráquios. Muitas vezes os sapos são confundidos com lagartos e pererecas, mas os sapos verdadeiros pertencem ao gênero Bufo. Nesse gênero existem mais de 150 espécies. São encontrados em todo o mundo, menos no sudoeste da Oceania e em Madagascar.

Podem variar muito de tamanho, de 2 a 25 cm de altura. Eles se alimentam de insetos e pequenos animais. Procriam na água, podendo migrar até 1,5 km atrás de um bom lugar, pondo de 600 a 30.000 ovos, dependendo da espécie. O girino vira adulto num período de um a três meses. O sapo brasileiro mais comum é o sapo-cururu, Bufo marinus. O número de espécies de sapos vem diminuindo muito, pois ele é muito sensível a poluição da água e do ar. Exatamente por isto, sapos são considerados excelentes indicadores ecológicos. Em 1980, duas espécies de sapos australianos desapareceram. A maior parte dos sapos produz veneno para se defender, numa glândula especial que fica atrás de seus olhos. Quando está com uma presa na boca, o sapo fecha os olhos, forçando-os para dentro, para ajudarem a empurrar a comida boca abaixo.

Todo anfíbio é animal cordado craniota gnastomado tetrápode, da classe Amphibia. Pele nua, glandular, sempre umedecida, sem escamas; coração com três cavidades; respiração através de brânquias nos estágios iniciais (podendo persistir a vida inteira), e depois através de pulmões, pele e mucosa bucal, separada ou concomitantemente; fecundação externa. Abrangem as cecílias, salamandras e anuros. As cecílias constituem uma família da ordem Gymnophiona (ápodes). De aspecto vermiforme, vivem nos solos humosos, pele lisa, com sulcos transversais formando anéis e provida de secreção defensiva. Tem os olhos recobertos pela pele, fato que lhes valeu o nome vulgar de cobras-de-duas-cabeças, ou cobras-cegas. As salamandras são da ordem dos urodelos (Caudata), provido de cauda na fase adulta, com um ou dois pares de patas, e que, segundo o ambiente onde vive, pode apresentar brânquias ou não. A única espécie existente no Brasil é a Bolitoglossa amazonica.
 

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