16/09/2007 |
Massa muscular das pernas teria de ser 86% do
peso do corpo, segundo pesquisadores.
Sair correndo pode ser mesmo a melhor estratégia
para escapar de um tiranossauro faminto. Além
dos bracinhos curtos, pesquisadores descobriram
que o mais famoso e terrível dos dinossauros
não tinha musculatura suficiente nas pernas
para correr.
Para realizar
um daqueles sprints cinematográficos, de até 70 quilômetros
por hora, segundo alguns cientistas, o tiranossauro
precisaria ter 43% do seu peso na forma de músculos
em cada perna - ou 86% do seu peso total, uma configuração
impossível.
Os pesquisadores John Hutchinson e Mariano Garcia,
da Universidade de Stanford, criaram um programa de
computador para calcular, com base em parâmetros de
biomecânica, quanta massa muscular seria necessária
para sustentar o peso de um animal durante uma
corrida. O ser humano, por exemplo, possui em média
10% do seu peso em músculo em cada perna. É o dobro
do necessário, o que torna o homem um corredor
bastante eficiente.
Antes
de usar o modelo no tiranossauro, Hutchinson aplicou
os mesmos cálculos a jacarés, pássaros (ambos parentes
dos dinossauros) e ao homem. Todos corresponderam
à realidade anatômica desses animais. Só para ter
certeza, os pesquisadores ainda criaram um modelo
virtual em escala de uma galinha do tamanho de um
tiranossauro, com 6 toneladas. "Para correr, essa
galinha precisaria ter o dobro do seu peso total só
em músculos nas pernas", disse Hutchinson ao Estado.
"Ela não conseguiria nem ficar em pé."
A velocidade máxima do tiranossauro, segundo os cientistas,
estaria entre 15 e 40 quilômetros por hora. Hutchinson
aposta no valor mais baixo. "É muito improvável que
esse animal chegasse a qualquer velocidade significativa",
disse. Ainda assim, com pernas de até 3 metros de
comprimento, o tiranossauro poderia certamente perseguir
uma pessoa caminhando. "No mínimo, ele nos faria correr
pelas nossas vidas", brincou Hutchinson. O trabalho
está publicado na revista Nature.














