Caeté - Caraça - Ouro Preto

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Rocha e Gelo - Escalada e Montanhismo

Centro Excursionista Mineiro

Breve histórico do 12º Batalhão de Infantaria
por Capitão Mendanha – 12º BI

O 12º Regimento de Infantaria foi criado pelo Decreto nº 13.916, de 11 de dezembro de 1919, com sede em Belo Horizonte, concorrendo para sua constituição os 58º e 59º Batalhão de Caçadores. Tem sua origem mais remota no 1º/2º Batalhão de Caçadores da Guarnição de Salvador – Bahia, criado pelo Decreto nº 782, de 19 Abril de 1851. Esta é a data em que se comemora o aniversário da Unidade.
Devido à sua formação, incorporaram-se ao Regimento a tradição e os feitos do 16º Batalhão de Caçadores, uma das Unidades formadoras do 58º Batalhão de Caçadores, que teve longa, brilhante e efetiva participação na campanha do Paraguai.

Em dezembro de 1868, o 16º Batalhão de Caçadores recebeu a ordem de marchar contra a posição organizada de “Lomas Valentinas”, constituindo-se a vanguarda das tropas aliadas, iniciando o assaltos às suas trincheiras. O 16º Batalhão de Caçadores perdeu nesta trágica investida quase dois terços de seu efetivo, mas continuou valentemente na luta até a vitória final em 27 de dezembro de 1868. Por essa participação marcante de seus formadores, a Unidade recebeu, em 07 de Maio de 1982, a denominação histórica de “Batalão Lomas Valentinas” e a concessão do Estandarte-Distintivo correspondente.

Ao irromper, em 03 de outubro de 1930, a Revolução de Minas Gerais, o 12º Regimento de Infantaria foi palco de episódios do mais alto heroísmo, bravura, lealdade e sacrifício por parte de seus integrantes. A surpresa do ataque e a desproporção do efetivo não foram suficientes para quebrarem a decisão de seus bravos soldados de defenderem seu Quartel, resistindo ao cerco de 03 a 08 de outubro, nos legando um exemplo impar de Dever, Honra e Lealdade. A 14 de janeiro de 1944, forneceu o Regimento um contigente para integrar a Força Expedicionária Brasileira, transferindo para o 11º Regimento de Infantaria um efetivo de 784 praças. A 31 de março de 1964, volta o Regimento a escrever em seu glorioso histórico mais um feito marcante, sendo a primeira Unidade a se levantar em oposição ao regime de subversão e comunização que ameaçava o País, em defesa dos verdadeiros princípios democráticos, da ordem e da autoridade, então gravemente ameaçados.

A 1º de janeiro de 1972, o 12º Regimento de Infantaria passou a denominar-se 12º Batalhão de Infantaria, continuando em sua sede em Belo Horizonte, dando origem ao 55º Batalhão de Infantaria sediado na cidade de Montes Claros.
No conjunto de suas ações, mostrou o 12º Batalhão de Infantaria, “Batalão Lomas Valentinas”, espírito de coesão existente entre todos os seus integrantes, conservando a tradição de modelo de união entre Oficiais e Praças pois, mesmo nos momentos mais difíceis, nunca falhou no cumprimento da missão recebida.

Breve histórico do montanhismo militar no Brasil

Em 1977, por indicação do Estado-Maior do Exército, o 11º BI foi escolhido para ser a primeira Unidade especializada em operações de Montanha no Exército Brasileiro. A par de todas as atividades desenvolvidas durante o ano e visando a formação do combatente, passou então a realizar pesquisas a fim de estabelecer uma doutrina própria para realizar operações militares em regiões montanhosas.
Atualmente o “Regimento Tiradentes” ministra três estágios de montanhismo militar. O mais elementar, o Escalador Militar, do qual todos os militares do Batalhão participam, destina-se a qualificar o escalador de combate permitindo-lhe ascender por vias equipadas. O segundo, o Guia de Cordada, objetiva a condução de equipes de escaladores por vias de difícil acesso e de elevado grau de dificuldade , assim como a equipagem das vias de forma possibilitar ao escalador militar ultrapassá-las. Por fim, o Guia de Montanha, requer uma técnica mais apurada, e é realizado por militares selecionados dentre os que mais se destacaram no estágio anterior. Sua finalidade é executar reconhecimentos técnicos em montanha; acessorar o comando na condução da tropa por terreno montanhoso; selecionar as melhores vias; ultrapassar paredões de até 6º grau de dificuldade e realizar busca e salvamento em montanha.

História da conquista do Campo Escola da Serra da Piedade

Nos meses de Novembro e Dezembro de 1981 o 1º turno de Oficiais e Sargentos das Organizaçoes Militares da Guarnição de Belo Horizonte, entre eles o 12º BI , foram formados Escaladores Militares e em seguida Guias de Cordada no 11º BI em São João Del Rei. Ao retornarem a Belo Horizonte, coube a esses pioneiros a missão de conquistar as rotas e abrir o campo escola da Serra da Piedade. O local foi escolhido por sua proximidade a BH, pela altitude e clima que realçam as características de montanha, e claro pelas magnificas formações rochosas que possui. A esta turma de pioneiros abaixo citados devemos a homenagem e agradecemos o legado que nos deixaram:

12º BI: Cap Eli Pinto de Melo, 1º Ten Renato de Carvalho, 2º Ten Márcio Meira Brandão, 2º Ten Fernando Rodrigues Goulart, 2º Ten Marco Túlio de Carvalho, 3º Sgt Vlanderni do Nascimento, 3º Sgt Claudinê Tadeu de Oliveira, 3º Sgt César Roberto Borges Mulina e 3º Sgt Rubens de Faria Rezende. 4ª Cia Com: 1º Ten Percy Rossi Vieira e 1º Ten Pedro Rossi Vieira.Cia Cmdo 4ª Bda Inf Mtz: Cap Belman Galvão.
Ainda naquele ano o 12º BI realizaria com a 1ª Cia Fzo, comandada pelo então Cap Eli o 1º Estágio de Escalador Militar para os Cabos e Soldados. Formando a 1ª Companhia de Montanha do 12 º BI.


O campo escola militar

O Campo Escola de Montanhismo da Serra da Piedade é dividido em Sub-campos em que se agrupam vias com graus de dificuldade mais ou menos semelhantes. Todas as rotas são escaláveis de coturno como fazem os soldados, o que não quer dizer que sejam fáceis.
O “Campo Alfa” fica na parte mais baixa estendendo-se a partir da cavalhada (área aberta próxima as antenas de telecomunicações e sanitárias). E é subdividido em 5 blocos Alfa.
A1 – Rota 2 - escalada clássica com ênfase em agarras e apoios.
A2 – Rota 3 - escalada com aderência e Rota 4 - chaminé estreita de entalamento.
A3 – Rota 5 - técnica de aderência, conhecida como lambreta que é traiçoeira para iniciantes.
A4 – Rota 6 - exposição ao vazio com agarras de pinças e Rota 7 - uma oposição de esforços na orelha do elefante.
A5 - Rota 8 - chaminé larga, Rota 9 - escaladas um pouco mais longas porém fáceis e Rota 10 - exige uma abordagem lançando a perna e trocando a perna de equilíbrio no alto. Pode ser realizado um cavalo ou oposição na travessia.

O “Campo Bravo” fica na parte mais alta compondo a borda norte do topo da Serra. O acesso é pela escadaria da Gruta do Ermitão (seguir placas indicativas no topo da serra). Também é subdividido em 5 blocos Bravo.

B1 -Rota 1- escalada clássica de agarras e apoios e uma chaminé média. Na ponta das antenas.
B2 - Rota 2 - escalada de agarras e apoios e chaminé larga.
B3 - Rota 4 - escalada de agarras e apoios e Rota 5 - é a lambretinha e tem um início de aderência e agarra de dedo.
B4 - Rapel clássico com vertical e negativo.
B5 - Rota 6 escalada com um platô no meio, próximo ao anfiteatro do lado do observatório.

O “Campo Charlie” fica na parte mais baixa do lado da área das antenas de telecomunicações e sanitários.

O “Campo Delta” é do outro lado da Serra atrás do Quartel do DVP 32. Não possui grampeação e é utilizado para escalada com outros meios: escada de cordas, corda fradeada, passa-mão ou corda fixa. Existem ainda outras vias abertas na Pedra do Rapelão e na Pedra Grande que fica pouco acima da trilha a pé que vai da cavalhada á Igreja ou mesmo nas pedras na face Sul da serra descendo pela escadaria da torre de microondas. Mas que não fazem parte do campo escola.

A pouca grampeação existente, convém ser testada, apesar dos grampos ou pítons apresentarem boa aparência e até passarem por manutenção do 12º BI .

Deve ser feito um “back-up” para a realização de escaladas em Top Rope pois nem todasas vias possuem dois grampos em seu topo. Todas as vias possuem um caminho das vacas que dá acesso ao topo. Para quem quiser se aventurar num trekking difícil, para sentir o que é uma marcha de aproximação com início de escalada pode-se sair da MG-435 e subir a serra acompanhando os fios de energia que chegam atrás da Igreja. Para quem deseja um trekking com visual sugiro que siga a linha da crista oeste, iniciando após a mineração indicada no mapa geral da serra e vai até a Pedra do Escalador levando normalmente três horas de caminhada. É importante ressaltar que a maioria dos blocos é de fácil localização, bastando seguir as diversas trilhas que existem no local.. Boas escaladas e quaisquer dúvidas entrar em contato com a seção de montanha do 12º Batalhão de Infantaria, telefone: 0xx31 - 3337-9544.

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Croquiteca - Guia - Escalada de Minas.

- O montanhismo em suas várias modalidades é um esporte potencialmente perigoso, que pode resultar em acidente e até morte do praticante. Nem mesmo com a participação de um guia especializado e equipamento adequado, podem-se eliminar a possibilidade de um acidente fatal. É responsabilidade do leitor, utilizar as informações contidas neste site de forma saudável e consciente.

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