Caeté - Caraça - Ouro Preto

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 Caeté - Caraça Ouro Preto

     

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Garrafão

Dentro do parque natural da Serra do Caraça, no município de Catas Altas, fica o Garrafão. Um belíssimo pontão de quartzito com mais de 200 metros de altura. Este pontão que esta localizado no vale da cachoeira do Bocaina, entre o pico do Sol (2072mt)e o pico do Inficionado(2064mt), fica a mais ou menos 3 horas de caminhada do colégio do Caraça, onde deixaremos o carro em segurança e também será a base de nossa aventura. Para se chegar até o Garrafão a trilha a ser seguida é a mesma que vai para o pico do “Inficionado”, da trilha é possível avistar o garrafão no fundo do vale, porém o ideal é chegar ao início do vale do “Bocaina”, e lá após passar pela cachoeira, seguir pela trilha que sobe o rio. Na verdade chamar o caminho de trilha é um elogio, já que até hoje só houve uma repetição desta, que é considerada uma das mais bonitas vias de escalada de Minas Gerais. Com certeza a sua escalada compensa o esforço.


Este pontão foi conquistado em 1995, depois de três dias de aventura por: Eustaquio Júnior, Emerson Alves e Fabiano Fernandes, que contaram também com a valiosa ajuda de Henrique Houriques para abertura da trilha, pela fechada mata que protege o local; e também para o transporte de todo equipamento utilizado durante a conquista.
 

Os conquistadores que estavam cansados naquele dia, pernoitaram na base da parede depois de uma longa caminhada por entre a mata, e nesta noite, eles foram abençoados com uma noite de lua cheia. Mas não era uma lua qualquer, era uma daquelas que as vezes só se conseguem ver nos contos de fadas.


Esta lua que chegou a lhes confundir os sentidos estava como que nascendo de dentro da parede que seria escalada no dia seguinte, e com toda sua presença veio lhes dar as boas vindas.

Mais tarde, naquela mesma noite, os amigos vendo a parede que lhes esperavam pela frente no dia seguinte, resolveram de uma maneira bem democrática, quem seria o primeiro a escalar.

Tiraram a sorte no palitinho. Fabiano Fernandes foi o “sortudo” e logo na manhã do outro dia eles já estavam pendurados nas paredes negativas que marcam o início da escalada.

A aventura durou mais dois dias com nossos conquistadores tendo “conversas íntimas” com equipamentos móveis, marretas e talhadeiras durante todo o tempo. No entardecer do segundo dia os três amigos chegaram ao cume deste lindo pontão e batizaram aquela via com o nome de “Luana Sandhara” em homenagem a filha de Eustáquio Júnior que havia nascido naqueles meses.  Ver Croqui.

O grau sugerido para a via foi 7ºb móvel, sendo que a via é negativa em diversas partes da parede e foi equipada apenas com grampos nas paradas para o rapel.

Se você considerar que está preparado, não tenha receio, lá você vai encontrar bons momentos de escalada.

Bons ventos e Boas escaladas!!!

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Croquiteca - Guia - Escalada de Minas.

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