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Rocha e Gelo - Escalada e Montanhismo

Centro Excursionista Mineiro

Sistema de graduação utilizado

A graduação de dificuldade em escalada é um assunto polêmico por ser bastante subjetivo. Expressar em símbolos uma média ponderada de sensações físicas e psicológicas é uma ciência realmente complicada. Existem algumas propostas de “sistema de graduação” no país, sendo que a mais elaborada até o momento é a proposta pela FEMERJ - Federação dos Esportes de Montanha do Estado do Rio de Janeiro, mas a mesma ainda está sendo lapidada pela organização.

Neste site a proposta supracitada foi utilizada como referência, sendo realizadas algumas adaptações de ordem prática para colaborar com os leitores da série. As principais características do sistema utilizado aqui são:

Em vias de falésia, o grau da via é o grau do lance mais difícil, escalado  guiando e à vista (sem nenhuma informação prévia sobre a via). Este grau é apresentado com o algarismo arábico (1, 2, 3, 4..). Esta graduação engloba o “grau geral” e o “grau do lance mais difícil” proposto pela FEMERJ, sendo considerado o grau mais difícil entre os dois. No caso de vias longas, o grau do lance mais difícil é apresentado em algarismos romanos (I, II, III, IV, V...) e o grau geral em algarismos arábicos.

Até o 6º grau, o grau pode ser acrescido da expressão “sup”(superior) indicando um grau intermediário (exemplo: 5º sup, 4º, 6º sup...). A partir do 7º, a graduação acata três subdivisões: “a”, “b” e “c”, sendo “a”  mais fácil e “c” mais difícil (exemplo: 7º a, 8º c, 9º b...)

A graduação dos lances feitos em artificial (progressão por apoio no equipamento) também é bastante subjetiva. O grau mais baixo adotado “A0” ( A – zero) gradua lances com proteções próximas e sólidas, onde o risco de lesões durante quedas é muito pequeno. O grau máximo (hipotético) é o “A6”, que gradua lances em que no caso de queda do guia, todas as proteções colocadas se soltariam, inclusive a última parada, sendo a equipe de escalada arrancada da parede. Os graus intermediários (A1 a A5) podem ser acrescidos do símbolo “+”, indicando maior dificuldade de proteção ou aumento do perigo para o guia no caso de queda.

Algumas vias  apresentam ainda o “grau de exposição”. No Brasil este sistema foi proposto no Guia dos Três Picos (RJ) em 1998. Este sistema é bastante prático: E1- vias bem protegidas, E2- vias com proteção regular, E3- proteção regular com trechos perigosos, E4- vias perigosas (em caso de queda) e E5- vias muito perigosas (em caso de queda).

Exemplo: Via “Odisséia ao crepúsculo” – 5º VIIº (A1,7º) E4

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Croquiteca - Guia - Escalada de Minas.

- O montanhismo em suas várias modalidades é um esporte potencialmente perigoso, que pode resultar em acidente e até morte do praticante. Nem mesmo com a participação de um guia especializado e equipamento adequado, podem-se eliminar a possibilidade de um acidente fatal. É responsabilidade do leitor, utilizar as informações contidas neste site de forma saudável e consciente.

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